sexta-feira, dezembro 05, 2014

ser solidário não é só dar massas e arroz em pacotes


e no entanto é que o que mais pedem á porta do Continente, do Jumbo e do Pingo Doce. Na paróquia aos meninos da catequese e na escola aos alunos. 
Acho estranho que não se ofereçam livros novos ou usados, que não aceitem decorações de Natal, mantas, casacos, lápis de cor … 

Sou sincera, não gosto da solidariedade forçada, gosto da solidariedade genuína, da que ajuda fora dos dias programados, da solidariedade do ouvir, do apoiar, do ajudar os velhotes a subir as escadas com os sacos das compras, daquela solidariedade que é ficar com os filhos da vizinha quando ela chega mais tarde do trabalho. Gosto mais da solidariedade entre vizinhos, conhecidos ou colegas do que da solidariedade ao Banco Alimentar ou há Cáritas, mas isto dá mais trabalho, e é mais rápido comprar um pacote de arroz do que levar uma vizinha velhota ao centro de saúde. É que a solidariedade não é só comprar pacotes de arroz nem latas de sardinha, a solidariedade é ajudar quem precisa de ajuda e muitas vezes os que precisam de ajuda nem precisam de pacotes de arroz. 
Um dia, vamos todos olhar para o lado e perceber que estamos sozinhos e aí vamos perceber o que fizemos de tão errado, onde e quando nos tornámos egoístas.

Bom dia


Maggie


5 comentários:

Anónimo disse...

Mas infelizmente há muita gente a passar fome. E não deve haver nada pior do que passar fome! E essa é a necessidade básica mais importante, é mesmo uma questão de sobrevivência!

p* disse...

Concordo contigo: a solidariedade está para além de dar um pacote de arroz. O ser católico está para além de ir à missa... Mas compreender isso também está para além da capacidade de muita gente. Sei que podia fazer muito mais, podemos sempre, mas achar-se bonzinho porque se deu um pacote de esparguete é demasiado "olhos no umbigo"

Maggie F. disse...

é isso Paula, se fosse assim tão simples a quantidade de massas e arroz doados bastavam, e não chegam.
O pacote de massas e arroz é o minimo dos minimos para quem pode ajudar. Quem quer ajudar pode doar tempo, já agora aproveito para dizer que aprecio aqueles voluntários que andam a arranjar e a pintar as casas de gente velha que já não pode grande coisa. Se a verdadeira solidariedade existisse nao seria preciso o banco alimentar recolher arroz e massas.
Bjos

Maggie

Patrícia Teodoro disse...

Digo sempre se cada um de nós apoiar uma pessoa que está ao nosso lado não havia nem 1/3 da miséria. Há sempre alguém que precisa de um emprego e nós conhecemos alguem que tem um para oferecer, há sempre alguém que precisa de boleia para um tratamento e nós temos carro para oferecer, há sempre uma criança que tem fome e nós mandamos lanche a mais, há sempre alguém que precisa de um doce e nós a té temos jeito para a coisa, há sempre alguém que engordou e nós temos roupa para dar porque emagrecemos (lol). Há sempre alguém que necessita de um sorriso por dia e isso temos sempre a mais...é tão isto...há problemas que cada um de nós pode evitar para isso basta olhar para o lado pois temos sempre tanto para oferecer...SEMPRE

Maggie F. disse...

é o que eu penso Patricia ;)
Um beijinho para ti e para a tua carochinha!

Maggie