sexta-feira, novembro 25, 2016

as mães, ou a mãe que eu não quero ser.


Desde que a Micas mudou de escola que me deparei com um tipo de mãe diferente das mães minhas amigas ou de outras mães que conheço. Descobri mães arrogantes e intransigentes com as suas crianças pré-adolescentes, mães que não permitem que se vire à direita, mães que decidiram como vão educar e encaminhar os filhos na vida e não fazem qualquer desvio. Caramba, uma mãe chata já eu sou mas estas mães além de chatas são mesquinhas e ditadoras, o que não pode trazer nada de bom, claro. Quando me apercebi da existência deste tipo de mães lembrei me logo da mãe da minha amiga Vera, a pessoa mais mandona, antipática e controladora que conheci como mãe. Eu tinha pena da Vera, ela nunca podia nada, para ir a casa de uma das amigas tinha que pôr um requerimento quase um mês antes, … até um dia. 
(Muitas vezes duvidei que aquela pessoa fosse a mãe da Vera, estava mais perto de uma avó antiquada). 
Eu tinha 12/13 anos na altura e achava que a mãe da Vera era assim por não trabalhar fora de casa, ás vezes também achava que era por ter sido mãe da Vera já tarde, mas não. Ela era assim porque achava que assim as filhas faziam o percurso que ela tinha decidido para elas, o que não aconteceu. A Vera foi tão tão apertada que um dia mandou tudo ás urtigas e a mãe perdeu-se dela. A Vera foi à vida dela para longe, e a imagem daquela mãe vestida de preto dos pés à cabeça, sempre à janela a controlar a vida da filha ainda lá está. Agora sentada e sozinha, e já não olha para ver se vê a Vera chegar. Hoje tem um olhar triste e vazio e acredito que se tenha arrependido de ter sido a mãe que foi.

Eu achava que estas mães castradoras já se tinham extinguido, mas afinal não!



Maggie


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