terça-feira, maio 28, 2013

e começaram os testes


Hoje a minha Micas Manuela foi fazer o teste de língua portuguesa, vai ser avaliada mas não vai sozinha. A professora e os pais tbém são avaliados, é na verdade para isso que servem os testes no 1º, 2º e 3º ano. Há professores com vocação e gosto pelo ensino e há miúdos com sorte que calham com este tipo de professores, dos que puxam por eles, dos que os marcam e deixam recordações para a vida. Depois há pais com trabalhos mais "levezinhos" que os conseguem acompanhar no estudo, e pais com uma vida difícil sem tempo para os ajudar a estudar, pais que conseguem fazer os tpc´s com eles, e pais que nem sabem se os filhos trazem tpc´s para fazer, pais que se acham o máximo e pais que nem chegam ao minimo ... Para as crianças é um stress, uma responsabilidade maior do que aquela que eles conseguem suportar e depois há os que vomitam e têm dores de barriga, e os que nem ligam e para eles é um dia como os outros! Sou da opinião que devia haver testes sim mas no final de cada ciclo, neste caso no 4º ano, antes disso é a professora na sala que os conhece e que sabe do que eles são ou não capazes, não é uma manhã de testes que mostra o nível do aluno. E aqueles que já lêem mto bem? isso não se vê nos testes.

E depois dos testes lá vêm as conversas dos pais que comparam as notas dos miúdos e atribuem o sucesso a eles próprios, os pais mais babados que levam o 1º ano tão a sério como se fosse já a entrada para a universidade: que notas teve, se vai para o quadro de honra, se teve 1 A ou 2 B, se o filho é dos que estuda, ou dos que não estuda nada mas sai-se sempre bem, (género pequeno génio) ..., e paciência para isto nesta altura do ano?  Eu já não tenho, venham as férias!

Bom dia

Maggie

1 comentário:

Nany disse...

Só no 1º ano?
Por cá já se fazem comparações na creche, quanto mais na pré, e quando chegarem ao 1º ano vai ser um stress. A educadora já os divide de uma forma que já deu origem a uma conversinha da minha parte.
Ó pá, os miudos têm diferentes aptidões e existem um sem número de factores a ter em conta. Não se pense que não quero que os meus filhos sejam excelentes, porque quero, mas tenham dó, é preciso ter noção das aptidões, das idades e das crianças enquanto seres humanos. Ou será que esses pais não falahm nunca? (ou falham sempre?)
Bjs