segunda-feira, julho 14, 2014

isto de ser uma mulher independente, … tem tanto que se lhe diga!


Depois de passar ali no blog da jardim de algodão doce fiquei a pensar no tema da independência financeira dentro do casal. E se há assunto discutível este é um deles. Ora afinal o que é ser independente? é contribuir com quanto? é ganhar que dê para pagar o quê? e quantos casais conhecemos que se possam dizer que são independentes? E se vivermos a discutir e a calcular mentalmente o que ganhamos em relação ao outro, e a avaliar se ainda somos independentes isso é ter uma família, ou são só 2 pessoas a viver juntas e a dividir as despesas ao cêntimo? quando se trata de uma família não me parece que resulte andar a contabilizar, há tanta coisa que não se paga … Eu parece-me que dos casais que conheço em que trabalham os dois nenhum suportaria a vida que tem neste momento se se visse sem o outro. Teriam que mudar algumas coisas para conseguirem viver com o que ganham. Afinal decidimos em conjunto que casa queremos ter, decidimos quantos filhos vamos ter, se investimos num negócio nosso, se temos cães, se pagamos o lar de algum familiar, se vamos de férias, se compramos um carro novo ou usado …. Estas e muitas mais são tudo opções que fazem parte do projecto família, daquilo que queremos e podemos ter enquanto família. E ninguém decide ter 3 ou 4 filhos se andar a pensar que depois deixa de ser independente, não dá para viver a pensar nisso. Se queremos ter certezas de que seremos sempre independentes talvez o melhor seja não casar, não ter filhos, não comprar casa, não nada, e assim o dinheirinho certo ao final do mês vai sempre dar. E isso é viver? viver é sempre um risco, é nunca saber o dia de amanhã, é conhecer o presente e acreditar no futuro. Eu sou da opinião que é bom ser independente claro, quem não é? mas isto de ser independente é coisa do mais fantasioso que há. (Tanto casal dito independente está dependente dos seus pais para cuidar dos netos, por exemplo).
Devemos trabalhar sim, se é isso que nos realiza, se é isso que projectámos enquanto casal ou se é isso que precisamos para viver melhor, mas se pudermos optar, se pudermos escolher que família queremos ter nem vale pena pensar tanto, é atirar de cabeça para o pote da felicidade! Pode resultar e sermos todos felizes ou pode dar para o torto e cada um seguir o seu caminho, não há certezas. A vida é para viver o dia a dia, fazer o melhor que sabemos, e acreditar que a amizade/amor é o que move o mundo. 

Bom dia e boa semana


Maggie

4 comentários:

Anónimo disse...

Independente é ganhar o nosso dinheiro e não interessa quanto..
Eu ganho o meu e o meu marido ganha o dele e somos independentes um do outro para as coisas que são só nossas e que não partilhámos, como por exemplo a roupa para mim compro com o meu dinheiro, e tudo o que eu adquira que seja só para mim e ele a mesma coisa.
O que partilhamos como casa e despesas, dispensa, filhos, também partilhamos os gastos, claro.
Mas ser independente acho que é conseguir adquirir o que é só para nós com o nosso dinheiro. Se o meu marido morresse ou se nos separássemos sei que pelo menos tenho o meu dinheiro que obviamente não daria para tudo o que temos agora mas ajeitava-me, ia para um apartamento, andava de transportes públicos, sei lá, mas tenho esse e não ficava sem tecto nem sem comida e isso é independência, que é diferente de ficar de mãos a abanar e aflita sem dinheiro nenhum e só imagino que se assim fosse tinha de ir bater à porta dos meus pais. Isso é ser dependente. Claro que temos de arriscar viver mas não sei se eu viveria 100% descansada se soubesse que um dia podia ficar totalmente desamparada.

Anónimo disse...

Neste aspeto concordo contigo. Recuso-me a viver com medo que o meu marido me abandone. Recuso-me. Que raio de relação seria a nossa se pensasse que era melhor precaver-me porque qualquer dia podia acabar e ele podia tornar-se numa pessoa que nunca foi? Muitas relações acabam por causa desta sede de independência. Cada um tem o seu dinheiro, as suas coisas, os seus amigos... cada um por si. Com essa mentalidade é como dizes, não vale a pena casar, ter filhos, cães, gatos, piriquitos...

Paula

marina maia disse...

Concordo contigo!!!!

Nany disse...

A dependência pode ter várias formas. O que estás a falar não é para mim dependência, é vivência familiar.
Numa família existrem vários papéis a serem desempenhados, talvez por isso se diga que uma família alargada é bom.
Independentes nunca seremos, ou não somos dependentes do patrão que nos paga o ordenado ao fim do mês?
O trabalho é algo diferente, depende de várias situações e da vida de cada um.
Bjs