quarta-feira, novembro 06, 2013

do estar em casa


Isto de ser uma mãe que está em casa tem mais vantagens do que desvantagens embora as outras mães achem estranho, na verdade acham tão estranho e mostram tanta desconfiança que até já me ofereceram um trabalho de florista no mercado. Na realidade posso ir sempre ás reuniões e ás festas na escola, posso ir levar e buscar as miúdas á escola  sempre que estou para aí virada e posso dar-me ao luxo de me sentar num café a ler um livro enquanto faço tempo para que na escola a campainha toque. O certo é que tenho a minha casa sempre limpa e arrumada e sem gente de fora a remexer-me as coisas, sou muito exigente com a arrumação, não convivo bem com o caos. Não me faz diferença um pó aqui ou ali, não é isso, mas a casa tem que ter ordem. Na verdade ser uma mãe que está em casa não tem que ser uma mãe que veste uma bata logo ás 7 da manhã e que passa o dia com um espanador na mão nada disso, aqui as minhas vizinhas do lado mantêm as suas empregadas, eu é que sou um bocadinho comichosa é verdade. Continuando, tenho os fins de semana livres para brincar e passear e os dias da semana para fazer o que gosto, e passados 6 meses aqui em casa ainda me sinto muito bem sem saudades da correria matinal e de final de tarde. Está bem que nestes 6 meses fizemos uma viagem, comprámos uma casa e passámos 3 semanas de férias fantásticas, foram  meses cheios de coisas para fazer, se estivesse a trabalhar tinha sido muito complicado. Para ser sincera até os meus problemas com a tensão alta normalizaram embora continue com a medicação, sim que o trabalho que eu tinha dava-me conta dos nervos, embora eu achasse que não, que se fazia bem. O estar em casa também não significa que não se saia, que não se vá ver o mar, que não se vá tomar um café ou dar uma volta, estar em casa significa que se tem mais tempo de qualidade em família, mais tempo para olhar pelas crianças e para falar com elas. Significa que podemos lanchar juntas quando chegam da escola, fazer os trabalhos de casa com toda a calma do mundo, dar os banhos e deixá-las brincar ainda mais 1 hora até as chamar para jantar, e isso não há salário que pague.
Esta coisa do estar em casa devia poder ser uma escolha como qualquer outra, não vos parece?

Bom dia


Maggie

7 comentários:

Bonitinha disse...

Acho que sim Maggie! E quantas não são as mulheres que olham com estranheza ou até uma certa inveja e que gostariam de fazer o mesmo, mas só o salário do marido não basta ou até mesmo por medo do que a sociedade vai pensar. Ainda há muito preconceito com as que decidem ser donas de casa, eu gostava mais quando o era em Portugal, porque aqui sou muito sozinha e me faz falta um convívio nos finais de semana.
beijinhos

Anónimo disse...

Não deixas de ter razão Maggie, mas às vezes não é fácil.
Estou na mesma situação, embora só desde de setembro, mas confesso que nem sempre é fácil.
Há muitas vantagens, acrescento ao que disseste o tb poder almoçar com o marido, mts x ao longo da semana, estarmos descansados a conversar sem interrupções do pequeno, etc.

Mas mesmo assim, ainda não me sinto mt bem, o pensar que estou por casa sem trabalho, com esta idade, deixa-me acorrentada. Não sei o dia de amanhã e no nosso país, estar fora do mercado é uma morrer, infelizmente.
:-*
NaRiZiNHo
(btw, mudei de "casa", fim de ciclo. http://cozinhadodeemocoes.blogspot.pt)

Sónia disse...

Nisso tens razão, eu desde que estou em casa tenho tempo para tudo. E não vejo mal estar em estar em casa se for uma opção pessoal. No meu caso foi forçado por ter ficado sem emprego e chega a uma altura que me farto disto. Mas o facto de ter tempo para os meus amores sabe muito bem :)

amora disse...

devia, se bem que nem todas as mulheres estão dispostas a isso (ou então nunca tiveram possibilidade de escolha), a carreira, a carreira... também não tenho saudades da correria, mas já me vai apetecendo fazer coisas além de tratar da casa e da família :)

Mary disse...

Eu estive em casa 3 anos quando nasceu a minha primeira filha e depois nasceu o segundo logo de seguida.
Inicialmente parecia-me fantástico e achava que poderia viver assim para sempre que vivia feliz. Mas isto foi no primeiro ano. Depois fartei-me e entrei em paranóia. A rotina sempre igual seja ela qual for não é bom para a cabeça, seja ficar em casa ou trabalhar, a certa altura precisamos de mudar de ares e de fazer coisas diferentes. Foi mais pela minha sanidade mental do que por necessidade que decidi voltar ao trabalho.

Vidas da Nossa Vida disse...

Eu estou em casa, com todas essas vantagens, especialmente no que diz respeito ao apoio aos filhos, a estar presente em tudo, em ter os miúdos com o banho despachado às 18h, mas concilio com o trabalho de freelancer em casa. Claro que há ainda muita gente que acha que eu não trabalho nada, mas trabalho e, dobro. Em casa h sempre milhares de coisas para fazer, tenho os miúdos em casa cedo e por minha conta, e ainda o meu trabalho. Mas não dinheiro que pague poder estar tanto com eles e poder acompanhar de perto o dia a dia deles. Até porque contrabalanço com o meu marido que tem uma vida de trabalho infernal em que quase só está com eles num beijo rápido de manhã e aos fins de semana.

Paula disse...

:) É isso! Investir na família é uma coisa boa.

Bjs