quinta-feira, outubro 03, 2013

ser Mãe

Eu não acredito nas mulheres que acabadas de ter um filho sentem por aquele ser um amor maior do que o mundo, não acredito quando me dizem que reconheceram logo o seu filho no meio de 10 bebés, não acredito porque o Amor cresce com o tempo que passamos juntos, é a convivência que nos faz criar laços e dar nós que nunca mais se vão desatar. A mim podiam por-me qualquer bebé no colo e dizer que aquela pequena criatura era a minha, que eu ia aceitar sem pestanejar. 
Quando um filho nasce não acredito num amor apaixonado pelo bebé mas acredito que o facto de ser pequeno e indefeso nos faça querer protege-lo, que o facto de ser dependente de nós nos obrigue a cuidar, a mimar, a segurar. Quando crescem aí sim ficamos felizes quando eles estão felizes e tristes quando alguém os magoa. E ser mãe é isto: é sentir  que o que fazem aos nossos filhos nos fazem a nós, é sentir a alegria e a dor deles, é mesmo ter uma parte de nós fora do nosso corpo.



Maggie

9 comentários:

Mary disse...

Eu senti amor sim, ou amor ou paixão mas sei que senti uma coisa muito forte no peito e o coração a querer explodir nas primeiras horas com eles nos braços. Já em relação a os distinguir no meio de todos os bebés depois de os ver todos ensanguentados e roxos, claro que não distinguia, podiam-me trazer qualquer bebé, mas se no 2º dia me trouxessem um bebé diferente já topava, a menos que fosse um sósia...

Maggie disse...

Eu só senti estranheza, não me reconheci naquelas bebés que me puseram no peito. Senti-me estranha, agora é diferente, quando alguém lhes faz mal parece que me dói a mim!

Maggie

Anónimo disse...

eu já era apaixonada pela minha filha dentro da barriga e senti o mais intenso sentimento que conheço q é o amor, mal a colocaram nos meus braços..a maguie em tudo o q escreve mostra tanta amargura , é natural até q n tenha sentido e q n acredite em nada..

Mãe da Vera

Maggie disse...

Olá mãe da Vera, este blog não é um blog fofinho, cor de rosa e falso. Este blog está cheio de desabafos reais, de gostos reais (não me vendo a marcas), de pensamentos e palavras soltas. Não se trata de amargura, trata-se de que sou uma mulher real com duvidas, anseios, angustias, gargalhadas e palpites. Todos temos um lado menos rosa e eu faço questão de partilhar o meu, até porque me faz bem, quem quer só ler maravilhas da maternidade compra a Caras ou a Lux, não vem ler este blog.
Beijinhos doces
Maggie

Paula disse...

Olá Maggie!

Durante muito tempo também pensava assim. Foi exatamente isso que senti quando a minha mais velha nasceu.As circusntâncias também foram muito diferentes. Passei menos tempo com ela a seguir ao nascimento. Eu fui para o recobro e ela para o berçário. No dia seguinte ela foi para a incubadora porque estava com dificuldades respiratórias. Talvez por causa disso a nossa relação inicial também era mais de "estranheza". Mas com o mais novo não foi assim. Não sei explicar porquê mas a ligação foi logo instantânea e sim era capaz de o reconhecer no meio de 500 bebés. O que é certo é que não nos separamos a seguir ao parto. E isso pode ter feito toda a diferença. Pelo menos no meu caso. :)

Bjs

Paula disse...

Pode ser que à terceira seja de vez, Maggie.

Brincadeirinha. :)

Maggie disse...

hihihihi pois pode ser Paula, já estive mais longe disso.

Quanto ao tema do post acho que sofri muito até ter as minhas filhas: foram 7 anos, foram os tratamentos, foi o desespero de achar que nunca ia ser mãe. Adorei estar grávida e adoro ser mãe, só não senti aquele amor imediato, e conheço outras mulheres que também não o sentiram e não sofreram de infertilidade como eu.

Bjos

Maggie

Paula disse...

E que mal há nisso? Somos todas diferentes e vivemos as coisas de maneiras diferentes. Confesso que durante meses me senti mal por não ter sentido o que lia em revistas e blogues... Tontices. Depois passou-me. E mesmo a ligação que senti pelo mais novo não tem nada a ver com o que se lê por aí. O amor é algo que vai crescendo e aumentando conforme vamos conhecendo os nossos filhos. No início funciona muito mais o instinto protetor. Mas isso é apenas a minha opinião. Acho que a maternidade é por vezes romaceada e até fantasiada e algumas tendem a esconder o que realmente sentem porque a verdade é que parece mal dizer algumas coisa...
Bjs

Maggie disse...

pois Paula na realidade não há mal nenhum. Não sentimos todos os mesmo, não somos todos iguais, não temos todos as mesmas vivências nem a mesma sensibilidade, mas pelos vistos ainda parece mal dizer-se o que nos vai na alma. Ainda hoje mulher que é mãe tem que sofrer no parto, tem que ter parto normal, tem que amamentar, tem que não dormir porque o bebé não deixa, e não tem depressões pós parto ...


Maggie