quinta-feira, março 12, 2015

3 sugestões literárias muito diferentes umas das outras, todas na Fnac


«Aos 24 anos, depois de ter chegado ao meu limite e ter acabado num hospital, decidi fazer as pazes com o meu corpo e reaprender tudo o que sabia sobre alimentação, exercício físico e saúde emocional. Decidi mudar e optei por tornar-me mais saudável e forte, pois isso só depende de mim. No entanto ser saudável não é sinónimo de 0% de gordura, abdominais definidos ou um peso-pluma, mas antes de um corpo forte e nutrido, que cuidamos e respeitamos, independentemente da sua forma. Descobri o poder dos alimentos e dos super-alimentos, o que os sumos verdes, a dança, a meditação ou os amigos podem fazer por mim. Se por um lado somos o que comemos, a verdade é que o corpo reflete o grau de movimento que lhe oferecemos. Depois de ter começado a ouvi-lo e a dar-lhe o que me pedia ganhei uma autoestima que desconhecia. Mas sermos responsáveis pela nossa saúde física e mental não é só comer bem e mexer o corpo; é cuidarmos dos nossos pensamentos, do nosso coração e da forma como eles se alinham. “Não queiras ser perfeita, mas faz o melhor por ti…” é um dos meus lemas de vida, uma frase que repito constantemente. Acredito que podemos fazer muito por nós se tivermos atenção àquilo que comemos, se tratarmos do nosso bem-estar, sem nos esquecermos de sermos felizes. Neste livro partilho as minhas escolhas, o meu caminho, aquilo que resulta comigo. E que espero que faça sentido também para ti.»


Fábio era um adolescente de Mem Martins. Se perguntassem aos vizinhos, eles diriam que era bom moço, pacato, não se metia em confusões. Mas o Fábio, esse Fábio da linha de Sintra já não existe. Agora só responde pelo nome de Abdurahman, tem 22 anos que parecem muito mais. E as mãos, antes tão talentosas para o desenho, trocaram os lápis pelas armas. E não as ostenta apenas para se exibir no Facebook. Ele aperta mesmo o gatilho, dispara balas reais. E mata pessoas.  Fábio é um dos vinte portugueses que algures na Síria e no Iraque combatem pelo Estado Islâmico até à morte. Alguns têm estudos, andaram em engenharia, vêm de famílias funcionais. Mas um dia largaram a bola ou o hip-hop e começaram a radicalizar-se. Os jornalistas Hugo Franco e Raquel Moleiro descobriram-nos quase todos. Durante quase um ano andaram como eles, à procura. A falar com os amigos, conhecidos, secretas. Os Jiadistas Portugueses é a história deles, e dos seus amigos e das suas famílias – que não compreendem como foram amputados de um filho ou irmão para os reencontrar meses mais tarde, no facebook ou nas páginas dos jornais. Já não o Fábio, o Celso ou a Ângela; mas antes Abdurahman, Abu Issa e Umm. A pregar a guerra santa. De armas em punho e o ódio no olhar.


«Eu sou o André. Tenho 14 anos e estou há quase seis meses a viver num lar. Não sei bem porque é que decidi escrever este Diário. Se calhar por nenhuma razão especial, mas porque sinto necessidade de partilhar o que sinto e o que sou. Porquê? É a pergunta que de certeza está nas vossas cabeças...Talvez lendo-o consigam encontrar a resposta… E também as respostas a outras tantas perguntas que dizem respeito a jovens ou crianças como eu, para quem a vida não foi nem é fácil mas que acreditam na felicidade. Há 130 anos, pela primeira vez, uma criança maltratada foi recolhida e protegida por um tribunal com base nos direitos que, então, já eram reconhecidos aos cães. Eu sou o André. Tenho 14 anos. Este Diário é a explicação da minha vida e um desafio às vossas consciências.»


Maggie

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