quarta-feira, fevereiro 05, 2014

só para eu perceber melhor certas mentes que me seguem …


Já percebi que há pessoas que acham que se o pai não trata de dar banho ao bebé diariamente, não trata de mudar a fralda diariamente, não trata de fazer a primeira sopa, … não é um pai presente ou não tem como prioridade a família. Então o que têm a dizer sobre aqueles casais que sem emprego no nosso país partem sozinhos em busca de uma vida melhor? será que a prioridade deles não é a família? para mim é, tanto como os que estão em casa e dão a papa todos os dias, o leite todos os dias, e mudam a fralda a toda a hora, … Será que os pais que saem do país para trabalhar durante meses a fio e não vêm os filhos durante tanto tempo são menos pais do que os que estão diariamente com eles? Será que é justo acusá-los de não serem presentes e de não terem como prioridade a família? Será que estes pais deviam rever as suas prioridades e voltar para casa onde não há como pagar as contas e já é difícil que o dinheiro estique para comer?
Ás vezes trata-se de prioridades sim, e dar o melhor aos nossos é sempre de louvar, seja indo para fora do país seja estando todos os dias em casa acompanhando os filhos, é que ás vezes a nossa vida é tão diferente da dos outros que não conseguimos compreender, mas valia a pena. 
Ficávamos todos a ganhar.

Beijinhos

Maggie

10 comentários:

Jardim de Algodão Doce disse...

Concordo! Pai também é aquele que se esfalfa a trabalhar para que não falte nada à família, ainda que não dê banho, nem a sopa aos filhos diariamente.

Anónimo disse...

São pais e mães à mesma, claro. Acho que ninguém está a falar de casos em que não se pode estar presente fisicamente porque a sobrevivência monetária da família depende da ausência. Mas em relação à baixa por assistência à família, a mesma existe para justamente permitir o apoio de quem o deve dar quando é preciso e necessário.

Anónimo disse...

Oh credo! Já está a "aumentar"... Alguém falou em "menos pais"? São pais, mas não são pais presentes! Então se não estão para mudar a fralda, dar a sopa, etc etc..."Não estão" logo não são "Presentes" estar presente é "ESTAR aqui" precisa de um dicionário?
Não é essa a situação ideal para uma família (pai fora)...É uma alternativa quando não se tem mais nenhuma. E claro que são pais na mesma, que amam e lutam pela sua familia, e que os filhos vão dar valor, mas também vão sempre, sempre, sempre lembrar-se que não tiveram um pai presente na infância. É algo que marca.
Tenho amigas nessa situação e os filhos sofrem imenso, crianças de 2/3/4 anos a chorar em plenos pulmões quando o pai desliga o Skype. Tanto que já estão a pensar em largar tudo e ir lá ter.
Há pais ausentes (mesmo que seja por bons motivos) e há que aceitar que isso vai marcar as crianças, enquanto crianças, e enquanto adultos.
Para mim não seria uma opção, e caso tivessemos de emigrar iamos todos, ou íamos imediatamente a seguir. Farei tudo para que os meus filhos cresçam com ambos os pais presentes. A infância é a fase mais marcante e importante na nossa vida, aquilo que nos define, aquilo que nos traz mais lembranças. São opções de vida.
A Maggie tem um blog publico e recebe opiniões, esta é só a minha.

Maggie disse...

e é bem vinda como todas as opiniões deixadas educadamente e concordo em tudo consigo. Por mim a família também estará sempre junta e se formos para fora, coisa que acontecerá inevitávelmente mais cedo ou mais tarde também vamos todos.
Atenção que ser um pai presente não é só estar lá, muitos estão lá todos os dias e nada sabem dos filhos, tenho uma amiga com um pai assim, que sempre lá esteve sentado no sofá da sala …

Beijinhos

Maggie

Maggie disse...

á anónima das 12:13 só uma mensagem, já percebi que é só uma embirração(zinha) pessoal comigo, certo?

Bjos

Maggie

Rita disse...

Se me permite dou a minha opinião. Lamento que infelizmente hajam casos que não há alternativa, mas sei que os próprios pais se sentem mal com isso e sabem que estão a faltar aos filhos no mais importante (presença, amor) para lhes porem o comer na mesa, porque é disso que se sobrevive.
Não interessa só o dinheiro que o pai traz para casa já sei que vai dizer que o dinheiro importa, que sem ele não comemos, mas também ninguém é feliz sem quem mais ama ao lado. E acho que a felicidade importa tanto como a necessidade de comer, vestir. E quando penso em um pai presente, não é só cuidar dos filhos,essas coisas básicas, não. Simples coisas como ler uma história aos filhos antes de dormir, fazer uns biscoitos juntos numa tarde de Sábado, sentar com os filhos numa mesa a fazer desenhos. Não é o dar banhos e comeres, e coisas de rotina, é dedicar tempo e paciência, atenção, carinho e amor todos os dias.
Ter um pai e uma mãe presente é um direito de todas as crianças.
Realmente não faltam pais que a única coisa que dão é o nome no bilhete de identidade e uma pensão de alimentos jeitosa todos os meses, por acaso isso também é ser pai? Pois para mim não é, não mesmo.

Maggie disse...

Concordo em tudo consigo Rita, mas atenção que conheço pais que estão divorciados e são mais presentes que muitos pais casados ;)
Também considero que a presença diária é muito importante mas ás vezes mais vale tempo de qualidade …

Beijinhos

Maggie

Bonitinha disse...

Maggie este é um tema delicado para o meu marido. Ele foi um pai presente até se mudar para Portugal, mas ele foi porque anteriormente a ex mulher e o atual marido dela tinham decidido trocar de estado (foram para Minas Gerais) e depois voltaram. Desta vez o Fernando aceitou a proposta de emprego para Lisboa e foi, porque aí ele ganharia o suficiente para mandar 3x o valor da pensão. Ele sofreu bastante, mas por causa deste esforço foi possível pagar aos dois uma escola privada e faculdade,e hoje são dois adultos com suas profissões. Se o carinho é importante? Claro que é, mas a Maggie sabe que também não tenho esta visão rosa da vida, há certos casos em que o dinheiro e a presença ficam quites.
beijinhos

PS disse...

Pois o meu filho vive privado do pai porque ele teve que emigrar. E não, não fomos todos porque várias questões como por exemplo a insegurança... razões que só quem passa por elas sabe avaliar. é que avaliar a vida dos outros é quase sempre muito fácil. Eu peço desculpa mas este tema é me particularmente sensível, vejo muita gente a falar do melhor para os seus filhos / família e de como vão ser sempre perfeitinhos... mas as coisas depois são como podem ser.

E posso assegurar que o meu marido é muito mais presente do que alguns pais que estão fisicamente perto, sei do que falo.
Não é a vida com que sonhamos... e sofremos com isso, mas no fundo somos felizes porque sabemos que entre nós há um amor capaz de superar tudo!


Maggie disse...

Obrigada pelo testemunho PS, e acredito que sejam uma família muito feliz sim, embora sofram com as saudades. Cada caso é um caso, por isso há que haver cuidado nos palpites que me mandam para o ar, cada família tem a sua situação especifica e ás vezes os outros têm dificuldade em entender, só isso.

Desejo muitas felicidades.

Bjos
Maggie