quarta-feira, junho 24, 2015

esta coisa das prioridades é um abuso, ou tornou-se um abuso ...

Confesso que não sou muito sensível a grávidas e a mamãs com bebés de colo, tocam-me mais os idosos e os deficientes, estes sim são os verdadeiramente prioritários, ou porque não têm posição de estar, ou que as cadeiras para ficarem sentados á espera não são as mais confortáveis. As grávidas e as mães com crianças de colo acabam sempre por ser abusadoras, ora vejamos dois casos a que assisti ontem. Primeiro um casal com um bebé com poucos meses são chamados. Ingenuamente a funcionária publica chama-os a pensar que seria para fazer o cartão do cidadão ao bebé ou até á mãe, afinal era para o pai. Até a funcionária perguntou porque tinha tirado ele uma senha de prioritário, se ele não estava sozinho com o bebé? se está a mãe com o bebé e não vão ali fazer nada porque é que ele se achou no direito de tirar uma senha daquelas? A outra situação foi uma mãe com uma criança de uns 2 anitos e a avó para fazer passaportes, fizeram as 3 os ditos passaportes com a senha prioritária. A avó era prioritária porquê? ainda olhei a ver se teria alguma deficiência, nada. Ora vamos lá ver assim é fácil, para a próxima vez eu levo um velhote comigo, ele não vai lá fazer nada mas como eu estou com ele posso tirar a senha dos prioritários, certo? ou será que posso dizer que estou grávida de 2 meses e isso dá-me direito a uma senha prioritária? afinal não há nada que diga a partir de quantos meses as grávidas passam a prioritárias, e bem vistas as coisas os incómodos do primeiro trimestre podem ser muito piores do que o peso da barriga no fim da gravidez, certo?


Bom dia


Maggie

7 comentários:

VerdezOlhos disse...

Certo! Concordo. As pessoas abusam muitas vezes. Eu não diria melhor.
Enfim, haja paciência!

Mãe Sabichona disse...

A mim chateia-me a falta de bom senso vinda de ambas as partes. A maior parte das vezes saio acompanhada porque nem consigo ir a quase lado nenhum sozinha e acabo por pedir ao marido para ficar na fila e vou-me sentar num sitio mais próximo porque não aguento quase tempo nenhum de pé (por exemplo, saio do supermercado e vou para um banco na zona do centro comercial, isto raras vezes porque por norma tem ido ele sozinho fazer as compras). É que há os prioritários abusadores e depois há os outros que fingem não ver. E eu, que preciso é de calma na minha vida, não estou para andar a dar lições de empatia a não sei quantas pessoas que também se tornaram insensíveis a grávidas ou bebes de colo. Por uns não podem pagar outros.

Paula disse...

Eu concordo que se dê prioridade a grávidas, pais com crianças pequenas, deficientes, idosos mais fragilizados. Não concordo que se faça vista grossa a essas situações e também não concordo que se use um direito só porque sim. Nem sempre nos meus meses de gravidez necessitei de usar a prioridade a que tinha direito. Se me sentia bem aguardava calmamente pela minha vez, se não me sentia tão em forma mas ia acompanhada e podia deixar o marido na fila, esperava sentada pela minha vez. Nunca mas nunca abusei desse privilégio. E, se fossemos amorosos para os outros, teríamos um comportamento digno e deixaríamos esse privilégio para quem realmente precisa. Mas infelismente ganha o "primeiro eu".

Beijinhos.

Uva Passa disse...

Tu és uma miúda muito especial Mg.

Nany disse...

Concordo contigo e não concordo. Existem situações em que mesmo sendo acompanhados pelas crianças e não sendo elas os beneficiários diretos da situação sim, têm direito, até porque (e faz favor corrige-me se estou errada) a prioridade é dada a quem é acompanhante de cranças de colo. Ora, a criança de é de colo, a menos que se tenha com quem a deixar passa sempre a acompanhar.
Sim, muitos se aproveitam, mas por ex: no caso da avó por acaso sabemos se ela poderia deslocar-se sozinha, se tinha meios para tal (não estou a falar de dificuldades físicas), se sabia responder a perguntas? E por ex no caso do casal, porque é que a srª não pode acompanhar o meu marido? Sabemos se depois de resolverem aquela situação vão os 3 a qualquer lado (nem que seja a praia)?
Sim, existem muitos abusadores, pessoas sem noção.
Vezes houve em que não "usei" o meu direito à prioridade porque estava bem, sozinha ou acompanhada e não era necessário. Já se me sentisse menos bem, não ficava a descansar porque outro podia ir para a fila por mim.
E já me passei na caixa do supermercado porque: ou as pessoas assobiavam para o lado e eu dizia-lhes com licença e passava à frente, quando refilavam apontava-lhes a sinalética; ou porque as senhoras da caixa faziam vista grossa e eu é que as chamava à atenção (para mim e para outros); e o verdadeiro "passar-me" foi com um idoso que disse que as mulhjeres engravidavam para poder passar à frente no supermercado e eu disse que sim, era bem verdade, além disso quando tivesse aquele ia comprar uma barriga falsa só para usar nas compras.
Tenho mau feitio e os direitos são para se usar.
Além disso, mesmo nos lugares não reservados nos transportes públicos fica bonito dar o lugar, mas não obrigatório. É a lei da vida em sociedade.
Existem muitos espertalhões, mas em igual número existem os que assobiam parao lado, fingem que não vêm e se fazem de parvos.
Já agora, venham cá dizer-me que não posso ir com os meus 3 filhos a qualquer lado, fazer seja o que seja, porque incomoda, porque tenho direito a prioridades, porque isto e aquilo e eram melhor deixá-los com o pai, ou que se o pai vai connosco não posso usufruir disto e mais aquele outro, que depois respondo o que não pretendem ouvir.
Já agora privem-se as famílias de irem aos restaurante juntas porque as crianças fazem barulho, as mesas são maiores, ou melhor dividam-se as coisas: pessoas sem criança para a direita e com crianças para a esquerda.
O comentário vai longo, mas para mim, existe um desrespeito flagrante em relação ao próximo tão grande,e um "umbiguismo" tão forte que é cada um por si. Muitas vezes a prioridade não salta à vista, tal como dizes os incómodos dos primeiros três meses são bem grandes.
Nany

Annabelle disse...

Para além de abuso, é falta de bom senso e falta de civismo de muito boa gente.
https://instagram.com/annabelle_madeira/

Anónimo disse...

Em parte concordo consigo, existem pessoas abusadoras do direito à prioridade. No entanto, não podemos julgar "a parte pelo todo". Ora, estou grávida. Aparentemente, aos olhos dos outros, até pareço que estou de menos tempo do que na realidade estou (quero com isto dizer que tenho uma barriga pequena :) ). E, que é a central da questão, não posso por recomendação médica, estar muitas horas de pé. Isto não invalida, por exemplo, de ir às compras (não tenho, por vezes, quem as faça por mim!)... ora, não irei usufruir das caixas prioritárias para grávidas, mesmo estando acompanhada pelo meu marido???

Joana