quarta-feira, janeiro 29, 2014

muitas saudades tuas


Se o meu avô António ainda fosse vivo faria hoje 94 anos. É assim quando as pessoas foram importantes para nós, são recordadas todos os dias, são lembradas nos dias de aniversário, e de Natal, já não vivem connosco mas vivem em nós. Ficam as memórias boas, ficam as lembranças da maneira de ser, do jeito que tinham: lembro-me tão bem do meu avô a andar a caminho do mercado, ia devagar a assobiar e a brincar com as chaves de casa entre os dedos. Lembro-me dos bonés, nunca saía de casa sem um boné e do kispo em tons de verde que usava no inverno. Lembro-me do banco onde ficava sentado durante horas á tarde a olhar a sua criação de canários. Lembro-me das suas bolachas de água e sal e das cafeteiras enormes cheias de café que fazia todos os dias. Lembro-me da pasta de pele que levava para o trabalho e lembro-me da sua calma aparente, do quanto era calado. Ficam as imagens quase sempre felizes, ficam em nós os valores que nos passaram e as saudades. Ficam muitas saudades de quem gostava mesmo muito de nós, incondicionalmente.


Até um dia Avô
Adoro-te sempre, nunca me esqueço de ti (nem da Avó), obrigada por tudo,


Maggie

2 comentários:

Vidas da Nossa Vida disse...

Eu também tive um avô espectacular, o melhor avô do mundo, que guardarei para sempre no meu coração. Fez a semana passada um ano que morreu e nunca me esqueço dele e da ternura e amor imenso que tinha comigo.

Bonitinha disse...

Eu também Maggie, lembro quase todos os dias do meu avô e muitas vezes acordo chorando porque sonhei com ele e vem a saudade ao rubro. Dizem que nos sonhos liberamos estas pressões inconscientes, vai ver ele me faz ainda mais falta do que eu pensava.
beijinho