quarta-feira, outubro 02, 2013

aqui em casa estamos no estudo da matemática

Lembro-me bem de ser uma menina com a idade das minhas filhas, lembro-me da minha professora, de alguns colegas, de muitas brincadeiras e de aprender de uma maneira menos rígida. E aprendi. Nunca fui uma aluna brilhante mas era uma aluna comum. Aprendi umas coisas melhores do que outras mas lá ia aprendendo ao meu ritmo, outras vezes empurrada pelo ritmo da professora. Agora a escola é diferente, sente-se muita pressão, os alunos têm que saber isto e aquilo, parece-me uma exigência em demasia. Diz a minha mãe que no tempo dela a escola também era assim muito exigente. Eu tenho outra ideia, lembro-me de estar nas aulas mas lembro-me também que ainda brincava muito, fazia os meus trabalhos de casa quando os trazia e não me sentia perdida no meio de tanta matéria.
Ontem depois de um dia de aulas, a minha mais velha trazia trabalhos de casa que com a correcção do teste que fizemos as duas juntas, passou 1 hora de estudo. E eu noto que a ajudo mas que não lhe tiro todas as duvidas, vejo que há coisas que decora sem perceber, e coisas que aprende também sem perceber. Antes de ir dormir ainda leu um texto e eu contei algumas (pequenas) histórias, mais do que isto recuso-me a fazer, mas sinto que ela precisava de mais.
Talvez um dia mais tarde ela veja a escola de uma forma diferente, talvez não sinta a pressão que eu sinto, afinal ela é uma criança mas acho demais, trabalhos demais, matéria demais, decorar demais ...
Se calhar sou eu, mãe galinha que me preocupo em demasia.


Maggie

5 comentários:

ana disse...

Se a escola tem de ser assim? Não, não tem, e não fiquei com essa impressão do 1º ciclo. Mesmo descontando os primeiros anos, em que tiveram uma professora pouco exigente, no 4º ano a professora era excelente, preparou-os muito bem para o exame (que o digam os resultados que obteve...os melhores do agrupamento...)e nunca houve essa pressão de que falas. Trabalhos de casa, sim, mas que se faziam, com raras exceções, em 20-30m - e um dia por semana não havia TPC. Matéria dada com calma, bem explicada, algumas coisas decoradas (no 3º e 4º anos o estudo do meio implica muita memorização) mas sobretudo compreendidas.
O que referes não pode ser desligado da opção que tomaram para a educação das vossas filhas...os colégios privados (a maioria, não todos)tendem a pressionar as crianças porque os pais valorizam essa pressão, a ideia de que estão a transformá-los em atletas de alta competição, melhores que os do colégio ao lado e incomparavelmente melhores que os da escola pública.
Se o excesso de trabalho em crianças tão jovens tem resultados práticos? Sinceramente, acho que não e cada vez mais me convenço que o sucesso educativo se faz sobretudo pelas aprendizagens não curriculares - pronto, não sou só eu que digo, são os especialistas nestas coisas :-)

Maggie disse...

eu não sinto que a pressão de saber isto e aquilo venha desta ou daquela escola, são as próprias metas curriculares que definem a matéria a saber e que me parece demasiado. Segundo a professora este ano muitas matérias passaram do 3º ano para o 2º e por isso este ano haverá muito a aprender. Sinceramente folheei o livro e também me pareceu um exagero, mas enfim ...
Aqui a escola publica é um deixa andar que a mim não me agrada, há pouca exigência, os professores faltam (e não é pouco), e não há a dedicação que têm onde estão. Aqui a escola publica não é opção.

Maggie

Maria disse...

Não acho que se preocupe em demasia e faz todo sentido que se preocupe.
Eu sou completamente contra pressionar as crianças dessa maneira, quando a minha filha entrou para o 1º ano na primeira reunião de pais tive logo uma conversa muito séria com a professora e mostrei logo o meu ponto de vista, pois já sei como as coisas são hoje em dia, são as exigências, os tpc em formas de fichas sem fim, as AEC's até às tantas e etc. Avisei logo que era contra sobrecarregar as crianças, que era contra os TPC excessivos e que jamais iria permitir que a minha filha deixasse de brincar. Abdiquei das actividades extra-curriculares que são opcionais e a minha filha sempre saiu da escola às 15:30, com tempo para brincar e para fazer TPC e ainda tempo de sobra. Agora no 2º ano já tem 2 AEC e sai dois dias às 17h. Felizmente a professora sempre se mostrou compreensiva e concordante comigo!
O mesmo não posso dizer este ano da professora do mais novo que entrou para o 1º, é mais rígida (e para mim existe uma diferença enorme entre exigência e rigidez!), já mandou uma montanha de TPC's e eu já enviei recado no caderno a dizer que simplesmente não houve tempo de os acabar e que não ia privar o meu filho de jantar, tomar banho e brincar, e até dormir á hora certa para acabar os TPC que ela mandou. Ela no dia seguinte veio falar comigo e dizer que manda os TPC's mas que é só para os meninos fazerem até onde conseguirem, e nunca mais mandou nada de tão exagerado como daquela vez.
Cabe a nós pais saber o que é melhor ou não para os nossos filhos, e devemos intervir caso achemos que alguma coisa não devia ser assim. Se não os defendemos quem os irá defender?

Rita_in_UK disse...

Já sabes que tenho os meus 2 na pública. O Luís traz TPC apenas na sexta e pontualmente ás 4ªs (até ver). Tenho uma colega que a filha traz, também no 1º ano, 4 e 5 páginas para fazer em casa todos os dias. Os miúdos estão a dar as mesmas letras, ou seja, a filha dela não está mais adiantada do que o meu. Pergunto-me porquê. Tal como a Ana, a professora do meu foi a que teve as melhores notas do agrupamento nos exames nacionais (será a mesma :)?), pelo que suponho que não tenha ficado incompetente do ano passado para este. EU gosto assim... Mas tu, por exemplo, tenho ideia que se elas não trouxessem TPCs, inventavas, lol.
Bjinhs

Maggie disse...

Estás a ver Rita como nos conhecemos mesmo á distancia?
ontem a Madalena não trouxe tpc´s mas eu arranjei-lhe, hahahahahaha.

bjos

Maggie