terça-feira, fevereiro 04, 2014

há maridos do pior, sacanas mesmo!


Ontem uma anónima simpática veio aqui levantar a questão de que se eu não podia fazer as coisas é para isso que existe a figura do pai, e que ele podia pôr baixa por assistência á família. Confesso que fiquei a pensar nisto, mas fará algum sentido? Mas há realmente quem ponha baixa por assistência á família porque a mulher está doente e custa-lhe orientar as crianças das 7h ás 8h, hora a que saem para ir para a escola, e depois das 18h30 ás 21h30 hora a que voltam da escola , tomam banho, fazem tpc´s, brincam, jantam e vão para a cama? Ora bem eu estou doente com um infecção respiratória mas não estou acamada, faço o que posso, nestes dias só o básico dos básicos e mantenho-me por aqui sentada no sofá da sala. Está bem que a casa não é um apartamento e fico muito cansada de subir e descer escadas mas não estou em risco de vida. Ora o meu marido ia ali á Médica de Família e dizia: bem sabe, a minha mulher está em casa, não ela não precisa de ajuda durante o dia realmente é mais só nestes períodos específicos, ora falamos de horários em que qualquer pai assalariado, com emprego das 9h ás 17h está em casa, logo a médica fofinha dizia-lhe: não vejo razão para passar baixa por assistência á família. E eu acho que ela tem razão porque eu também não vejo razão. Custa-me claro, mas vou fazendo. Lembro-me que quando foi aquela história da gripe A tive 2 colegas casados que trabalhavam na mesma empresa, ela teve gripe A mais a filha, ele e o miúdo escaparam, tanto ele como o miúdo continuaram a sair de casa, aquele pai também não pôs baixa por assistência á família, e era um simples assalariado, não tinha responsabilidades de maior no mundo laboral. Lembro-me que quem lhes dava apoio era a mãe dela e uma ou outra amiga que passavam lá em casa durante o dia. Também me lembro de outra colega ter tido uma infecção respiratória quando eu também  tive há uns 3 anos e o marido desta também não pôs baixa por assistência á família, ia lá a casa ver se ela precisava de alguma coisa, telefonava muitas vezes mas baixa não, de baixa ficou só ela. Também conheço quem tenha ficado meses de perna estendida em casa e o marido também saía para trabalhar. Caramba ou só conheço gente trabalhadora, ou há gente que se aproveita da segurança social para tudo. Acredito que existam casos que sim, que são dignos de se pedir baixa por assistência a família mas não são estes, ou isso ou só conheço maridos sacanas. 

Bons dias

Maggie

13 comentários:

ana disse...

Bem, a verdade é que te queixaste de continuar a ter de fazer as coisas apesar de estares doente...e baixa não, mas será que o teu marido não pode chegar a casa mais cedo nestes dias ou entrar um pouco mais tarde? Se calhar é só isto que está em questão, mais nada.
De resto, com as novas regras, há quem não meta baixa mas é para não perder o vencimento. Quando penso no rombo que seria perder uma semana de ordenado para dar assistência às minhas filhas, dou graças por já serem crescidinhas e poderem ficar sozinhas em casa. Sim, porque já ficaram sozinhas em casa- doentes! - porque o pai e a mãe tinham de ir trabalhar.

Maggie disse...

Nem sempre pode sair mais tarde ou chegar mais cedo, mas não é caso para baixa, eu queixei-me como se queixam milhares de mães e como tu tão bem disseste, outras ainda têm que ir trabalhar assim, como eu também fui algumas vezes. Queixei-me porque as crianças precisam que tratem delas e não gosto de não me sentir a 100%, claro que se eu não pudesse mesmo arranjava-se outra maneira qualquer de dar conta do recado, afinal os meus pais moram a dois passos mas eu gosto de ser eu a tratar de tudo, e enquanto puder …
Bjos

Maggie

Anónimo disse...


Olá Margarida,

Na minha modesta opinião, trata-se de estabelecer prioridades na vida e aí cada um sabe de si como é óbvio termos que saber respeitar as opções de cada um.
Cá por casa, apesar de termos uma vida razoável (ambos profs. efetivos... por enquanto) deixamos de dar explicações quando o nosso filhote nasceu. Perdemos muito mais de um ordenado mensal mas ganhámos muito mais... Um filhote que apesar de estar num colégio tem o pai que o vai buscar para almoçar em casa todos os dias, que brincava horas e horas com ele todos os dias, que estuda com ele sempre que solicitado , que o filho adora de paixão, que elabora o seu horário em função do horário do filho mesmo que fique sem tempo livre para ele, que lhe prepara o pequeno almoço todos os dias porque a mãe a essa hora já está a trabalhar, que já faltou alternadamente com a mãe para dar assistência à família... mas colocar atestado médico sem ser necessário isso nunca, no entanto a família para ele está sempre em primeiro lugar.

