quarta-feira, agosto 06, 2014

as licenças de maternidade, paternidade e de amamentação


Aqui há uns dias falava com uma amiga sobre isto: pode a chegada de um bebé prejudicar o lado profissional dos pais? podem as licenças cada vez mais longas numa época cada vez mais competitiva acabar com as aspirações de carreira do pai e da mãe? podem, pois claro que podem se forem gozadas até ao fim … Todos sabemos que temos direitos, mas o que parece que nem todos sabemos é que o gozo desses direitos pagam-se caro. Os patrões privados gostam pouco de tantas licenças, e a vida laboral lá vai ficando em standby, ou em águas de bacalhau como se diz por cá.
Talvez seja importante olhar em volta tentar perceber o que se quer da vida, o que é importante para cada um, tomar a decisão e ser feliz com ela. Sem dramas.



Maggie

2 comentários:

Sentada na ponta da lua disse...

Discordo que as licenças de maternidade, paternidade e afins em Portugal sejam longas. 4 meses? 5 se se quiser abdicar de uma parcela do ordenado. 5 meses únicos e irrepetíveis, fundamentais para acolher um novo membro na família. Direitos pelos quais se lutaram e que são para todos. Não acho que os devemos entregar de mão beijada. E sim a vida profissional fica de lado durante esse tempo, mas o que são 5 meses em 40 anos??? perder-se-á assim tanto?
O equilíbrio entre as várias facetas da vida é que é o importante. E é isso que cada dia está a ser mais atacado. E este post também o faz.

Maggie F. disse...

eu não disse que devemos desistir das licenças, o que não podemos é esperar voltar ao trabalho e ele estar lá á nossa espera, cada vez mais há mulheres a chegar ao trabalho e são informadas de que ficaram sem ele. Tenho visto várias amigas nesta situação. Também é nos cada vez mais controlada a hipótese de ter filhos, tenho amigas de 30/35 anos que não se podem dar ao luxo de engravidar porque só agora garantiram um posto de trabalho, por muito que queiram ter um bebé não o podem fazer…

Bjos

Maggie