sexta-feira, novembro 20, 2015

a expressão plástica nas escolas

é coisa que quase não existe. Ás vezes questiono-me até se não será culpa também dos pais que consideram a disciplina uma coisa menor, dando apenas importância ao português e á matemática. Eu que sempre fui miúda que gostava de desenhos, de pintar, de materiais para colar, era fã do picotar, tratava as canetas de feltro e os lápis de cor com um cuidado e uma devoção de admirar. Eu que andei numa escola privada muito ao estilo da que as minhas filhas frequentam hoje reparo que a expressão plástica é coisa de menor importância e não gosto. É importante saber pintar sim, é importante gastar tempo nas experiências de misturar cores e na experiência de conhecer os diferentes materiais. Reparo que aquela coisa de ir apanhar folhas secas no outono e flores na primavera ficou só na infantil. 
Eu longe de ser artista, apenas gosto da expressão plástica nas escolas primárias estou cada dia mais desiludida por não haver verdadeiramente a expressão plástica. Sou muito critica com a escola de hoje sim, porque há mais de 30 anos eu já fazia muito mais e melhor do que aquilo que se faz hoje. Não houve evolução na expressão plástica e é pena. (e ainda estou com sorte que a professora da minha mais velha logo no primeiro ensinou os meninos a pintar e eu em casa sempre fiz a minha parte)
Os trabalhos ou são mandados fazer em casa com os pais, uma maneira engraçada que a escola arranjou para se livrar destes trabalhos e gastar ainda mais tempo com a matemática e o português. Agarrou-se aquela conversa de envolver os pais com a escola e vai daí manda-se um mail com um link para os pais com as instruções de como fazer uma estrelinha para o seu filho colocar na árvore de natal da escola. E pergunto eu: não era mais giro eles fazerem na escola e trazerem para casa para mostrar aos pais? era assim na minha escola há mais de 30 anos. Eu e os meus colegas levávamos depois para casa o trabalho  carregados de orgulho e entusiasmados com a surpresa que fazíamos aos pais. Ainda hoje em casa dos meus pais está uma colher de pau na parede para colocar os panos de cozinha,  enfeitada com espigas e papoilas e ainda tem uns cereais colados, que eu fiz na 2ª classe no dia da espiga, e como este muitos outros trabalhos. Puxar pela imaginação das crianças, deixa-las experimentar as texturas e apresentar-lhes materiais não pode ser uma coisa menor. Não pode! E é isto que envolve os pais com a escola? não me parece.

Boa tarde


Maggie

3 comentários:

TheNotSoGirlyGirl disse...

Acho isso de fazer os trabalhos de expressão plástica em casa uma parvoíce. Porque ha pais que tem super jeito pa essas coisas e fazem trabalhos mesmo bem feitos. E depois ha outros qur nao tem tanta paciência e deixam os miudos fazer realmente o trablho. Depois os miudos levam as coisas para a escola, comparam os trabalhos e sentem-se mal. Ja vi isto acontecer. Quando faziamos as coisinhas na escola, era todos mais ou menos igual em consistência, mas quando mostravamos aos nossos pais sentiamos muito orgulho.

carla capricho disse...

Muito mais que saber pintar ou vir a ser um grande artista , não é nada disso ... mesmo !
É estimular a criatividade , imaginação e desenrasque de cada um , é estimular os sentidos porque as crianças aprendem melhor a fazer do que a ver fazer . Infelizmente as escolas , públicas ou privadas , ainda não se deram muito bem conta disso .

Anónimo disse...

Olá. a minha filha, que frequenta o 4º ano numa escola pública, tem expressão plástica uma vez por semana com um professor que vem especificamente para o efeito. A aula tem a duração de uma hora e meia e as crianças fazem coisas muito giras. No S Martinho, fizeram um rato e um ouriço, com os materiais que levaram de casa (castanhas, fios de vassouras, ...)por exemplo.
Tudo de bom para o seu bebé.