sexta-feira, julho 25, 2014

o mundo feminino no seu melhor, ai as mulheres! (post interdito a homens)


(este rascunho andava para aquí perdido e algum dia tinha que passar a post)

Algumas mulheres de hoje que trabalham tratam as mulheres que estão em casa com o mesmo desrespeito com que os homens tratavam as mulheres que estavam em casa há mais de 40 anos, quando poucas mulheres trabalhavam. Conquistámos a mente masculina que olha hoje para as mulheres com outros olhos, e que passou  a respeitar como uma igual no trabalho e em casa, prova disso é a quantidade de homens que também trabalham dentro de casa. Infelizmente as mulheres tornaram-se frias e arrogantes em relação ás outras mulheres e no fundo pensam o que os homens de antigamente pensavam, que as mulheres que estão em casa não fazem nada, que têm tempo para tudo, e que vivem ás custas do marido. No fundo sente-se ali uma "raivinha" porque as mulheres querem tudo e o tudo não é possível. No fundo querem mostrar já não aos homens mas ás outras mulheres que são super mulheres. E as mulheres são complicadas. Na verdade queremos trabalhar para dizer que somos mulheres independentes, queremos mostrar que somos capazes mas queremos dar atenção aos filhos, leva-los a todas as consultas e acompanha-los nas actividades extra. Queremos tempo para os levar a passear e não falhar ás reuniões na escola, queremos tempo para nós e queremos tempo para jantar fora com o marido... Na verdade o tempo não estica e não dá para ter tudo. Temos que fazer opções e são essas opções que muitas vezes são opções impostas, já que nem todas se podem dar ao luxo de optar, que maçam.
A arrogância de quem trabalha e se acha superior só por isso é demasiado evidente nas mensagens que recebi e que muitas nem publiquei. E o mais assustador é pensar que nada é definitivo, e nem assim a antipatia diminui. Mas não pensam, dão tudo como certo.
Cuidado com o que se deseja ao outros, cuidado com o que se deseja para nós e o que acabamos sem nos aperceber por ensinar ás gerações seguintes. Um dia teremos a paga.
Haja mais respeito, mais flexibilidade e mais simpatia pelo menos entre as mulheres, que não há.
Era bonito, e já agora homenageávamos as mulheres que nos permitiram poder ser as mulheres que somos hoje, livres nas escolhas que fazemos para as nossas vidas!
Aqui há uns dias alguém disse que eu estava sempre a gabar-me por não trabalhar, é verdade. Estou bem em casa e feliz com isso, mas também já estive bem a trabalhar e um dia destes volto a trabalhar fora quando me fartar de estar em casa. Neste momento esta é a opção que me serve e que me deixa livre para fazer outras coisas que gosto, amanhã poderá não ser e voltarei a procurar a felicidade onde ela estiver e pode ser num trabalho qualquer. A vida vai acontecendo todos os dias e é assim que é vivida aqui em casa, quando quisermos tudo muda, eu não sou de ideias fixas.

Ahhh e eu conheço mulheres que trabalham realmente porque gostam e estas não são felizes não desejam o mal de ninguém, mas conheço algumas que só trabalham porque precisam, estas sim são as que mais discriminam as outras, as que não trabalham!

Bom dia


Maggie

7 comentários:

Vee disse...

Subscrevo na íntegra. Hoje queremos tudo, ser tudo, ter tudo, não gostamos de tomar opções de vida e muita gente não respeita as opções que os outros tomam.

Maria Rita disse...

Eu sou uma das que trabalha não só mas também por obrigação, e tenho "inveja" de quem não tem de o fazer, mas lhes desejo mal, acho que hoje há cada vez menos famílias com possibilidade de o fazer, acho-te uma sortuda isso sim.

Anónimo disse...

Eu trabalho e gosto do que faço. Para além de me realizar como mãe e mulher, também preciso de me realizar profissionalmente. Não consigo imaginar a minha vida sem essa componente. E não, não invejo as mulheres que não têm vida profissional. Acredito que tenham as suas realizações noutras áreas, mas eu não me sentiria uma mulher completa. Lamento. São opções que se fazem. Eu fiz as minhas e estou satisfeita com elas, embora pretenda continuar a evoluir como mãe, como mulher, como profissional... como ser humano.

Isabel

ana disse...

Acho que te cansas demasiado com quem te ataca por estar em casa e é normal que vejam aí um certo mal-estar que não tem razão de ser (e que penso que não tens).
A mim o que me incomoda um bocadinho, digo-te com toda a sinceridade) é falares sempre em opção, porque sei que tens a noção que ficar em casa é opção para um número reduzidíssimo de mulheres (ou de homens), entre as quais - felizmente para ti - te incluis. Para quase todas nós trabalhar é uma necessidade, umas têm a sorte de gostar do que fazem, para outras é um sacrifício diário e para outras ainda (entre as quais me incluo) há partes de que se gosta mas muitas outras que só se fazem porque é preciso levar dinheiro para casa. Se eu ganhasse o euromilhões ou recebesse uma herança milionária deixava já amanhã de trabalhar, podia continuar a parte da investigação, mas o resto dispensava bem. E sem nenhuma, absolutamente nenhuma má consciência. Não dava era para estar em casa dependente do dinheiro do marido, mas isso sou eu, não julgo ninguém que tenha outra atitude.

Maria João disse...

Eu tenho o emprego perfeito. Escolho os dias que trabalho e as horas a que saio!! Trabalho 2 dias por semana. Jus perfect. Consigo acompanhar os meus filhos como sempre quis e ter a minha folga. Quer dizer, o meu trabalho!! Hihi. E gosto mt do que faço!

Maggie F. disse...

é isso mesmo Maria Jõão quando se gosta muito do que se faz trabalhar sabe muito bem, nem se coloca questão nenhuma. Mtas felicidades.

Maggie

Bonitinha disse...

Concordo muito Maggie! Eu acho que quem está realizada profissinalmente não tem qualquer picuinha com quem sente-se bem sem trabalhar. Já fui "atacada" pela minha escolha, mas é disto que se trata, de escolhas. Não saio por aí crucificando ninguém porque trabalha e eu adoro estar em casa, cuidar das coisas, ter tempo para fazer ginástica, ler, ir em cursos. Se eu fosse trabalhar seria na área que eu escolhi e que talvez ainda retorne para terminar a graduação, senão seria apenas por necessidade e não por prazer. Mas definiste bem, isto parece-me inveja por não poder ter a vida que tens, pois se algumas conseguem estar em casa, não tem o mesmo padrão de vida que vocês.
Beijinhos