segunda-feira, outubro 24, 2016

a rotina dá cabo do amor


Um dia destes uma amiga contava-me que já desistiu de se chatear com o marido por causa disto ou daquilo (coisas que a deixavam chateada mesmo), que já tanto tinha dito que tinha desistido. Fiquei com pena, desistir é uma coisa que não me agrada. Sou chata nisto, gosto de insistir, insistir e insistir!  Desisto de muita coisa mas da educação dos miúdos e do meu casamento, não! 
Ouvindo-a, dizia que não tem tempo para ela e que precisa desse tempo. Enquanto o marido ia ao ginásio ou correr e tinha o tempo dele, ela precisava desse tempo para ela também mas a vida rotineira e o horário das 9h às 17h não permitem isso. Com filhos pequenos a vida fica mais condicionada e a rotina de todos os dias acaba com qualquer romance. 
Ouvi-a e entendi, eu também acho que isto de ter uma vida pouco rotineira ajuda à relação. A vida do dia a dia sempre igual maça, e as chatices que todos temos tornam-se gigantescas se não arranjarmos maneira de contornar a situação. Às vezes não precisamos de uma grande mudança, ás vezes só precisamos de silencio e de respirar, de espaço. Pode ajudar ir ao ginásio algumas vezes por semana, ir tomar um café com amigas depois do trabalho, ir dar uma volta ao shopping na hora do almoço, mudar a cor as unhas, combinar almoçar com o marido de vez em quando, … na verdade qualquer coisa que ajude a auto estima e que promova o bem estar do próprio. 

Isto de já ter desistido foi coisa que me deixou pensativa, desiste-se e depois? 
(não posso dar conselhos mas posso ouvir)
Não se desiste, encara-se como sendo uma fase. Há alturas melhores e outras menos boas em todas as relações e a dela não é excepção.
Não há relações perfeitas, apesar de nos parecer, é preciso continuar a insistir enquanto houver amor, e ali ainda há.

Até mais logo



Maggie

3 comentários:

Anónimo disse...

Há relações perfeitas e só não acredita nelas quem não as consegue ter

Maggie F. disse...

Ahahaha, quanto muito há conceitos diferentes de relações perfeitas. Nada é perfeito cara anônima. Beijinho

Mãe Happy disse...

Eu cá acredito que a perfeição não existe!

Nem eu queria que existisse... senão o que teríamos a melhorar?!