quinta-feira, novembro 06, 2014

somos ainda um país com gente muito atrasada, porra!

É só ler os comentários a uma noticia da revista Nova Gente, que fez uma entrevista á actriz Paula Neves onde a mesma partilha que por agora desiste dos tratamentos de fertilidade. A leviandade com que se dão palpites, a arrogância de quem já tem filhos e diz que nem todas as mulheres nascem para serem mães?! e a ligeireza de quem ainda nem pensa te-los, a facilidade com que a palavra adopção sai da boca da maioria das pessoas e a pouca importância que se dá a um tema que dói tanto. Tanta barbaridade e tanta ignorância. As pessoas falam de uma maneira como se isto de se querer ter um filho fosse um capricho, como se não fosse natural uma mulher querer ser mãe. Infelizmente se fosse um cancro toda a gente compreendia e fazia-se já um peditório, agora uma depressão ou um caso de infertilidade são sempre tratados socialmente como se fossem apenas um capricho e não uma doença. Gente mais ignorante, diz a Merkel que temos licenciados a mais, podemos ter nem vou discutir isso, mas também ainda temos muita gente ignorante. E má. Somos um país de gente solidária dizem uns, mas também somos um país de gente sem sensibilidade nenhuma, digo eu.

Bom resto de dia


Maggie

2 comentários:

Mary disse...

Eu própria vivi a infertilidade e sempre disse que só faria um tratamento e foi o que fiz, talvez porque a adopção desde sempre esteve presente na minha cabeça, não me estava a ver a gastar rios e rios de dinheiro em tratamentos (no nosso caso era o mais caro) além de toda a parte psicologica de um falhanço.
Mas isto sou eu, que sou e sempre fui muito prática, e os verbos que me definem mais são os verbos "ir/fazer", não sou de perdas de tempo se tenho outro caminho a seguir, sigo, apesar do caminho da adopção também não ser nada nada fácil, é demorado, mas sabemos que o nosso dia chega.
Pela minha experiência, recomendo a adopção de uma criança, mas não esperem facilidades, porque temos muito e muito trabalho pela frente, tanto pela criança, como pelas pessoas/educadoras/professoras que rodeiam esta criança, que só querem crianças formatadas para estarem paradas,mas isso não é só valido para o meu filho adoptado, ainda bem que existem muitas crianças que são mesmo crianças, mesmo que entidades educação não gostem muito.
Mas a recompensa é tão grande é tão boa, que vale a pena todos os momentos menos bons que vivemos.

Liliana disse...

Infelizmente temos o dom de opinar e bem sobre as decisões dos outros!!
A infertilidade para muitos quer dizer apenas "não puder ter filhos" e esquecem-se que isso mexe e muito com a cabeça de uma mulher.. ou mesmo do casal!