terça-feira, junho 24, 2014

temos todos opinião para tudo, opinião e manias !

Quando ontem decidi abordar o tema do Daniel, a criança madeirense que supostamente seria vendida falei de um tema paralelo, a adopção. E embora nada tenha a ver com uma criança roubada ou comprada dei a minha opinião á cerca do tema da adopção. E parece que não fui compreendida, ou se calhar não fui aceite. Temos todos muita dificuldade em aceitar as opções dos outros, como se os outros fossem piores ou melhores conforme as suas convicções e opções de vida. Ora é fácil colocar palavras na boca dos outros ou levar a conversa para onde interessa, longe do tema principal. Eu nunca falei um ai da adopção ou de quem adopta, eu falei da minha recusa em adoptar uma criança, só. Eu falei que nunca sonhei nem nunca quis adoptar, eu nunca disse que não compreendia quem adopta. O que eu disse é que não compreendo que tipo de gente fica com uma criança que não é sua, seja uma criança comprada, raptada ou deixada á porta de casa, e isto nada tem a ver com uma adopção legal.
Quanto ao facto de eu nunca ter pensado em adoptar uma criança é cá comigo, não me sentiria bem com isso, não sentiria a criança como minha e sei que não seria feliz, mas isto sou eu. Nunca duvidei de famílias que adoptaram crianças serem tão felizes como as outras, só afirmei que não foi isso que sonhei para mim. Nem eu nem os milhares de pessoas que passam diariamente pelos fóruns de infertilidade, é natural que se queira ter um filho biológico, é natural que se queira ser pai e mãe biológicos de uma criança, é natural que se deseje uma gravidez, senão fosse natural não existiria a Associação, nem os fóruns de discussão. E ai estaríamos a dar razão a quem acha que os casais inferteis não devem perder tempo e dinheiro em tratamentos, têm a adopção como opção. Acredito na felicidade das famílias que adoptam mas também acredito que ainda somos livres e ainda podemos decidir o que queremos para nós. E mais importante que tudo convém não misturar os temas, lá porque fui ou sou infértil não sou contra o aborto, não sou pela amamentação materna, não sou pelas barrigas de aluguer, mas sou pela doação de gâmetas, sou pelo casamento gay, sou pelas creches, e sou pelas vacinas,… mas podia não ser. 

Bom dia


Maggie

5 comentários:

Rita_in_UK disse...

Realmente entendi-te mal pois achei que te estivesses a referir à adopção quando falaste em "ficar com filhos dos outros por caridade". De qualquer forma, não deixamos de ter opiniões muito antagónicas: Sou "contra" as creches para bebés, acho a doação de gâmetas e as barrigas de aluguer exatamente a mesma coisa, pois os genes não são os teus na mesma apesar de não ser de todo contra, sou pela amamentação sem fundamentalismos e sou contra o aborto precisamente porque acho que uma mulher que aborta nunca mais se esquece e se perdoa pelo que fez, tal como a que vende o filho. Excepção feita às maluquinhas que usam o aborto como contraceptivo, mas nesse caso são apenas pessoas sem consciência. E agora a controversa passei a ser eu :). Bjinhs

Vidas da Nossa Vida disse...

Eu tenho dois sobrinhos adoptados, que adoro como os outros sobrinhos, mas mesmo quando estava com dificuldades em engravidar, o meu sonho era conseguir engravidar e nunca me passou pela cabeça adoptar. Se calhar se tivesse tido um diagnóstico definitivo de infertilidade ou se o desejo de levar uma gravidez até ao fim tivesse demorado mais pudesse ter pensado nisso. Mas não sei. Não aconteceu e não tive de colocar sequer essa hipótese. E as pessoas falam muito, mas eu que vivo de perto com a adopção digo que para um casal não é fácil adoptar uma criança e nem todas as pessoas têm perfil para adoptar. Como nem todas as pessoas têm perfil para ser pais e mães... Mas enfim... bjs

Anónimo disse...

agora percebeu-se melhor..lol.. mas mesmo assim n posso concordar q n sentiria um filho como seu se n fosse biologico.. imagine la se tinham lhe dado um bebé q n era seu no hospital?' devolvia-o agora??

e deixe q lhe diga q o seu blog é bom, apesar de n ter praticamente nada a ver comigo..
por isso parabens e continue ehehe

Maggie F. disse...

Bem confesso que olhei inúmeras vezes para o nº das pulseirinhas das bebés ;) Da Madalena não houve qualquer duvida já que é a carinha chapada do seu pai, já a Maria Castanha não é a cara chapada de nenhum de nós, dá uns ares á irmã em algumas expressões faciais que faz e há quem a ache parecida comigo, eu não acho.
Agora já não as devolvia não!
Bjos

Maggie

Nany disse...

Eu sou a favor da adopção quando é feita com cabeça, troco e membros, o coração chega depois, porque as mães biológicas também não se apaixonam à primeira pelos filhos. O amor cresce com o tempo.
Sou pela amamentação apesar de a mim a coisa ter corrido mal. Sou contra as fundamentalistas que não entendem as raz~eos pelas quais as mães não amamentam, ou melhor as que não respeitam essas razões.
Sou a favor das creches, mas sou mais a favor de uma licença de maternidade alargada e paga a 100%. Se pensarmos que no 1º ano de vida a criança está mais susceptível a doenças não seria melhor ficar esse tempo em casa com a mãe?
Sou a favor das vacinas, ainda mais a favor da prevenção. Acusada de andar com os meus filhos em médicos, prefiro prevenir a remediar.
Sou a favor do aborto, pela livre opção, pelo facto de poder ser feito num hospital com mécicos e enfermeiros, num local estéril e não no vão da escada com tudo o que sabemos poder acontecer depois. Não sou a favor do aborto como método contraceptivo só porque agora é de borla. Sou a favor da edcuação sexual nas escolas e principalmente em casa para isso nãoa contecer, ou acontecer menos.
Sou a favor das barrigas de aluguer quando a mulher em questão esteja impedida de engravidar ou de levar a gravidez até ao fim. Não como negócio, e com um processo de "qualificação" muito apertado, e muito menos com aquela pessoa de família pois penso que mais tarde poderiam existir dissabores. Sou pela doação de gâmetas, e sublinho doação.
Sou pelas familias e por aquilo que as torna felizes e funcionais, que até pode não resultar comigo. Sou a favor de uma verdadeira política social a favor das famílias. Mas aqui estou a sonhar.
bjs