domingo, março 27, 2016

a minha mãe partiu há 6 meses e meio

e eu sinto a falta dela. Custa. Não nos entendíamos ás mil maravilhas, na verdade chocávamos em muitas coisas, mas hoje visto á distancia até me parece que éramos mais parecidas do que julgávamos. Uma mãe faz falta e nestes dias tão importantes para a família, estes dias que promovem o convívio familiar custam a passar, a minha mãe não está cá mas vive em mim a toda a hora, raros são os momentos do dia em que a figura dela não está presente nos meus pensamentos.
Gosto do domingo de Páscoa e de todos os outros dias importantes do calendário mas fico mais carente, sinto que estou sozinha, a minha mãe faz-me falta.( O meu pai também esteve fora esta semana, o que não ajudou). Nestes dias em que famílias inteiras se passeiam por todo o lado a minha vontade é nem sair de casa e desejo que estes dias passem rápido e que voltemos á rotina e ao frenesim do dia a dia. É mais fácil o dia a dia do que os dias santos, ou os dias de qualquer coisa, não gosto de tocar na ferida, não gosto de falar disto e não gosto de dizer o que não ter mãe dói. Depois caio em mim e só me apetece ficar sozinha a lamber a ferida, preciso de festas e de atenção.
Acho que ninguém sabe o que dói perder a mãe até perder a sua, perdemos uma parte de nós, perdemos uma das pessoas que mais gosta de nós e perdemos um bocadinho da alegria. Não gosto deste sentimento de solidão que a morte da minha mãe me deixou e que custa a tapar, pelo menos nestes dias que são dias da família. Estou murcha e meio perdida, preciso de mimo, o que vale é que já é noite e amanhã será outro dia. E os dias seguintes são sempre dias de esperança.

Bom resto de domingo de Páscoa


Maggie