terça-feira, fevereiro 18, 2014

comparações entre filhas, entre professoras, entre métodos ...


Quando temos 2 filhas com idades próximas é impossível não as comparar porque ainda está tudo muito fresco, ainda nos lembramos de tudo com demasiada facilidade. E comparar digam lá o que disserem tem as suas vantagens. Claro que a professora não sendo a mesma, e o método de ensino também sendo outro obriga-me a compara-las também com a média da turma, isso tem mesmo que ser, mas quando uma professora tem sempre algo a apontar e para a outra está tudo bem vemos logo que a exigência não é a mesma, ainda assim sigo em frente nas comparações. No fundo não percebo esta fobia que agora se criou com as comparações, dizem que agora não se deve comparar as crianças, tudo traumatiza. Comparar é analisar friamente, e analisamos friamente as personalidades de cada uma, analisamos friamente o que sentimos e o que vemos, eu pelo menos consigo fazê-lo, consigo distanciar-me o mais possível e ver a realidade, ás vezes até mais crua do que é. Não sou daquelas que vêm só maravilhas nos filhos, todas as crianças têm pontos fortes e pontos fracos que merecem ser analisados e trabalhados. 
Acho que já aqui falei que considero que a minha Clementina está muito atrasada em Português comparando com a irmã no mesmo período do ano passado. O método pelo qual a Micas aprendeu a ler, foi divertido, criativo e nada aborrecido, no Natal já lia bem melhor do que a imã lê neste momento. Nunca teve dificuldades na escrita, tem as duvidas comuns, já a Clementina está cheia de regras da cartilha na cabeça é dá erros incompreensíveis mas o mais curioso é que ainda assim consegue melhores resultados que a irmã. Ou a professora é mais permissiva e isso é uma hipótese, porque não vejo na Clementina a exigência que vejo com a Micas, que tem tudo impecavelmente bonito. No dossier da Micas não existe uma folha dobrada, a professora exige argolinhas para aguentar as folhas que ameaçam cair, a letra da Micas é muito bonita, a professora obriga-as a pintar com deve ser, a matéria está escrita a varias cores porque a professora deu-se ao trabalho de lhes mostrar que esteticamente fica bem mais agradável á vista. Confesso que me agrada ver a miúda que a minha filha mais velha se tornou sob a influencia da professora, continua distraída mas aprendeu a ter gosto pelo trabalho e a perder tempo com os detalhes. 
Se no fundo as nossas crianças são comparadas com todas as outras cada vez que vamos ao pediatra, se a cada final de período escolar são comparadas com as outras crianças da salas através das notas, se serão comparadas com os outros pelas vida fora porque será que nós pais não o podemos fazer? Se é para as ajudar a seguir em frente da melhor maneira só vejo vantagens.

Bom dia

Maggie

5 comentários:

Anónimo disse...

Só não é bom comparar os irmãos, porque de si, a relação entre eles tem sempre alguma rivalidade. Não há nada de negativo nisso, está esclarecido por pediatras e psicólogos que é mais que normal as crianças dentro da mesma família disputarem de forma saudável a atenção dos pais. Ora, ao comparar as crianças os pais estão a destacar as qualidades de apreciam num filho e a apontar que o outro (que não possui essas mesmas qualidades) que está em "falha". Nem todos os filhos poderão ser bons alunos e perfeccionistas com o trabalho da escola. Mas poderão, por exemplo, melhores capacidades humanas ou artísticas. Para si, o desempenho escolar é evidentemente muito importante mas talvez seja bom lembrar, que sendo importante, não é o mais essencial. E mesmo sem se dar conta pode estar a desvalorizar outras capacidades que a sua filha mais nova tem.
Mafalda

Flor Guerreira disse...

No fundo no fundo, tu estás a comparar as professoras...

ana disse...

Concordo com a opinião anterior. As crianças têm auto-estimas frágeis (umas mais que outras) e não é uma questão de traumatizar, mas de lidar com muito cuidado com a forma como elas se avaliam a si mesmas. Uma criança que cresça a pensar que não é grande coisa, que desilude os pais, que é menos que o irmão ou o primo, vai ser um adolescente com tendência para fazer más escolhas e um adulto infeliz. Tenho visto demasiado disto à minha volta e é uma coisa que me preocupa relativamente à educação das minhas meninas, que estão a deixar de ser crianças.
Um exemplo: elas são as 2 excelente alunas, mas como a M. é realmente excecional, a B. considera-se uma aluna fraca. Passo muito tempo a convencê-la de que ficamos tão contentes e orgulhosos com o 80 e tal dela como com o 90 e tal da irmã! E acho que está a resultar, mas com muito cuidado da nossa parte em valorizá-la e mostrar que as pessoas são diferentes e têm competências distintas.
Desconfio muito dos professores que querem tudo "perfeitinho", da pressão que isso significa para uma criança tão jovem. O método adotado condiciona muito a rapidez na aprendizagem da leitura, mas isso não tem importância nenhuma.
Pergunto outra coisa: e o desporto? e a natação? e a música? e o ballet? e outra coisa qualquer que elas gostem? Sinceramente, acho que preocupação excessiva com o desempenho escolar não é bom para ninguém, nem filhas nem mãe.

Anónimo disse...

Concordo com a Ana!
Sou professora e também desconfio muito desse "perfecionismo" de que falas.
Todos os alunos são diferentes e têm o seu ritmo, que deverá ser respeitado. Não acredito que o problema seja da professora (porque todos temos métodos de trabalho diferentes), nem da tua menina. Simplesmente tem o seu ritmo, muito próprio e que é comum a muitas crianças.

Creio que não deves preocupar-te demasiadamente com o seu desempenho escolar.

Continua a acompanhá-la em casa e, se te sentires melhor, fala com a professora para que possa ajudar-te com algum trabalho extra que possa ser desenvolvido em casa.
A articulação escola/família é muito importante e ajuda muitíssimo.

Liliana

Nany disse...

Comparar filhos em frente deles, ou quando eles podem ouvir sou contra.
Comparar seja o que for é inevitável, nós fazemos comparações diariamente, até nos comparamos com outros frequentemente.
se a comparação for imparcial e dai se tirar algo de bom porque não?
Estás a comparar métodos e a ver os seus resultados e depois, qual o mal? Daí podes tirar conclusões que ajudem as tuas filhas e nisso só vejo vantagens.
bjs