quinta-feira, janeiro 16, 2014

as mamas das mães e os miúdos maus

É interessante e infeliz perceber que há gente que se insurge com coisas que são do intimo de cada um e nada tenha a dizer sobre um tema que nos devia interessar a todas, como o bulling. Na realidade quem me conhece já sabe o que penso sobre dar de mamar em publico, quem me segue sabe que as minhas filhas estão já muito longe desta idade tão precoce em que o leite é tão importante, quem me conhece sabe que sou teimosa e que não mudo de opinião pelas opiniões dos outros muito menos sobre um tema como este. Quem me conhece sabe que a amamentação já está tão longe que já pouca vontade tenho de escrever sobre ela. Isto para dizer que o post anterior só foi colocado no blog para perceber o que eu já tinha visto mas que me custou a aceitar. Acaba por ser irónico perceber que muitas defendem com unhas e dentes o que não é preciso defender, já que cada uma faz com o seu corpo o que entende mas não tem uma palavra a dizer sobre as agressões entre pares. Será que só se preocupam com os filhos enquanto eles são pequeninos, ou acham que a palavra da moda bulling não lhes interessa nada. Ainda que não toque de momento aos nossos filhos um dia poderá tocar, e será que ninguém tem uma história para partilhar de quando era mais nova e andava na escola? ou um episódio que se tenha passado com uma amiga? sim que a palavra é nova mas este tipo de agressões entre os miúdos sempre existiram. Eu lembro-me de andar no ciclo preparatório e de haver 2 miudas, irmãs que eram terriveis, eram mal educadas, mal formadas e batiam em algumas meninas da minha sala, e ás vezes também se lembravam de mim. Lembro-me ainda hoje que se chamavam Cidália e Neide, vai dai se alguém conhecer 2 irmãs com estes nomes e de idades muito próximas, é possível que sejam elas. Puxavam os cabelos e chamavam nomes ás miudas, deve ter sido por isso que foi o ultimo ano que frequentei aquela escola. Não percebo bem o que a maioria pensa mas será um tema que não interessa, ou enfiaram as cabeças na areia? pois bem, a mim interessa-me muito mais do que saber quem deu mama ou quem mamou no biberão, por isso será tema no blog sempre que me apetecer, este e outros do género porque afinal as minhas miúdas cresceram e os temas terão de mudar !


Beijinhos

Maggie

6 comentários:

Anónimo disse...

Eu sofri perseguição dos colegas quando cheguei a Portugal. Chamavam-me "Monhé", "preta da Guiné", "barrote queimado" e etc. Uma vez tentaram bater-me.

Felizmente soube lidar bem com isso porque não tive qualquer tipo de ajuda dos meus pais. Aliás, nunca souberam de nada. Eu pura e simplesmente tentava evitar esse tipo de confrontos. QUando via os indivíduos que gostavam de se meter comigo pura e simplesmente mudava de rota. E tentava não mostrar que tinha medo. Esforçava-me ao máximo fazer parecer que o que faziam não me afectava. Aos poucos foram-se esquecendo de mim e arranjaram outro para "picar". Mas isso sou eu e sei que há muitas crianças que se deixam afectar. Eu tinha 12 anos. Era uma idade complicada mas felizmente tenho este feitio. Estou-me a borrifar para esse tipo de comportamento. Sempre estive. Nunca me importei de ser diferente. Já a minha mana mais nova sofria imenso que esse tipo de coisas...

É complicado lidar com este tipo de violência. Temos que estar muito atentos aos nossos filhos e agir sempre que acharmos que podem estar nesta situação. Temos que os ensinar a lidar com esse tipo de violência. É triste mas não podemos educar os filhos dos outros. Por mais sensibilização que haja nas escolas, na TV, etc vão haver sempre palermas a maltratar alguém. Essa é que é a verdade.

Beijinhos

Paula (Pequenos e Verdes)

Bonitinha disse...

Felizmente nunca sofri nada desde tipo, mas presenciei o que alguns colegas (era meninos na maioria) sofreram. Não apanhavam, mas eram alvos de "brincadeiras", um porque era acusado de ser homosexual, outro porque não tomava banho, outro porque era gordo...
O Fabian ainda está em uma idade em que não acontece casos destes, mas é importante estar sempre atento aos menores sinais.
beijinhos

Maria João disse...

Na escola da minha filha, na turma dela (ela tem 4 anos) o tema é abordado desde o 1º dia. Todos os meninos sabem o que é o bullying. Todos os meninos sabem o que devem fazer qd não se sentirem confortáveis com alguma situação que ocorra. Agora, se fazem ou não é que o caso é outro. Cabe a nós pais andar atentos, mt atentos. Eu ando sempre. Secalhar atenta demais e fiz no outro dia uma tempestade num copo de água qd soube que a amiga empurrou 2 amigas. Mais tempestade fiz qd soube que as 2 andavam a incomodá~la, a persegui-la e que ela tomou a atitude que lhe ensinaram, dizer à professora, mas como esta não ligou agiu por ela própria. Ora e o que se faz numa situação destas? O que se diz aos filhos?

Anónimo disse...

por acaso conheço alguem q foi vitima e é muito parecida consigo pelo que transparece no blog claro

Teresa disse...

A questão é que a senhora autora deste blog só consegue atenção, através deste blog, quando faz post's polémicos. Aliás, é por isso que os faz. Necessita de atenção. Se escrever sobre coisas banais tem zero, 1 comentários, se escrever sobre dramas e tragédias tem no máximo 4 ou 5, se escrever sobre assuntos polémicos pronto, tem a atenção que tanto quer! Fique contente.
Ah e escrever em blogs e comentar sobre bullying ou outro drama da sociedade, não vai resolve-lo, é muito bonito ter um blog e vir escrever nele sobre todos os problemas do mundo, e esperar comentários...mas isso não os resolve. O meu contributo para os problemas da sociedade não se mede pelo nº de coisas que escrevo na net, mas pelo nº de acções que pratico em prole daquilo que me preocupa.

Maggie disse...

Cara Teresa, qualquer pessoa que tem um blog pretende feedback sobre o que escreveu da parte de quem lê, senão teria um blog completamente privado que não permite-se leituras. Não se trata de pretender atenção trata-se de pretender saber outras opiniões. Todos os blogs pretendem ter feedback é normal e uns até fazem concursos e sorteios para chegar onde pretendem, não é o meu caso. E eu não escrevo sobre temas importantes da sociedade, escrevo até poucas vezes sobre temas que me interessam como mãe e como família, não lhe parece normal? vá, vá lá comer um bombom que está um bocadinho amarga!
Bjos

Maggie