sábado, outubro 18, 2014

e esta ideia simpática da Apple e do Facebook de congelar os óvulos das funcionárias?


Á primeira vista não me pareceu mal, afinal sem óvulos não se fazem bebés e cada vez mais as mulheres são mães mais tarde, (se bem que só os óvulos não garantem um bebé, é preciso também um útero e um pai que forneça espermatozoides saudáveis). Como os óvulos não nascem nas árvores é preciso um complexo protocolo de tratamento para os retirar dos ovários. São procedimentos médicos dolorosos e dispensáveis quando se pode ter uma gravidez saudável. E afinal é suposto a funcionária fazer os tratamentos com os óvulos congelados em que idade? apartir dos 40/45 anos? e quantas quererão ser mães nestas idades? Por outro lado a empresa fica com acesso directo á saúde e a vida particular de cada funcionária. É uma ideia simpática mas pouco ética, é uma americanice daquelas americanices bem extravagantes.
E a pergunta que se impõe: estarão as funcionárias dispostas a expor a vida ao patrão? estarão dispostas a ter filhos assim tão tardiamente? estarão dispostas a submeter-se a tratamentos de fertilidade sem necessidade?

Maggie

2 comentários:

Mãe Sabichona disse...

Vejo utilidade para quem efectivamente tenha problemas de infertilidade e possa, dessa forma, obter os tratamentos que de outra forma poderia não conseguir suportar. Em particular nos EUA! Fora isso também não me parece muito ético... o ideal seria que todas as pessoas que sofrem desta doença pudessem obter apoios para efectuar os tratamentos. Mas como isso não acontece, talvez seja com iniciativas destas que muitas pessoas possam ter a oportunidade de ser pais. E em última análise, as mulheres têm a opção de não o fazer. Só faz quem quer, já que não é algo decidido certamente de ânimo leve.

Mãe Sabichona disse...

Vejo utilidade para quem efectivamente tenha problemas de infertilidade e possa, dessa forma, obter os tratamentos que de outra forma poderia não conseguir suportar. Em particular nos EUA! Fora isso também não me parece muito ético... o ideal seria que todas as pessoas que sofrem desta doença pudessem obter apoios para efectuar os tratamentos. Mas como isso não acontece, talvez seja com iniciativas destas que muitas pessoas possam ter a oportunidade de ser pais. E em última análise, as mulheres têm a opção de não o fazer. Só faz quem quer, já que não é algo decidido certamente de ânimo leve.