terça-feira, agosto 04, 2015

penso nas tragédias da vida, e nas pessoas que as vivem ...

Aconteceu aquele trágico acidente em Zamora onde um pai que ficou em estado grave e perdeu os três filhos. Desde esse dia que só penso na cruz que carregará o resto da vida, ninguém merece e ele de certeza que também não mas como é que alguém consegue viver com esta culpa? Não foi um filho, foram logo os três. E a mãe coitada? como é que esta mulher vai olhar para o marido? só posso imagina-la cheia de calmantes, só posso imaginar a cabeça dela muito lenta, só penso pensar que ainda não assimilou bem o que aconteceu. 
Provavelmente ninguém teve culpa, foi uma distracção, mas a cruz será tão pesada, que dor tão grande! A culpa, os pesadelos, as imagens, as primeiras palavras que este pai ouviu, ou ainda não ouviu desde que acordou do seu estado grave, que pessoa aguenta isto? Onde ir buscar forças? e poderá alguém ajudar?


Maggie

1 comentário:

M. disse...

Eles são divorciados. A mãe seguia mais atrás, noutro carro, com o atual companheiro.
Tinham até estado parados, todos juntos, numas bombas de serviço. Ela já foi apanhada pelo corte da via e sem saber que esse corte se devia a um acidente com os seus filhos. Coitada.. :/
Ao menos a amiga da família sobreviveu, senão a culpa seria ainda maior. Saber que, para além dos seus filhos, fez com que outro cadal ficasse sem o dele.
Tenho um caso desses na família e o sentimento de culpa é horrível! São acidentes que deixam marcas para o resto da vida!
Ter família emigrante é, nestas alturas, estarmos de coração nas mãos. As pessoas acordam cedo, vao trabalhar, chegam cansadas e mesmo assim, enfiam-se num carro para fazer uma viagem de milhares de km, em que o limite de velocidade é mais que ultrapassado . Viagem que duram a noite toda e onde o cansaço e o sono podem ser o pior inimigo. E a ansia de chegar a casa.
Mas nem todos têm a mesma sorte e a estrada é, sem dúvida, um perigo.
So desejo a eles muita força e muita sorte. E espero que recoperem minimamente deste trauma e que consigam seguir as suas vidas. O que será muito complicado.
Não consigo imaginar as suas dores...