segunda-feira, junho 08, 2015

ou é amor ou então é outra coisa qualquer

A minha amiga Timtim levantou ali uma questão muito pertinente, a do amor pelo marido e pelos filhos. Já por diversas vezes ouvi este tipo de comentário, que os filhos são os filhos e que o amor pelos filhos está acima de tudo, inclusive acima do amor que se tem ao pai ou á mãe dos filhos. Não sei, o tema é complexo mas não me revejo no sentimento. Para mim o amor que tenho ás minhas filhas não está acima do amor que tenho ao pai delas. Poderei um dia desiludir-me sim mas não sei se deixarei de gostar. Por outro lado as miúdas não são minhas tal como o marido, adoro-as, sinto uma grande responsabilidade em as educar, em cuidar da saúde e da alimentação delas, em guia-las para que um dia mais tarde façam as escolhas mais certas mas não sinto por elas uma "pancada" tão grande que me tolde a visão e me faça desculpa-las de tudo. Sempre soube que ser mãe seria isto, na verdade não acho mais fácil ou mais difícil, era isto que esperava. Mas não as prendo com a desculpa do amor que lhes tenho, não lhes corto as asas, espero que aproveitem bem todas as possibilidades que têm mas continuo a achar que a vida é delas, dou-lhes espaço e vou dando mais ou menos conforme a idade. Na verdade sempre soube que elas não são minhas, são emprestadas. Tenho-lhes amor sim mas não vivo para elas nem agarrada a elas. Um dia elas serão do mundo mesmo. Um dia serão adultas e terão as suas vidas longe de mim e espero que sejam felizes. Se calhar sei amar, com mais racionalidade e espero um dia olha-las de longe e seguir o meu caminho, com outros amores, com outros interesses. Fui eu que quis ser mãe e gosto de se-lo mas quis ser mãe com um pai, e não faria sentido de outra maneira. Eu não teria filhos se gostasse menos do meu marido, tal como não tive filhos de outros namorados de quem gostei, precisamente porque o amor não chegava para isso, para carregar um bebé. 
Para mim as coisas são tudo ou nada e no amor eu jogo as cartas todas e arrisco tudo.

Bom dia


Maggie

8 comentários:

Mãe Sabichona disse...

Também não gosto da comparação e tenho um post na calha sobre esse assunto. São amores diferentes e um não substitui o outro, assim como nenhum me preenche completamente, abafando o outro. Cada um é importante e ambos me preenchem. Sem um deles seria menos completa.

Anónimo disse...

São amores completamente diferentes. Para mim filhos são para toda a vida e sei que nunca serei substituida por outra mãe ( mesmo que morra ). Sou única e eles também são únicos. Pais, irmãos, filhos são para sempre. Mesmo que a vida dê mil voltas nunca deixam de ser quem são, mas maridos ( e mulheres ) hoje o são, amanhã...

Patrícia Teodoro disse...

O amor não se pode comparar...e há tantas formas de amar. Beijo

Anónimo disse...

nao se pode comparar
filhos sao para sempre e é um amor incondicional
pelo marido também mas sao sentimentos diferentes sem comparação possivel.

Anónimo disse...

Na minha modesta opinião não se deve comparar o que não é comparável.
Para mim, enquanto mãe, o amor verdadeiro por um filho nunca morre, independentemente das decisões que ele tome ao longo da sua vida. Podemos desiludir-nos, decidirmos até afastar-nos deles mas eu nunca iria deixar de amar o meu filho incondicionalmente.
Pelo contrário, se o meu marido tomasse más decisões e deixasse de "valorizar" a nossa família e a vida que construímos juntos (já lá vão 22 anos) teria que aprender a viver sem ele é acredito que com o tempo também iria apagar o meu amor por ele.

Beijinho.

Susana

Manuela disse...

Diferentes tipos de amor, acho. Nada diminui o amor que sinto pela minha mãe, pai, irmã, marido, filha... e é tão bom este amor, seja ele qual for.
Já sobre o amor, amor a dois, faço minhas as palavras de Garcia Marques “que se pode estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, e por todas com a mesma dor, sem atraiçoar nenhuma”… bom, ao mesmo tempo é capaz de ser complicado. LOL

marina maia disse...

Só tenho a dizer-te amiga Maggie, que são amores diferentes mas nem um nem outro está acima de nada, estão em patamares diferentes.O meu filho é um amor incondicional, mas o amor que tenho pelo meu marido, também não tem comparação possivel. Por isso essa questão para mim não se põe.

Também não acredito que se me separasse do meu marido o amor que sinto por ele iria acabar, talvez ficasse esquecido nalgum canto, mas acabar e esquecer o que algum dia pudessemos ter sentido um pelo outro? Ou esquecer que ele é o pai do meu filho?
O homem que junto comigo fez este ser que tanto amamos em conjunto?

Como é que posso dizer que este é mais ou menos que aquele?
O meu filho já tem 21 anos, ja passa mais tempo fora do que comigo, o meu companheiro é o meu marido, os filhos não são nossos, são do mundo, os marido reparte connosco a vida após e antes dos filhos.

Aliás vejo neste momento a vida dos meus pais, acho que eles os dois são mais importantes um para o outro que eu ou o meu irmão.
Não há amores iguais, há amores diferentes.
Beijinho Maggie

VerdezOlhos disse...

Eu não tenho filhos(as) mas conheço um amor quase maternal e é maior do que se possa explicar. É um querer bem, preocupar-se constantemente e, ainda que não sendo, sentir-se responsável.
Não sei se um dia terei filhos porque amo tanto o meu namorado e o que temos que tenho medo que um dia se perca. Eu sei que este sentimento ou pensamento pode vir a mudar, sei também que pode até parecer egoísta. A verdade é que nunca senti que queria ser mãe (até agora) e não sei se me sinto capaz.
Apesar de tudo, penso como tu: uma família pode ter muitos filhos mas o casal é o centro de tudo. Até porque, como dizes, os filhos irão crescer, tornar-se independentes e construirão eles mesmos as suas vidas individuais. E quem fica, do nosso lado e nos acompanhará em todo o nosso percurso, é o nosso companheiro. Afinal é a ele que prometemos amar e respeitar o resto das nossas vidas, sem que mais nenhum laço senão o do coração nos unisse não é? O amor aos filhos deve ser maior que nós, afinal estamos ligados pelo sangue, nasceram de nós. Mas o amor apaixonado, verdadeiro, também só pode ser maior que nós e transforma-nos, tornamo-nos parte dele e ele faz também parte de nós.
Se um dia for mãe, espero que seja com este homem único que tenho ao meu lado (porque só com ele o arriscaria com sensatez) e desejo ser como tu, porque é como penso. Os filhos são do mundo. E a única coisa que temos só nossa é este amor que nos liga.

Beijinhos