sexta-feira, junho 27, 2014

a mãe que eu sou


Hoje ao passar pelo blog da biberons e batons achei muito curiosa esta ideia de dar uma nova vida desta vez decorativa a objectos que normalmente a mamãs guardam. A empresa que faz este trabalho é esta, para o caso de estarem interessadas. Fiquei a olhar para as fotos, admiro o trabalho mas não acho uma especial graça. Não me imagino com uns sapatinhos de cobre em qualquer estante da sala. Não faz o meu género decorativo mas acho interessante o conceito e acredito no sucesso da marca. Imaginando que todas as mães guardam religiosamente as coisas pequeninas dos seus bebés e que gostam de as mostrar, porque não tê-las expostas num "estilo vintage"? é amoroso. Por outro lado isto fez-me lembrar que eu não tenho nada do que é suposto ter de um bebé. Nem um caracol de cabelo, nem um livro do bebé com todos os detalhes, da primeira roupa ao dia da primeira papa, e chego á conclusão que não sou pessoa de me agarrar aos objectos, não sou. Gosto de fotografias e tenho-as aos milhares mas tudo o resto dei, gastou-se, foi fora. E mesmo as fotografias devo ter umas 2 de cada gravidez, vá lá a prova de que estive grávida 2 vezes mais nada. A alegria de estar grávida foi tão grande, andei sempre tão feliz, tão preocupada, tão ocupada que nunca sobrou tempo para as fotos, a alegria de ser mãe era tão profunda que eu sempre soube que nunca me iria esquecer e que não iria precisar de fotografias para me lembrar. Depois delas nascerem claro que passei a fotografa-las quase diariamente e em todas as situações, as crianças crescem rápido e também gostam de saber como eram quando bebés.
Mas objectos não tenho, nem um par de sapatinhos, nem uma fralda bordada com o nome, nem o peluche que andava sempre com elas, nem uma chucha, nem nada. Bastam-me elas não preciso de um sapatinho para me lembrar delas pequeninas, nunca pensei muito nisso, nunca sonhei em guardar tudo. Não é nem nunca foi uma necessidade para mim. A somar a isto ainda houve o facto delas terem nascido quase seguidas por isso tenho algumas memórias um pouco confundidas e por vezes já não sei se foi uma ou outra que andou ou falou primeiro, mas não considero isso importante. Gosto de recordações mas também gosto mais do futuro e prefiro pensar nas férias do próximo ano, numa colónia de férias super gira, (ai Paulinha fiquei a pensar na conversa da colónia de férias), prefiro pensar nas actividades extra que poderei proporcionar-lhes no próximo ano lectivo, actividades diferentes variadas que as leve a descobrir quem são, do que viver agarrada a objectos e memórias da gravidez, parto ou primeiros meses do bebé. Sei que a grande maioria das mamãs guarda tudo e acho que sim cada qual faz como entende mas eu não tive essa necessidade, só isso.
Fica a ideia para quem gosta de guardar e recordar.

Maggie

3 comentários:

Paula disse...

Eu guardei durante uns tempos as pecinhas de roupa da mais velha por não ter a quem oferecer. Quando finalmente fui fazer a seleção para oferecer a uma amiga não me consegui desfazer de uma série de coisas... Guardei as primeiras roupinhas que o mano acabou por usar, guardei o peluche de estimação que de tão usado está irreconhecível, guardei um par de sapatos só pela graça. Ela adora ver as roupinhas que eram do pai e chegou a usar umas peças. Também por essa razão achei que era giro guardar. Do mais novo guardei as primeiras roupinhas (2 praí), um par de sapatos e daqui a uns tempos tb o peluche há-de ir para a caixa. Não ocupa assim tanto espaço e eles vão gostar de ver a roupa que usaram quando nasceram. :)

Nany disse...

As primeiras roupas, aquelas que para mim têm mais significado, essas ficam.
Confesso que guardo mais algumas coisas só para não ouvir a minha mãe mas só porue o ronhonhó que se seguiria me iria levar à loucura.
Eu dou/dei tudo o resto. Penso que ta,bém gosto de receber e que isto de dar-receber é recíproco, porque não dar?
Bjs

Bonitinha disse...

Ihhh isto de mandar por cobre é antigo...a minha madrinha sempre quis colocar na minha chucha ( pra não dizer bico hahaha), mas nunca fez. Quanto as recordações, eu guardei a roupinha que ele saiu do hospital, o resto dei tudo.
Beijinhos