quarta-feira, julho 09, 2014

"Deixem-nas ser crianças por um bocadinho"- lifestyle Publico


teorias não faltam. Cada um com a sua e eu também tenho a minha.
As crianças têm 3 meses de férias e os pais só têm 1 mês, posto isto quando não há outra solução como avós na terra por exemplo, os pais vêm-se a braços com um grande problema. Só quem não passa por isto não percebe que os ATL´s estejam cheios de miúdos durante as férias, e se não estão mais cheios é porque os preços que se praticam não são acessíveis a todos. É fácil falar e opinar sobre o que os outros fazem aos filhos quando temos onde deixar os nossos. 
Adiante, acho um texto bonito, actual e amigo das crianças mas que deixa os pais numa situação de "angustia", de serem maus pais. Afinal quem não tem onde os deixar deixa-os em casa sozinhos? isto é que não pode ser. Há tanto sitio giro, tantas ferias orientadas para a ciencia, para a natureza, para a cultura, será que não dá para deixarmos de ser fatalistas e aproveitar o bom de tudo? Uma semana de colónia de férias intercalada com uma semana em casa ou na casa dos avós parece-me bem, nestas coisas como em tudo na vida deve prevalecer o equilíbrio. 
Aqui já não há quem brinque na rua, eu sou sincera se houvesse outras crianças que brincassem na rua deixava ir as minhas mas isso é coisa rara de ver, além de que as poucas vezes que levo a Maria a andar de bicicleta aqui na rua noto a pouca simpatia dos condutores, que não querem as crianças na rua, é uma maçada porque têm que ir mais devagar o que faz toda a diferença numa rua sem saída, onde á partida só cá vem quem cá mora e está de regresso a casa. O que me parece é que todos concordamos com este género de textos mas depois no dia a dia não praticamos nada disto. Tinha tudo para ser uma rua para os miúdos brincarem á solta mas acaba por se tornar perigoso. Os únicos que vejo brincar no quintal e na rua são já mais crescidos, talvez tenham uns 12/13 anos e gosto de os ver e de os ouvir.
Talvez esteja na hora de olharmos para trás para podermos seguir em frente mas sem aniquilar tudo o que de bom já se fez, tudo o que bom existe. É bom lembrar que durante o ano escolar nem todas as crianças têm a sorte de conhecer a cidade em que vivem, nem todas já foram a museus, teatros, e nem todas vão com frequência passear, descobrir igrejas e lugarejos. As colónias de férias se forem boas também deixam boas recordações, mesmo com regras!

Bom dia


Maggie 

4 comentários:

Rita* disse...

Completamente de acordo!!! Acho que a palavra é mesmo equilíbrio!!!
Bjinho!!!

Nany disse...

Os meus são frequentadores de STL porque não tenho mesmo com quem os deixar. E sim, vivam os ATL e os OTL para quem tem 22 dia férias contra 90 dos miudos.
Sim, falam e falam, mas muitos que falam têm mais férias ou outras vidas.
Bjs

AH, esqueci-me de diz<er que sou super a favor de que férias são férias, para brincar, para ter menos regras e horários (e por menos quer dizer ser menos rigido não esquecendo o básico) e que sim, podem fazer 1 ou 2 fichas por dias que não lhes faz mal.
Bjks

Bonitinha disse...

O meu ainda é pequeno para os atls daqui, só aceitam a partir de 6 anos, se eu tivesse trabalhando não sei onde enfiava ele. Aí tem mais opções, tem a praia perto que as crianças adoram. Aqui só levam no parque e os colocam a correr e jogar bola. A única coisa que não gosto muito daqui é que não há tantas opções de lazer.
Beijinhos

Maria João disse...

Cá em casa está sempre alguém, ou o pai, ou eu ou os dois. Não há familia por perto. A minha filha acabou as aulas e esteve 3 dias em casa. Depois disso tem estado sempre nos summer camps, durante a manhã. fazem diversas actividades, natação, ginástica, etc...Durante a manhã sei que está ocupada, e bem ocupada, a divertir-se, a conhecer novas pessoas. Podia tê-la em casa comigo, e ao irmao também que continua na creche até às 14h, e poupar uma pipa de massa, mas sinceramente acho que os campos de férias só trazem coisas boas! A eles e a nós!