quinta-feira, maio 28, 2015

Maggie, a complicada ou a que não sabe bem o que quer … ou se calhar sabe.

A propósito dos posts anteriores, faz e desfaz a mala, alguém me perguntou se isso não é demasiado chato? ora vamos lá desfazer mitos. Primeiro estou sozinha algumas vezes, é verdade mas não por muito tempo, a maioria das vezes por um ou dois dias, três ou quatro, raramente por mais de 10 dias, o que não é de todo mau porque aproveito muitas noites sem marido para dar á língua com amigas ao telefone até á tantas, … (coisa meio adolescente mas que eu adoro). Depois, aproveito para por as novelas em dia, e sim basta ver uma vez por semana e apanho sempre a história na semana seguinte. É verdade que muitas vezes aproveito e faço maratonas de ferro de engomar em punho, não sei porquê mas foi uma pancada que me ficou de miúda, já a minha avó ficava a passar a ferro pela noite dentro. Também fazemos quase sempre o clube de leitura quando o pai não está. Pegamos num livro e vamos lendo á vez as três. A grande sortuda é a minha cadela a Branca, que quando o dono não está a dona nem se lembra dela e ela acaba por passar a noite em casa, ainda esta noite cá ficou. E depois alguém perguntava: mas e não gostavas de ter um marido que estivesse em casa nos horários ditos normais e fizessem tudo em conjunto? (tipo levantar a mesa, deitar as miúdas, despejar o lixo, regar as plantas)…
Hummm, não sei. Parece-me uma ideia romântica e pirosa sim mas não sei … Tenho amigos que funcionam assim, se são mais felizes? hummm não vejo. Não será demasiado chato, agora pergunto eu? aqueles casais que saem juntos para trabalhar, que almoçam juntos, que voltam juntos, que dão banho aos filhos enquanto o outro põe a mesa? á primeira vista parece-me bem mas bem vistas as coisas para o meu feitio não sei se a coisa combinava. É que eu gosto de saber com o que conto mas não gosto de uma vida rotineira, eu gosto de receber dezenas de telefonemas, sms e emails durante o dia, alguns românticos, diga-se de passagem. Gosto de constatar que o meu marido se lembra de mim e de nós em todas as viagens que faz. Gosto dos dias do reencontro. Acredito que a vida seja mais fácil quando um não pode e é o outro que vai buscar as crianças ao infantário mas estou habituada a ser desenrascada. A única vez que me vi aflita foi quando ele viajou para a América e eu fiquei com a Micas com 14 meses e a Maria Clementina com 15 dias, aí sim assustei-me mas depois disso foi sempre a despachar.

E assim como assim não há escolha, a nossa vida é esta, há vidas mais difíceis !



Maggie

3 comentários:

marina maia disse...

Tomara muita gente ter essa vida, ah, ah!
Quantas estão em casa com os maridos e está cada um por seu lado?
Há vidas bem piores, olha o meu marido chega a casa todos os dias à uma da manhã e sai as duas da tarde, eu saio as oito e meia e chego as oito e meia, é melhor?
E depois temos de ter em conta o vencimento, o meu está ausente e ganha uma miséria. Há que fazer esforços na vida para depois aproveitarmos ao máximo os tempos juntos!
E como tu dizes os reencontros são tão bons!!!!
Beijinho

AvoGi disse...

Boa vida há muitas mulheres a querem um descanso conjugal e não têm. Tb adoro estar sem marido com a certeza porém que é por pouco tempo, como tu
Kis:=>}

Nany disse...

É uma questão de hábito, primeiro estranhasse depois entranhasse.
Bjs