terça-feira, dezembro 17, 2013

o melhor do meu dia


Corre por esta blogosfera fora um "passatempo" chamado o melhor do meu dia. Eu não sou mulher de correntes, nem de passatempos e nem de passar mensagens mas hoje decidi pegar nesta ideia do melhor do meu dia e partilhar um dos melhores momentos dos últimos dias. O melhor do meu dia de ontem podiam ter sido vários momentos, podia ter sido a felicidade das miúdas a brincar no recreio, podia ser o sorriso delas e a alegria mas se há coisas que para uns são banais para outros são raridades, por isso ontem ter ido á escola das miúdas vê-las com o meu marido foi o melhor do meu dia. Superou até a aula de teatro para os pais ao final da tarde e que foi bastante divertida e superou até a felicidade das boas notas da Micas este período. A Micas teve A a matemática, fiquei feliz e surpreendida. Não é que ela não tenha capacidade para ter boas notas, mas é demasiado distraída, perde-se, só lê metade, é demasiado despachada e rápida a fazer tudo e obviamente deixa tudo pela metade. Bem voltando á Escola, a felicidade delas por ter o pai a assistir e a minha felicidade de o ter a meu lado foi enorme, porque nem sempre o pai consegue estar presente mas ontem conseguiu, e foi tão bom. Sem duvida que a felicidade está nestas "coisas pequeninas",  infelizmente não as podemos ter sempre mas são tão importantes. Ontem á noite dei por mim a pensar no difícil que deve ser ter o pai longe e emigrado, como há tantos casos agora. O pai cá de casa mora cá em casa, chega tarde do trabalho e sai cedo mas vê-as todos os dias, ás vezes ainda vem a tempo de ajudar nos tpc´s, ausenta-se uns dias da semana, (nem todas as semanas), mas vive connosco, e ainda assim parece pouco e sabe a pouco Não consigo imaginar os pais que estão meses longe das famílias, deve ser uma solidão tão grande... Claro que temos que trabalhar e é bom ter trabalho mas a falta que fazem os "momentos pequeninos", só as famílias de hoje sabem. 


Bom Dia e um Feliz Natal


Maggie

1 comentário:

Bonitinha disse...

Ohhh Maggie que lindo! Quando escreveste isto lembrei-me da chatice dos meses passados...realmente foi duro pra mim (já sabes né?), mas o pior foi ter de ser pai e mãe para o Fabian. Ele ainda ser pequeno demais para entender o porquê do pai estar distante, de nem sequer ter participado do seu aniversário...ah isto doeu muito e pude perceber que no marido também. E muitos vão apenas com promessas no bolso, as horas que passam em uma mistura de desespero e esperança, o medo de não ver a família nunca mais... Eu por exemplo, além de ser uma dramática do caramba, tinha medo que morresse e por não conhecer ninguém eu nem sequer soubesse. Ufa, já foi demais, mas obrigada por lembrar-me do quanto apesar de tudo, de não termos as condições que imaginávamos, somos felizes e espero que não tenhamos mais que nos separar...
beijinhos