quinta-feira, junho 26, 2014

doméstica procura-se!


Não, não é um anuncio a pedir uma trabalhadora cá para casa, sou mesmo eu que ando um bocadinho baralhada com aquilo que me define aos olhos da sociedade. Um dia destes ao responder a um questionário não havia a hipótese de colocar a cruzinha na opção: não trabalha. Numa lista de profissões eu fica limitada a desempregada ou doméstica, ora não me sinto nem uma coisa nem outra.
Para mim desempregada é alguém que está de momento sem trabalho mas que está interessada em ter um, alguém que quer voltar a trabalhar, se não reúne estas condições não pode ser considerada desempregada, certo? e quanto a doméstica, bem uma pessoa pode estar em casa sem trabalhar e ter uma empregada, logo não se sente doméstica, pelo menos eu não sinto. 
Volto atrás no tempo e vem-me á memória a minha tia B, ela sim era uma autentica doméstica, logo de manhã enfiava um género de bata e arrumava e limpava o dia inteiro, só saía de casa para ir ás compras á mercearia e para levar os miúdos á escola, de resto era limpar, organizar, e arrumar. Parecia que vivia presa. Ao cabeleireiro devia ir mas eram tão raras as vezes que não me lembro de a ver de cabelo arranjado, roupa nova e vaidades só as que via nas crónicas femininas. Já a minha outra tia, uma velhota mais refinada nunca a considerei uma doméstica e nunca trabalhou. Era mais sofisticada, de cabelo arranjado e passava as tardes no café a beber chá e a comer bolinhos entre conversas com amigas. Bem vistas as coisas a opção doméstica até se aplica a todas as mulheres em geral, e a alguns homens, mesmo quem trabalha faz as tarefas domésticas, limpa, organiza e arruma. Não, recuso-me a colocar a cruz na opção desempregada ou doméstica, apartir de agora passo a incluir uma nova condição : não trabalha! quer gostem ou não gostem.

Bom resto de quinta feira


Maggie

10 comentários:

Maria João disse...

Deviam incluir a opção "mãe" e "todos os anteriores"!!!

Anónimo disse...

a tia 1 era uma dona de casa..a tia que diz refinada era uma parasita lolol..

ja valeu as gargalhadas da noite..lol..
adoro-aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Maggie F. disse...

A tia 2 não era nenhuma parasita, vivia bem só isso.
Porque a considera parasita? porque fazia o que queria e o marido não mandava nela ou porque podia dar-se ao luxo de comer bolinhos e conversar com as amigas? sempre a considerei uma afortunada mas parasita não.
eu também adoro as minhas anónimas, sempre atentas!

Bjos

Maggie

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

"Não trabalha" é a mesma coisa...
Experimente dizer a alguém "não trabalho" e verá a cara de "coitada, não trabalha? que drama"
Hoje em dia desempregada ou não trabalha,pensa-se logo que é por infelicidade do destino, ninguém vai imaginar que é por querer!!!!!!!
Tinha de haver uma opção tipo "desocupada" ou "mandriola"... Ahahah

Vidas da Nossa Vida disse...

Sabes que esse era um dos meus dramas, no início do ano lectivo, quando era miúda e preenchia as fichas com o nome, nome dos pais, profissão... A minha mãe estava em casa por opção. Era mãe. Cuidava de nós e orientava a casa. Uma vez na escola, uma professora disse para eu escrever doméstica, mas quando contei à minha mãe ela disse que não, para eu pôr mãe ou dona de casa. E nunca mais me esqueci disto. E para mim era um drama a minha mãe não ter uma profissão como as outras mães...

Paula disse...

Pois... No ano passado coloquei o mesmo "Não trabalha" no formulário da escola e este ano ao fazer a correção dos dados verifico que esse espaço estava em branco. Este ano ignorei o espaço. "Assimcamassim" parece-me que essa informação é desnecessaŕia. O que é que lhes interessa o que a mãe faz ou deixa de fazer? Nunca percebi. Precisam de saber os nossos contactos caso seja necessaŕio alguma coisa mas saber as profissões dos pais parece-me dispensável.

Maggie F. disse...

É isso mesmo Paula obrigada pela ideia, também vou passar a ignorar o espaço quando não existir a opção não trabalha. O não trabalhar não é o mesmo que estar desempregado, não significa necessariamente doméstica, e domésticas acabamos por ser todas as que trabalham e as que não trabalham. Madriola ou desocupada como referiu a anónima também não é o correcto porque uma mãe que não trabalhe pode ocupar o seu tempo em tanta coisa fora de casa …
bjos

Maggie

Anónimo disse...

Saber a profissão dos pais interessa sim, para compreender melhor o meio de onde as crianças vêm (pelo menos nas escolas onde esses meios são heterogéneos, naquelas em que são todos parecidos realmente é inútil).
Como são mesmo muito poucas as pessoas que se podem dar ao luxo de não trabalhar (por opção), realmente ainda não se criou um nome para isso - mas devia haver. Concordo.
ana (sem conseguir publicar com conta Google)

Anónimo disse...

quem n trabalha por opção é domestica..mas q tontice de preconceito..é pq vos lembra as empregadas da limpeza?' ahh valha-me deus..lol,,deve haver poucas nos blogs..hahaha
eu tenho todo o prazer em ser domestica por opção , já o fui por desemprego e agora não preciso de trabalhar mas para o ano a minha filha mais nova já faz 4 anos e eu vou voltar a trabalhar se conseguir emprego pq é parasita sim..quem conversa com as amigas todos os dias e a beber chazinho e a ler revistas etc..lolol