quarta-feira, abril 23, 2014

os grupos de mães na internet


Depois de passar no blog de uma amiga e de perceber que já foi chamada de tudo num grupo de mães, daqueles que proliferam pelo facebook fiquei a remoer no assunto: para que serve afinal um grupo e mães? e do que falam estas mães? 
Quando penso num grupo deste género penso num grupo de partilha de informação, de partilha de experiências e de partilha de duvidas. Imagino um grupo unido, verdadeiro no sentido de poder partilhar o que verdadeiramente se passa, e afinal parece que não e nada disto. Dá até ideia que só serve para partilhar o nome do shampoo para os piolhos, o pediatra mais recomendado, os jardins para passear os bebés que estão mais na moda, as ultimas tendências das lojas e os fotógrafos mais in. Parece que quem pensa diferente não é aceite, não é visto com bons olhos e compreensão é coisa que não abunda por ali. Preocupações sérias, sentimentos da mãe, sentimentos dos filhos e partilha de diferentes  emoções não entram ali. Compreensão, respeito pelos sentimos dos outros e pelo ser diferente. Afinal estes grupos servem para quê? cá para mim servem para mostrar que continuamos ainda muito parecidas com as mães domésticas de avental de um Portugal de há 40 anos. As mulheres estudaram, evoluíram, ganham mais do que os homens mas continuam umas mesquinhas mete nojo, daquelas que agora em vez de competirem pela medalha da casa mais cheirosa passaram a competir pela criança com o kit mais giro, ou pela medalha "consegui vaga no fotografo mais in do momento". Estas mães já não discutem os melhores detergentes mas passaram a discutir o destino das férias e os melhores hotéis. Tudo válido mas tudo longe do verdadeiro conceito de grupos de mães que se ajudam umas ás outras que dão dicas que ajudam mesmo as outras. Infelizmente os estudos superiores e os melhores empregos que as mulheres alcançaram só as encheram de peneiras e vaidades. Onde está a amizade, onde fica o ajudar as outras mães, onde fica o respeito por quem faz, pensa e age diferente? e anda esta gente a criar filhos …
(não sei qual é exactamente o nome do grupo em questão, nem me interessa, só deviam colocar um nome mais especifico como: grupo de mães que partilha só dicas banais tais como: espaços verdes, fotógrafos e lojas da moda)
Não é preciso concordar, mas é urgente respeitar e aceitar.

Maggie

4 comentários:

Flor Guerreira disse...

É por isso que eu não entro nessas tretas!

Bonitinha disse...

Ai ai Maggie, eu acho que é uma batalha de egos. Mas o pior é que eu nem estou em grupo nenhum, irrita-me pura e simplesmente virem pegar o que escrevo e por sem minha autorização em um grupo destes.
Aqui existe um no facebook que é Mamães na França e eu ia entrar quando uma amiga disse que nem perdesse o meu tempo, é só intrigas e briguinhas. Que uma das vezes quase massacraram uma mãe que fez cesariana por escolha (que no Brasil é suuuuuper comum). Eu também não acho legal, mas fazer de uma opinião divergente o prato do dia é coisa de gente mal amada.
beijinhos

Anónimo disse...

As mulheres / mães sempre foram assim só que agora têm internet .
As mães são criticas, exibicionistas, gostam de mostrar os filhos, de criticar quem faz diferente delas. Isso sempre foi assim mas se antes eram 5 ou 6 mães no banquinho do jardim agora existem as redes sociais onde se podem reunir dezenas , centenas e milhares de mães. Podem tirar 450 fotografias por dia aos filhos para mostrar, podem partilhar os kits, e todas as coisas fúteis. A internet é o maior ponto de encontro para isso, sempre existiu, só que agora é mais evidente. Se queremos palavras de amizade e compreensão o melhor é recorrermos ás nossas amigas reais e de sempre e não a grupos da net.

Rita_in_UK disse...

Ai Maggie, tu e os teus posts controversos, lol. Primeiro, sei de um grupo de Mães de onde saí (e é quase de certeza do que estás a falar) onde volta e meia há sangue. Aquele onde estamos as duas até acho bem pacífico e farto-me de rir com aquilo. Não se falam só de kits (ARGHHH) e tanto se partilham casas no Algarve para alugar nas férias, idas a Fátima a pé :), ou se procura emprego como empregada a dias. Logo aí se vê que não é de todo elitista. Quanto à Bonitinha (fui ver lá no blog dela), teve o azar de ter um post dela em que fala que não gosta de ser mãe, ou que preferia não ser, num grupo (se for o que eu penso) de snobs que adoram criar criancinhas e viver à conta dos maridos... teve azar. Era mais ou menos a mesma coisa que eu ir para um grupo de vegans partilhar receitas de filé mignon. Não ia dar certo. Claro foi muito chato e má onda terem ido "roubar" o post ao blog dela para a colocar literalmente na fogueira, mas quem tem um blog público, como tu tens e eu já tive, sabe que isso pode muito bem acontecer. Inclusive, no grupo das mães já houve mega chacina porque apareceu um artigo sobre o grupo na visão em que escarrapachavam os posts todos na revista sem permissão de quem os tinha lá colocado. Está na internet, é de todos, e é indelével. Podes postar uma coisa agora e apagar daqui a um minuto. Nesse minuto, milhares de pessoas o podem ter apanhado e feito dele o que quiserem. É isso que ensino aos meninos quando vou dar aulas de segurança na internet, mas parece que alguns adultos também precisavam de aprender algo mais sobre isso. Bjinhs e Bonitinha, não esquenta... Elas rapidamente arranjam outra vítima que vá lá dizer que não gosta de amamentar, ou que prefere ter os filhos de cesariana (eu por exemplo) e mudam de alvo ;)