quarta-feira, fevereiro 01, 2017

isto da amamentação não é para todas

Hoje ao passar num blog que sigo fiquei logo admirada com o titulo do post, o não gostar de amamentar. Coisa rara, já que hoje em dia a pressão é para que se amamente e para que todas as mamãs digam que é o melhor do mundo. Será com certeza para muitas, para outras nem tanto, mas isto de se afirmar uma coisa destas é assim quase um crime e por isso muitas mamãs ou se calam sobre o tema ou dizem que sim, que é uma maravilha. 
Pelos vistos para a bloger não foi e para mim também não. Lembrei-me então que tinha recebido um email há uns dias de uma futura mamã chamada Marta que me pedia algumas respostas de quem não amamentou e que são difíceis de encontrar por esta blogosfera fora, claro. Já estive para responder à Marta várias vezes mas como o assunto não é extenso precisava de ter um bocadinho mais de tempo, é hoje Marta. Atenção que estas foram as minhas experiências e por isso mesmo não são regra, nem eu sou exemplo, nem sou a dona da razão, sou apenas dona de mim mesma num país ainda livre em que as mulheres têm o direito de escolher o que querem e não querem fazer. 
Aqui vão as respostas: Não, não avisei logo o obstetra que não queria amamentar. 
Tenho 3 filhos, da primeira senti-me pressionada para amamentar por isso amamentei tanto durante 1 mês que a miúda ia morrendo à fome, e não estou a exagerar, ia mesmo. Tanto que não tenho fotos da Madalena até 1 mês. Obviamente não tinha leite mas a pediatra insistia que sim, que tinha (isto na consulta dos 10 dias).  Da segunda, a Maria dei de mamar nos 2 dias na maternidade e assim que cheguei a casa lancei-me aos biberões e ao leite em pó, não ia deixar outra filha à fome. Acho que tive a subida de leite mas como fiz um febrão liguei ao obstetra que me passou o Parlodel para secar o leite, tomei 2 comprimidos fiquei óptima, o leite não devia ser muito. Do Manel assim que nasceu o obstetra na sala de partos perguntou se ia ser amamentado e eu disse que não, sem stress nenhum foi lhe logo dado um biberão e eu iniciei logo a medicação para não amamentar. As mais velhas nasceram num hospital publico amigo dos bebés logo o não amamentar não era aceitável, não havia opção nem biberões para as mamãs que não quisessem amamentar. O Manel nasceu no Hospital da Luz, e claro quando pagamos fazemos o que queremos sem qualquer censura: a mamã não quer amamentar dá se biberão ao bebé. É necessária medicação para não amamentar sim, logo no parto inicia os comprimidos que o obstetra prescreve, da Maria tomei o Parlodel, do Manel já não sei o que tomei mas não foi o mesmo. Nunca tive efeitos secundários nenhuns. Se o bebé não vai ser amamentado é lhe dado um biberão pelas enfermeiras. Não tive subida de leite nenhuma, talvez no pos parto da Maria tenha tido porque fiz febre mas nunca tive o peito cheio de leite, nem encaroçado, nem quente nem nada das descrições que já li. Volto a dizer que a minha quantidade de leite devia ser mínima, precisava apertar para sair uma gota ou duas. Usei sempre biberões da Chicco porque gosto da marca, haverá com certeza outros igualmente bons. Tomaram as duas o Enfalac, que passou agora a chamar-se Enfamil e o Manel toma o Nutriben, sempre sobre as orientações do pediatra. Na maternidade da Luz deram ao Manel o Aptamil. Quanto ás perguntas dos outros sou pessoa pouco simpática quando os temas são assim a roçar a intimidade. Não amamento porque não me satisfaz, não me sinto bem, não gosto. Quase nunca chego a dizer as 3 coisas, basta uma e por norma não me perguntam mais nada. Sou bastante segura das minhas opções, sou informada e por isso não vou em modas nem em conversas. Quem me conhece sabe que roço a teimosia por isso não há muita conversa sobre o tema. Tenho amigas que amamentaram e outras não. Eu respeito quem amamenta por isso também me respeitam, não tento converter ninguém ao biberão por isso também não admito que me venham com a ladainha que amamentar dá defesas, e tudo, e tudo … Sou uma mulher em 2017 caramba, era o que faltava ter que me andar a justificar.
Se deixei alguma coisa por explicar diga Marta, terei todo o gosto em contar melhor a minha experiência com a amamentação. O melhor conselho que posso dar é que a Marta se informe das ditas vantagens da amamentação e tenha certeza do que quer fazer. Atenção que amamentar contrariada é péssimo, não caia no erro, amamentar porque os outros dizem também não, é importante que queira amamentar e que goste de o fazer. O bebé vai estar bem se a mãe estiver, seja amamentado ao peito ou com biberão. O que importa é que esteja feliz, se estiver bem o bebé também vai estar. (quando tomar a decisão, fica tomada e não dê abertura à conversa de quem gosta de palpitar, ouça só os médicos)
Ahhh e eu sempre soube que isto do amamentar não é para mim, adoro estar grávída, adoro a barriga e até aguento os enjoos e as estrias mas o amamentar nunca foi um sonho)

Felicidades


Maggie

5 comentários:

IzZie disse...