Como referi cada família estabelece as suas prioridades em função do que considera importante e comi nós dizemos, a brincar, o nosso investimento é o nosso filho ...

Susana

Maggie disse...

Olá Susana agradeço a tua opinião, aqui em casa claro que a prioridade também é a família por isso estou cá eu para olhar por elas. Acontece que o meu marido tem um trabalho que lhe ocupa muito tempo e em que viaja várias vezes. Agora se eu gostava que fosse de outra forma? se calhar gostava mas não está nas nossas mãos mudar. Felizmente á custa do seu esforço o meu marido atingiu um patamar no trabalho que muito poucos conseguem logo está fora de questão outro tipo de dinâmica familiar. Também não dá para elaborar o seu trabalho em função das filhas quando tem reuniões com empresas de engenharia, quando tem reuniões em câmaras municipais quase diariamente, quando vêm pessoas de fora visitar a empresa todas as semanas,... acho que depende muito das profissões, nem todas conseguem conciliar tão bem a vida familiar com a profissional. Sempre que pode o pai está, vai á escola, vai ao medico, vamos de férias,… quando tem compromissos tem que os cumprir. Só isso, se eu algum dia não puder havemos de encontrar uma solução até lá vai-se fazendo, tenho pais e amigos que se for preciso podem dar uma mãozinha.

Obrigada pelo teu ponto de vista
Beijinhos

Maggie

Nany disse...

Como te disse também li esse comentário. Também estou doente, mais uma das minhas crises de alergias e estou em casa com um bebé. O meu marido não põe baixa de assistência á família porque eu não estou a morrer, o ordenado a descontar faz falta.
Sim, acho que a baixa de assistência é importante, mas convenhamos que existem momentos em que deve ser usada, outros em que se pode contornar a situação.
Ele já ficou em casa quando a minha filha teve escarlatina e eu estava em casa da minha mãe, grávida, no dia a seguir à amniocentese e sem poder estar em contacto com ela.
Tanto o pai como a mãe podem e devem tomar conta dos filhos. Podem e devem entre-ajudar-se, mas cada família deve ter o seu próprio ritmo. Por cá eu vou entrar mais cedo meia hora que ele, por isso combinámos que ele continua a levar os meninos à creche, também porque trabalha mais perto que eu e de mota chega lá num instante. Em compensação eu saio meia hora mais cedo e sou eu que os irá buscar. São rotinas.
Como disse estou KO com esta crise de alergias mas continuo a levantar-me cedo e a arranjar os pequenos-almoços e os meninos.
As baixas devem e podem ser usadas quando necessárias e não porque nos apetece e lá fora chove ou faz sol.
Outra situação é que cada pai ou mãe tem o seu trabalho, as suas exigências, os seus horários e opinar sobre os outros podemos mas com educação. Além disso li o teu post como desabafo e não ataque ao teu marido.
Bjs

Anónimo disse...

Então mas esses trabalhos combinam-se com antecedência na agenda certo? e como raio é que um pai não consegue dizer "dia X não posso, é o aniversário da minha filha, vou tirar um dia de férias" por amor de Deus, não há desculpa. Pai que é pai está presente nos momentos mais importantes dos filhos, quanto mais não seja no aniversário... E empresa que é empresa entende isso, caramba é 1 dia não é 1 semana! Pode parecer que as crianças não se importam, mas importam-se, Essas coisas marcam, e sei do que falo! Então quando nos tornamos adultos e pais,e olhamos pra trás... ainda marcam mais.

Maggie disse...

é isso mesmo Nany, foi um desabafo como tantas mães desabafam umas com as outras diariamente, nunca foi uma critica nem ao meu marido nem a ninguém e sinceramente acho que até já me expliquei demais. As pessoas quando têm mau fundo levam a conversa por outros rumos e fazem ataques que já nada têm a ver com o titulo do post, este era sobre eu estar doente e já vai no aniversário dos filhos, vê lá. E quando chegamos a ataques pessoais deste género a conversa acaba. Tenho muita pena que não possamos todos opinar com respeito e dentro dos limites do aceitável já que nunca conhecemos a vida dos outros, devíamos ter um pouco mais de cautela, mas enfim …

Bjos para ti e para os teus meninos

Maggie

Maria João disse...

Mas vocês agora pensam que toda a gente consegue sair do trabalho mais cedo porque a esposa ou esposo estão "doentes"??? Não, as coisas não funcionam assim. E não, nem todos os pais ou mães conseguem ter os dias que queriam livres. E isso não é, cm mtas de vocês pensam, dar prioridade ao trabalho em vez da familia. É assim, e pronto! Há responsabilidades a cumprir, cargos que não são substituiveis e a vida é assim. As mães ou pais doentes aguentam, como mtas de vós já aguentaram de certeza. E os filhos não ficam traumatizados por não ter o pai tds os dias em casa. Os meus por vezes não vêm o pai 2 dias seguidos, porque o trabalho não permite.Concerteza que as filhas da Maggie não vêm o delas muitos mais dias. No entanto, não me parecem meninas infelizes ou traumatizadas!!

