sexta-feira, novembro 06, 2015

a não amamentação nos hospitais particulares

(foto pinterest)

Há quase 10 anos atrás, quando nasceu a minha mais velha não tive hipótese de não amamentar e ingenuamente fui na moda da amamentação durante um mês. Um desastre. Quando nasceu a segunda, no mesmo hospital público, andei ali a engonhar os dois dias na maternidade mas assim que cheguei a casa avancei logo para o leite em pó. Nos hospitais públicos, há 10 anos e desconfio que deve estar igual, era um incentivo cego á amamentação, só davam leite no biberão se depois de feitas análises a glicose do bebé estivesse baixinha, e nunca antes de lá terem passado 50 enfermeiras com pós graduções e especializações em saúde materna e em amamentação, todas a lutar contra a não amamentação materna. Só depois destas se renderem á evidencia de não haver leite é que a coisa se dava, com muitas reticências. Aconteceu a uma senhora com quem partilhei o quarto. Desta vez vou ter o bebé num hospital particular e não vou amamentar. Alguém sabe como se processa a logística da amamentação neste caso? Vou ter que levar a lata de leite ou são eles lá que dão do que tiverem? vou ter que perguntar na próxima consulta!

Bom dia



Maggie

8 comentários:

Isabel disse...

Por norma, durante a estadia na maternidade (particular...que só tenho essa experiência)eles fornecem o leite (está incluído no pacote em caso de necessidade ou escolha da mãe)...

Anónimo disse...

Provavelmente depende do hospital. Mas já tive filhos em dois (no H. Luz e no H. Cuf Descobertas) e andavam sempre mortinhas para enfiar um biberão pelas goelas dos bebés. Eu é que recusava porque sempre gostei de amamentar. Acho que é só pedires o suplemento que eles levam ao quarto.
Paula

Timtim Tim disse...

Eu tive a M. grande na Cuf Descobertas, há quase dez anos e, na altura, eles perguntaram-me se eu achava que era preciso suplemento, que mo davam se fosse preciso...parece-me que eles dão...Embora, me tenham entusiasmado e feito tudo para que eu amamentasse. E tive a sorte de correr bem.

Anónimo disse...

Eu tive os meus filhos no SAMS e eles fornecem o leite durante o internamento. Deverás informar a tua decisão quando deres entrada para o nascimento do teu filho para procederem em conformidade. Prepara-te para os tradicionais "mas porquê?", "não vai sequer tentar?". Eu apesar de ter tido as duas experiências e de ter gostado muito mais de amamentar, aceito que existam mães que não o queiram fazer porque realmente tem as suas vantagens em relação à amamentação. Boa sorte, espero que corra tudo bem.

ana disse...

Eu tive as meninas num hospital público e deram sempre suplemento, sem eu pedir. Acredito que por serem duas se apercebessem mais facilmente que eu não conseguia alimentá-las sem ajuda, mas também o fizeram com outras mães da enfermaria. Iam incentivando e ajudando (a mim até me arranjaram um spray de oxitocina), mas quando viram que das minhas mamas não saia nem uma gota não recusaram o leite adaptado.
Se tivesse outro filho voltava a tentar dar de mamar e, na minha humilde opinião, acho que podias tentar também. Se não desse logo se via, mas só vejo vantagens no leite materno: menos logística, mais cómodo, mais barato e melhor para o bebé. Não sou fanática da amamentação e dei biberão sem culpas, mas reconheço que o leite humano é o melhor possível para os humanos.

Rita_in_UK disse...

Não sei qual era a tua situação quando nasceu a Madalena, mas estando em casa com ele, porque não tentas? Da Maria foi um desastre, mas do Luís foi um sonho. Quanto ao leite para ele, não vai faltar-vos. Lá em Ingaterra era proibido levar latas para o hospital ou sequer terem lá, mas aqui é pacífico. Eu preocupava-me mais com a tua situação e como fazer para evitar a subida do leite caso não queiras mesmo tentar. Bjinhs

Manuela disse...

Olá, tive a minha filha na Cruz Vermelha e, apesar de particular, eles têm uma política a favor da amamentação com leite materno. Mas a escolha é da Mãe e eles respeitam-na. Como a L. nasceu com baixo peso e eu tive dificuldades em amamentar (na realidade aquilo para mim era um horror e chorava todas as noites), mudei de opinião em 3 tempos sob o leite materno e a primeira coisa que fiz quando saí da maternidade foi passar numa farmácia e comprar o leite, o esterilizador e os biberões. Se fosse hoje talvez procurasse outro tipo de ajuda antes de desistir. Mas se já vais com essa ideia só tens que informar as enfermeiras e o hospital tem já uns pequenos biberões pequeninos preparados. Depois será o pediatra a aconselhar o leite que deverás comprar.

Nany disse...

Já te responderam, apenas posso dizer que depende também das enfermeiras que apanhas: aquelas acérrimas defensoras da amamentação, aquelas que defendem o suplemento e aquelas que te deixam decidir e escolher à vontade. Felizmente tive sorte e apanhei defensoras que também me ajudaram quando a coisa não correu bem e não me martirizaram.
bjs