sexta-feira, novembro 08, 2013

este país já não é livre, se calhar nem nunca foi ...

É triste dizer isto mas somos um país de gente "pobrezinha" e mal amada. Um país de gente que inveja, que maltrata, que lança faíscas de raiva e rancor a quem esteja melhor, a quem não passe fome, a quem pinte o cabelo de loiro, a quem viva de rendimentos ou tenha herdado alguma coisa, como se os outros tivessem a culpa das suas próprias misérias. Atrás do anonimato diz-se tudo o que vem á cabeça, porque se é cobarde para o dizer na cara ou para assinar o próprio nome, porque é tão fácil dizer mal de alguém é só ir ali ao facebook... São pobres de espírito, pobres de amor, de atenção e de carinho, gente que em vez de olhar para si ataca os outros porque é mais fácil do que olhar para dentro e ver aquilo que é, a tristeza que sente, a inveja que não mata mais mói. Tanta tonta que por aqui anda, pelo mundo blogosférico leia-se, tanta pretensa chique a lançar-se e a tirar proveitos do nada que tem para dar, mas o cor de rosa vende, e quanto mais pobres ficamos mais vende porque precisamos de sonhar. Ai se eu fosse dizer o que penso. Felizmente fui educada para guardar o que penso para mim, porque me recuso a ofender alguém só porque não gosto do estilo, porque quando não gosto não leio, não visito e não vejo mas não  ataco para ofender e magoar. Cada um é como é felizmente, de uns gostamos mais de outros menos e na verdade há gostos para tudo, mas ofender quem não conhecemos porque disse umas palavras que não gostámos? somos cada vez menos livres e caminhamos para a miséria da fome mas também para a miséria do espírito e da educação. Quando há 2 anos aqui escrevi que caminhávamos para tempos do passado, tempos de fome, de desespero, tempos que Portugal já viveu e que nunca sonhámos que voltassem chamaram-me dramática e talvez seja. Infelizmente parece que tenho razão, mas o que não antevi foi esta falta de carácter, de verdade, de humanidade, esta falta de respeito pelos outros que vivemos hoje.
 Vamos por um caminho difícil e ainda nos vamos perder.


Maggie

4 comentários:

Paula Oliveira disse...

Boa tarde,
Sou a anónima (de nome Paula) que escreveu o comentário mais extenso… Em 1º lugar, gostaria de lhe dizer que não pertenço ao “mundo blogosférico”, como lhe chama. Depois também gostaria de afirmar que não sou “pobrezinha”, nem muito menos mal amada! Não tenho inveja, nem rancor de quem vive melhor do que eu… Também posso pintar o cabelo de loiro se me apetecer, apesar de não viver de rendimentos. Nunca herdei algo (com muita pena minha). Tudo isto é fruto de meu trabalho! Se reler a minha mensagem vai perceber que não critiquei o seu post, somente dei a minha opinião em relação ao discurso da Margarida Rebelo Pinto. É um facto que tenho uma opinião completamente distinta da sua, mas isso não faz com que eu seja uma “tonta”. Não sou leitora assídua do seu blog, nem comentei para ofender e magoar. Aliás diga-me, por favor, onde a magoei/ofendi?! Se fosse a Margarida a queixar-se das palavras que proferi em relação a ela eu até compreenderia… agora a Maggie, de facto não compreendo! Partilho da sua opinião quando refere que “caminhamos para a miséria da fome mas também para a miséria do espírito e da educação”, mas posso garantir-lhe que eu, felizmente, não careço desse tipo de miséria. Acrescento ainda que respeito muito as pessoas que me rodeiam e respeito acima de tudo as famílias e, principalmente as crianças, que estão neste momento e, devido à crise, a passar por sérias dificuldades económicas. Como tal, quando oiço discursos completamente sem nexo e ridículos como foi o da Margarida Rebelo Pinto salta-me a tampa! Não por mim, mas por todas essas pessoas. Pode ficar descansada que foi a 1ª e última vez que comentei o seu blog. Tenho receio de, em comentários futuros, ferir a sua susceptibilidade.

Maggie disse...

Olá Paula digo já que tenho pena que não volte mais aqui a este blog, todas as opiniões são válidas mas as que são ofensivas e ordinárias obviamente que não as posso publicar. Nada tenho contra si nem este post era para si, se o seu comentário está publicado é porque foi educado, infelizmente fui obrigada a apagar 2 mensagens de anónimas por isso não estão nos comentários e a Paula só encontrou o seu. Se eu os tivesse publicado perceberia que a mensagem não era para si.

Felicidades

Maggie

p* disse...

A inveja faz parte da cultura de Portugal. Quase todos tem inveja de todos! Tive inveja poucas vezes, da última, a vida ensinou-me uma lição que, hoje, não sou capaz de ter inveja de ninguém.
Agora, há blogs que adoro e que leio sempre (outros abro por acaso e, se tiver curiosidade também leio). Nos que adoro nem sempre concordo com tudo, afinal sou uma pessoa diferente de quem escreve. Gosto de ti e de te ler, concordo com várias coisas, discordo completamente de outras. Acho que é saudável isso. Não é porque me rio a ler o Cocó na fralda que vou idolatrar a Sónia e concordar com tudo!! Nem com o nome do blog concordo, embora dê para fazer piadas giras. Nem da Pipoca, que acho o humor dela fantástico, mas já o gosto a vestir...não é o meu género. Mas, às vezes, até acho que está gira! Não se tem que idolatrar alguém para se gostar desse alguém! E eu gosto de ti e de ter ler Maggie! :)

Maggie disse...

Ora aí está p* também concordo que podemos aproveitar o melhor de cada um e adaptar ao nosso estilo, ao nosso agrado, sem com isso idolatrar ninguém. O que eu gosto na MRP são os livros e gosto de ver o que veste mas quero lá saber o que ela acha do país e das manifestações., Acho que se dá demasiada importância ao que não tem importância nenhuma. A mulher não é política nem nunca foi, não ocupa nenhum cargo publico ou de gestão de coisa nenhuma, que importância tem o que diz sobre o andamento do país? ohhh sta paciência.

Bjos

Maggie

Ahh e quanto a invejas já invejei muito, tive raiva e rancor de todas as mulheres que podiam ter filhos e eu não, mas nunca ataquei ninguém ou fui mal educada. Foi um problema meu que resolvi eu. Não andei a deixar recados maldosos nos blogs de ninguém.