sexta-feira, fevereiro 13, 2015

o principe e os sapos (assim em jeito de declaração de amor)


Nunca fui uma rapariga namoradeira, nem fui daquelas que cada semana tinha um novo pretendente ou uma nova paixão. Sempre fui uma rapariga de paixões sim, mas de paixões á seria, não fui uma rapariga de paixonetas. Comigo ou é ou não é, a coisa a sim a meio lume sempre me aborreceu. Contam-se pelos dedos de uma mão e ainda sobra um dedo os namorados que eu tive. Hoje olhando para trás só um poderia ter alguma coisa a ver comigo hoje, mas quando se é miúda vemos as coisas de uma maneira muito diferente. Mas fui feliz, fui uma namorada feliz de todos eles. Na verdade nunca os vi como príncipes, via-os como miúdos como eu, mas depois de conhecer o príncipe, aqueles miúdos viraram sapos. Não havia volta a dar. Sapos simpáticos e por quem sentirei sempre um carinho, mas sapos. É que uma coisa era um friozinho na barriga, outra bem diferente é sentir o coração a trabalhar a mil á hora, é sentir arrepios e ficar sem jeito, é não dizer coisa com coisa ou pior, dizer coisas sem sentido quando se encontra o príncipe. E eu encontrei o meu. 
Não posso dizer que foi difícil, foi só deixar-me levar e permitir-me sonhar. E posso garantir que não há nada melhor do que um beijo apaixonado de um príncipe quase encantado, a mim fez-me ir 30 minutos a rir sozinha  num comboio suburbano, e esquecer um lanche com uns amigos que nunca mais me perdoaram. É que ainda hoje não me lembro de combinar coisa nenhuma, ai essa cabeça Maggie. 
Na verdade, não há melhor do que estar apaixonado por quem está apaixonado por nós, é tão bom. Juro que a sensação deve ser igual a ganhar a lotaria, uma excitação, uma felicidade quase incontrolável, queremos guardar para nós mas sentimos uma vontade imensa de partilhar com o mundo. 
O que eu amei este homem em silencio, foram meses e meses, mais de um ano a gostar de uma pessoa que eu não sabia se alguma vez se viria a interessar por mim. Mas quando se gosta não há mais nada a fazer, é deixar andar e ir sonhando. Este príncipe escreveu-me cartas de amor, e eu também lhe escrevi a ele. Tantas cartas, bilhetes e recados. Tantos sonhos, éramos tão novos mas gostámos verdadeiramente um do outro, não houve duvidas, como não há hoje. Num ano em que comemoramos 20 anos estou feliz, tanto ou mais do que naquele dia em que nos beijámos no jardim. Nunca me vou esquecer, (peço a Deus que nunca me deixe esquecer aquela tarde de sol, foi dos momentos mais felizes que vivi). Por isto e por muito mais o dia dos namorados é de todos os apaixonados, e nosso também.



Maggie

1 comentário:

sandra disse...

Bonita historia de amor que seja para sempre :)