quinta-feira, junho 22, 2017

isto dos arraiais dos colégios é muito bonito ...


mas depois mandam-nos fritar salgadinhos na cozinha lá de casa! e logo amanhã, quando a empregada está cá hoje e deixa tudo a brilhar e cheiroso ...

Amanhã já vai ficar a casa a cheirar a fritos mas pronto, as crianças ficam felizes e isso é que importa, não é? 

ah se eu fosse uma mãe daquelas fantásticas na cozinha fazia era um quiche e despachava a coisa sem frituras. Já disse que detesto fritos? Felizmente que na escola da Maria da Graça pediram-me uma sobremesa, uffa, já me estava a ver a fritar croquetes dois dias seguidos.



Maggie

sacos de praia, modelo Vera Cruz





Boa tarde


Maggie

quarta-feira, junho 21, 2017

dos dias passados lá fora ...





E agora que o Verão chegou e passamos a estar muitas vezes lá fora, é alguma de pensar no jardim e na zona de refeições. Mudámos de casa há um ano (fez ontem), e há um ano com a mudança e um bebé de poucos meses não chegámos a tratar desta parte. Na realidade não precisávamos assim tanto dela já que temos uma casa no jardim onde também podemos fazer refeições, descansar e ver TV, que usamos algumas vezes. De qualquer forma temos uma zona especifica de churrasco que queremos usar, mesmo ao lado de uma pérgola feita de raiz onde precisamos colocar uma mesa de refeições. Bancos ou cadeiras não precisamos porque também já temos os bancos de origem, só queremos a mesa e algumas almofadas para a zona exterior ficar completa. 

Aqui ficam algumas ideias da IKEA.

Bom dia 


Maggie

segunda-feira, junho 19, 2017

ahhh e já me esquecia ...

O Presidente da Republica decretou 3 dias de Luto Nacional, e eu acho que foi um "gesto bonito" e é para respeitar. Haja humanidade, sensibilidade e solidariedade.
Custa-me passear pela blogosfera e perceber que a maioria continua a partilhar fotos de trapos e sapatos, fotos dos fantásticos fins de semana que tiveram e das férias que estão a ter. Fico feliz que se possam dar a essas luxos, só acho triste que em dias destes se partilhem tantas futilidades que podem ser deixadas para partilhar mais tarde. Este não é o momento. É uma falta de respeito para com as vitimas da tragédia, para com os Bombeiros, para com os responsáveis que estão a apoiar as populações ...
Eu também tenho fotos de dias felizes para partilhar e vou partilhar mas não será hoje. 
Ainda me resta uma ponta de respeito face ás grandes tragédias, ainda me resta vergonha na cara em expor uma vida feliz quando há tantos que estão à beira do desespero. São portugueses como nós, e não estão lá longe, estão aqui mesmo ao lado. 
A nossa vida não pára, claro que não mas podemos fazer silencio e "estar ao lado" de quem precisa mais neste momento". 



Maggie

dos dias negros


Podia partilhar outras imagens, há tantas infelizmente mas escolhi esta. A imagem de uma estrada com carcaças de carros queimados pelas chamas contam a pior história: a das pessoas que perderam a vida ali naquela estrada, uns dentro dos carros e os outros na beira da estrada. Custa, a qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade ver esta imagem, e as outras que fazem doer. 
Aconteceu a pior das tragédias, foram horas agarrada à televisão na esperança de ver que o incêndio estava controlado mas não. Não está. E o que será destas pessoas? Para mim e acredito que para a maioria não é preciso ter lá ninguém naquelas terras para sentir o pânico e a dor de quem não sabe dos seus, de quem perdeu vizinhos, amigos e família. Casas, animais, tratores agrícolas, e uma vida que agora ficou reduzida a pó. É muito triste. Salva-se nisto tudo os responsáveis pela organização do pós da tragédia, os governantes que deram a cara, as marcas como o Continente e o Pingo Doce que disponibilizaram produtos das suas lojas, os Bancos que abriram contas solidárias, e foram alguns, os donativos de gente conhecida e desconhecida. Salva-se a humanidade da generalidade dos portugueses que quiseram ajudar e enviaram tudo o que puderam. Num dia como o de hoje, tal como o dia de ontem e de anteontem foram dias que não esqueceremos tão depressa, será preciso muita ajuda nos próximos tempos. Infelizmente somos todos muito solidários na hora H mas depois perdemos o rasto às histórias e ás pessoas que vivem estas tragédias, e isso é que não pode continuar. Na verdade ficamos todos sensibilizados mas a nós na verdade não nos tocou grande coisa, a nossa vida continua. Eu deixei as miúdas na escola como sempre, vim com o Manel para casa e o meu dia está orientado, nada mudou. Infelizmente estas pessoas destas terras não têm para onde voltar, muitas ficaram sem nada. É preciso não nos esquecermos de procurar estas pessoas daqui por 1 mês, 6 meses, 1 ano, ... e verificar se os donativos chegaram, o que se melhorou nos Concelhos afetados e  medir as marcas visíveis da vida destas gentes. É aqui que os jornalistas podem ajudar e fazer a diferença, acho que todos vamos querer saber que daqui por uns tempos estes sobreviventes vão ficar bem. Não vão ser tempos fáceis mas estamos cá uns para os outros. Podia ter sido connosco mas não foi, aquelas vidas ficaram ali, interrompidas. A dor maior vem depois, não é agora. A dor maior vai ser quando as tv´s deixarem de andar por ali, quando os secretários de estado voltarem aos seus gabinetes e quando metade de Portugal esquecer que continuam ali as pessoas que precisam de quase tudo.

Um bom dia



Maggie