quinta-feira, fevereiro 05, 2015

quando a vida social das crianças se fazia ali, na rua … (parte 2)


tudo era mais fácil e a vida familiar não saía beliscada, mas hoje as coisas não são assim. Quando os fins de semana não chegam para as solicitações que têm, é preciso abrandar. É chegada a hora de parar para perceber que direcção estamos a tomar e se é essa que queremos seguir. Sou apologista de convívios, de festas e de brincadeiras mas a verdade é que não queremos viver prisioneiros de uma vida social infantil intensa. Os fins de semana também servem para ficar a dormir até mais tarde, para ir ao cinema e comer um balde inteiro de pipocas, para ir passear um bocadinho a pé, ou até para passar o dia de pijama. O fim de semana serve para nos olharmos melhor, para nos continuarmos a conhecer, para saber coisas que durante a semana não houve tempo de contar, … Um fim de semana serve para brincar e para descansar, e passar os dias de descanso em stress a correr de um lado para o outro não é opção.
Quando os miúdos socializavam ali na rua, os pais viam o que andavam a fazer, gritavam quando era preciso e chamavam das janelas á hora das refeições mas a vida dentro de casa corria ao ritmo normal, hoje em dia não. Hoje os pais já não mandam nos filhos, hoje os pais meteram os filhos lá tão á frente que ficam eles para trás, vêm a reboque e não pode ser. Não está certo. Uma família nem deve ser uma democracia, (e cá em casa não é), mas em muitas famílias pior do que uma democracia, impera uma ditadura das crianças que acaba com a vida dos pais, só porque os pais deixam claro.
É pena não haver mais crianças a brincar nas ruas, aprendia-se tanto e era mais saudável.


Maggie

1 comentário:

Miss Smile disse...

Concordo plenamente consigo. Tem de haver um meio termo e as crianças têm de saber que existem limites e que a vida não gira à volta delas. O pai e a mãe também têm os seus programas e as suas prioridades. A isto chama-se também preparação para a vida.