Maggie disse...

Obrigada Maria João pelo apoio, mas já percebi que tenho seguidoras que vivem num mundo laboral diferente do meu. Quando nos pagam e bem para fazer determinado trabalho é para ser feito a tempo e horas só assim que consegue alcançar algo na vida, pelo menos na minha.

Beijinhos

Maggie

Anónimo disse...

Olá Margarida,

Em primeiro lugar gostaria de agradecer-lhe a amabilidade de me ter respondido.

Cá em casa respeitam-se as sempre as opções de cada um, independentemente de concordarmos ou não com elas.

A minha intenção foi dar a conhecer um outro lado que também existe e que não quer dizer que não se tenha uma carreira ou não se seja bom naquilo que se faz., apenas implica sacrificar algo...

O meu marido após o nosso filhote nascer não ficou sentado a contemplá-lo, terminou o mestrado, fez doutoramento em matemática, coisa que muito poucos neste país conseguiram e ainda exerce o cargo de sub-diretor do agrupamento de escolas onde trabalha, não porque se candidatou mas sim porque foi convidado. Apenas impôs uma condição, afetar o menos possível a vida famíliar.
Tem reuniões, muitas vezes com o próprio ministro da educação, um trabalho de muita responsabilidade, mas o filhote continua a vir em primeiro lugar pois percebeu que para ser excelente no que faz teria de sacrificar algo tal como já referi.

É um menino super feliz, ainda anteontem disse ao pai que tinha os melhores pais do mundo e que era muito feliz.... Mas como é óbvio nós é que somos felizes por sermos seus pais embora tenha também muitos defeitos como toda a gente... muito resmungão...

Perdi a minha mãe já lá vão 20 anos. Ela sacrificou a sua carreira pelos filhos, faleceu muito jovem e repentinamente, ainda hoje choro por ela todos os dias praticamente. O meu pai sempre esteve muito ausente, ainda está vivo e apesar de o respeitar e sentir carinho por ele sinto que se se tivessem invertido os papéis a dor não seria nem de perto nem de longe a mesma.... Eu simplesmente adorava a minha mãe como tudo e faz-me muita falta e na minha perspectiva quero ser uma parte importante na vida do meu filho e não apenas a mãe ou o pai.... Para nós é isso que diferencia as famílias pois tal como escrevi na lápide da minha mãe... "Qualquer pessoa pode ser mãe mas só uma pessoa especial como tu pode ter sido a nossa mãe".... Acho que resume tudo.

Peço desculpa pelo testamento e tudo de bom para a sua família com a certeza de que tudo fazem em seu benefício.

Esqueci-me de referir que o resmungão foi fruto de uma ICSI , tem 10 anos e foi assim na luta contra a infertilidade que vim parar ao seu blog.

Cumprimentos,

Susana


Maggie disse...

Olá Susana, agradeço a tua colaboração, as tuas palavras e experiência. É sempre bom ouvir o que os outros têm a dizer, podemos pensar diferente mas gosto de conhecer outras ideias. Percebo que tenham colocado o vosso filho em primeiro lugar, aqui as minhas filhas também estão em primeiro lugar, isso não está em causa, o que acontece é que o pai não colocou essa "clausula no contrato", agora mais a sério, o meu marido começou a trabalhar há muitos anos, não traçou um plano, mas é trabalhador, se calhar teve sorte, é inteligente, sabe relacionar-se e foi subindo degraus, e só fui subindo degraus porque eu me sempre aqui estive sempre segurei as pontas como se diz. sempre lhe dei toda a força para ele seguir em frente sem se preocupar com nada. quando as minhas filhas nasceram ele não estava no cargo que tem hoje, acho que o ser pai foi a motivação que lhe faltava. Por outro lado acho que também se refugiou muito no trabalho nos anos em que os filhos não chegaram. Hoje gosta muito do que faz e pode subir ainda muitos mais degraus, se isso o faz feliz eu só posso apoiá-lo.

Um beijinho especial

Maggie

Anónimo disse...


Olá Margarida,

Se calhar podemos pensar diferente, mas devemos ser muito iguais...

Também eu sou o suporte do meu marido ... Tanto que ambas as suas teses de dissertação me foram dedicadas não apenas por ficar bem no papel mas porque foi de coração pois ele agradeceu-mo de forma sentida quando tive que segurar as coisas cá por casa.


Bjinho

Susana


Maggie disse...

Olá Susana gostava muito que viesses cá espreitar de vez em quando e dar a tua opinião, afinal com um menino de 10 anos deves ter as mesmas duvidas que eu, as minhas filhas têm 8 e quase 7 anos. Prezo muito ter por aqui pessoas que sabem educadamente dar a sua opinião , obrigada mais uma vez. E muitas felicidades.

Beijinho

Maggie