terça-feira, janeiro 15, 2019

o sucesso da Marie Kondo


Percebo o sucesso que esta simpática senhora tem entre os americanos tão dados ao caos em casa, pelo menos é a imagem que nos passam nas tv's, nas series e reality shows americanos.
Eu devo dizer que não vivo nesta América e não sinto que os meus vizinhos precisem da Marie Kondo para nada, mas pronto, faz sucesso. Só um aparte: e que coisa é aquela maneira de dobrar tshirts e conseguir encafuar umas 30 numa gaveta só? minha mãe ...

Eu acho que o programa só tem muito interesse  porque adoramos espreitar a vida e as casas alheias e gabar-nos de que somos melhores donas de casa e que não vivemos naquele caos que os casais que vemos na tv vivem, só numa de melhorar a nossa auto estima e de acharmos que somos rápidas e eficazes em casa e ainda assim mulheres modernas fora de casa. (Já não devíamos ter ultrapassado este trauma da mulher em casa?) Enfim, o sonho da mulher de há 50 anos continua actual. 
Não evoluímos muito, de facto. 


Maggie

ás vezes a vida leva-nos por caminhos que não escolhemos


e isso não é necessariamente mau. Claro que todos queremos o melhor para os nossos filhos e fazemos por lhes incutir valores, por lhes fazer ver que só com trabalho se conseguem resultados, que não devemos desistir à primeira contrariedade, ... mas é preciso aceitar que por mais que façamos a nossa vida nem sempre depende de nós, nem sempre fazemos escolhas conscientemente. Muitas vezes vida empurra-nos para um certo caminho como se fosse um barquinho de papel num riacho, vamos indo ao sabor do vento, é isso. 
Quantas de nós temos a vida que sonhámos em miúdas? quantas? eu não tenho. Não que a minha vida seja pior do que aquilo que imaginei, longe disso mas é diferente. Porque as coisas mudam, porque os sentimentos existem, porque ás vezes uma coisa parece outra coisa, porque sou movida a paixões e a valores dos quais não abdico. Por isto tudo podemos querer o melhor para os nossos filhos, queremos ensinar-lhes o melhor, queremos passar-lhes tudo o que sabemos, ... mas no fim a vida deles será fruto das circunstancias e de algumas memórias daquilo que receberam em crianças. Pode ser bom ou pode ser mau mas não controlamos o vento que empurra o barquinho pelo riacho a fora, deixemo-nos de acreditar que sim. Deixemo-nos de nos convencer que os nossos filhos estão mais bem preparados do que os filhos dos outros. Deixemo-nos de ideias feitas de que somos mães melhores e que os nossos filhos serão os melhores porque lhes contamos histórias à noite, ou porque não fazemos mais nada do que abraçá-los de dia. Deixem-nos de achar que bastamos, que o amor dos pais basta e que eles não vão sofrer influencias de terceiros que lhes vão moldar as escolhas que fizerem. Mais humilde e mais amor, menos pretenciosismo e menos presunção. Somos mães, só isso. Não somos Deus. Perdoem-nos a nós mesmas mais vezes, nem tudo é culpa ou mérito nosso. Aceitemos que somos apenas mães como há milhões de mães no mundo, não somos especiais, somos mães. Não somos melhores nem piores, somos mães. Raio de coisa esta agora de se achar que as mães são seres superiores porque pariram uma criança?! Há milhares de anos que mulheres têm filhos. As mães de hoje não são melhores do que essas primeiras mães, parem de achar que sim e parem de acreditar que a vida dos vossos filhos depende só daquilo que lhes dão. Não depende. Isso é ser mãe, amar e deixa-los voar. Acreditar que farão a vida deles o melhor possível mas sem ficar à espera de nada. 
Eles não nos devem nada!

Bom dia


Maggie

segunda-feira, janeiro 14, 2019

14 de Janeiro de 2019


Hoje não vai à escola. Esta noite foi de febre mas não há problema porque posso ficar com ele em casa, boa Manuel és um menino com sorte, agora é ver se a febre passa para poder ir na quarta feira brincar com os amigos ;)
(este é o lado bom de não trabalhar fora de casa)

Boa semana


Maggie

sábado, janeiro 12, 2019

até um dia, Maggie


A minha Maggie morreu ontem, (está visto que a nuvem negra que me tem acompanhado ainda não me largou). A Maggie era muito minha amiga. Ela viveu 15 anos connosco. A Maggie viveu na nossa primeira casa, na segunda, na terceira e na quarta. Ela assistiu ás nossas conquistas e viu chegar 3 crianças lá a casa. A Maggie viveu a vida dela sempre connosco. Acompanhou-me nos momentos mais duros e tristes e viveu os dias de alegria ao meu lado. Era minha amiga, sabia quando eu não estava animada e vinha fazer-me companhia, nem precisava de a chamar, ela vinha. Era linda desde bebé. Quando chegou era super traquina, não parava quieta mas foi ela, e o Pucci; que me agarraram à terra quando eu mais precisei. Não sou de contar o que sinto a ninguém mas eles sabiam, eu não precisava de falar. Ontem a minha família ficou mais pobre, a dor de ir deixando de ver quem gostamos pesa. E a Maggie apesar de ser uma cadela era uma amiga, era da família. Era minha companheira e confidente. Custa muito perde-la, ela viveu a nossa vida, acompanhou-nos todos os dias ...
Ontem comentava com uma amiga, que estas dores que temos com quem parte fica -nos marcada até na cara: eu envelheci muito nos últimos anos. Olho-me ao espelho e vejo que carrego a dor ou a tristeza comigo. O ar leve já cá não está, sinto que estou "pesada". Faz-se o que se pode para animar mas fica uma tristeza agarrada à nossa pele e que não nos larga. 
Eu faço um esforço para acreditar que um dia vou voltar a encontrar os meus e sei que a Maggie vai lá estar. Tem que estar, ela esteve lá sempre quando precisei dela. Uma amiga daquelas que queremos sempre connosco. Diz que ontem foi o Dia do Obrigada e a Maggie partiu!

Até um dia, querida Maggie. Não te esqueceremos nunca. Obrigada por tanto.



Maggie

quinta-feira, janeiro 10, 2019

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Museu Guggenheim está localizado em uma das área mais tradicionais da ilha de Manhattan. De frente para o Lago Jaqueline Kennedy Onassis, no Central Park e para a Quinta Avenida, entre a ruas 88 e 89. O museu é uma peça arquitetônica que se diferencia de longe de todas as construções ao seu redor, o que inclui também o Novo Museu de Arte Contemporânea, o Museu de Arte Africana e o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque.



Maggie