Bom dia!!! =)
Muito obrigada... Fiquei esclarecida sim! E cada vez que a leio(ao falar sobre o tema) identifico-me na totalidade... Entretanto já tomei mesmo a decisão, e não vou dar de mamar! Não acho bonito, não gosto, acima de tudo nunca me revi nessa imagem. Já comecei a ter umas gotinhas de colostro e, sem querer ferir susceptibilidades...acho nojento!!! Sou bastante teimosa também(signo virgem, feitiozinho torcido) por isso acho que também me basta só dar uma resposta para que mais ninguém tenha que opinar!(Mas que chega a ser chato, chega! e ainda não pari a miúda...)
Concordo plenamente consigo, quando diz que mamã feliz, bebé feliz... Sem dúvida...e é esse o meu foco!
Eu vou ter a bebé num hospital público, mas não me parece que vá sequer chegar a dar a maminha só porque estou no hospital e porque é o que eles querem...Levo os meus biberons e leite(caso seja necessário)... porque a decisão é minha e ponto final!
Fiquei bastante esclarecida...
Muito obrigada mais uma vez,
Um beijinho grande e um bom dia!!! =)
Marta

ana disse...

Eu não dei de mamar porque não tinha leite mas tentei (uns 10 dias, até confirmar que era inútil) e teria dado se conseguisse. Estava muito mentalizada para amamentar mas não foi nenhum drama não ter conseguido, foi uma decisão consciente e não pensei mais no assunto.
Sem juízos de valor, confesso que me custa um bocadinho a entender que não se experimente, porque muitas vezes o que imaginamos não é a realidade e isto vale para os dois lados, para quem não concebe dar biberão e para quem não se vê a dar mama. O colostro, então, é mesmo muito importante pelo concentrado de anticorpos que carrega - eu fá-lo-ia mesmo custando, como me custaram outras coisas na maternidade e fi-las na mesma, na perspetiva de pôr o bebé (as bebés, no meu caso) à frente das minhas vontades. Mas isto é a minha forma de ver a maternidade.

Mamã Petra disse...

Tenho quatro filhos e estou grávida do quinto, amamentei todos uns mais tempo que outros, e no inicio as dores são tantas que enquanto o bebé mama eu quase deixo de ver, tenho imensas contracções durante a amamentação nos primeiros 15 dias depois alivia e passa a ser normal. Na minha segunda filha só tive leite 8 dias, secou do nada, de repente deixei de ter, ela passou fome um dia e quando percebi que não tinha leite telefonei ao pediatra e ele indicou-me o leite sem dramas, no primeiro tinha amamentado apenas um mês e com dificuldades já que ele não se adaptava ao mamilo por ser prematuro nasceu de 34 semanas, no terceiro foi o paraíso da amamentação, apesar das dores iniciais mamou até aos 12 meses, na quarta só consegui amamentar 2 meses ela não puxava, não estava para aí virada, queria antes biberão, porque desde o 1º dia tinha suplemento, inicialmente ainda me torturei com máquinas de tirar leite, mas eu andava desesperada ela chorava e eu acabei com isso rapidamente, passamos a biberão a 100% e esta é a minha filha com a primeira infância mais saudável e desde o 1º dia que bebe biberão mesmo que tenha sido como suplemento, sou afilhada de um pediatra que foi chefe de serviço no Hospital da Estefânia e ele sempre disse que as mães sabem o que é melhor para os filhos e senão nos sentimos bem, devemos de fazer o que realmente nos deixa em paz e felizes com os bebes, por isso quando este nascer logo vejo como será, eu gosto de amamentar mas senão dá não me vou matar por isso, nem andar frustrada. Marta faça o que a deixa em paz e feliz.

Beijinhos

Anónimo disse...

Eu demorei 2 meses a gostar de amamentar. Quando não há dores, nem febres, nem bebés que não engordam e podemos comer o que nos apetece e mesmo assim emagrecemos, é fácil gostar de amamentar. E é tão prático... Comprar (e escolher) o leite, lavar biberões, aquecer água, etc. Naaaaaaaa
Mas compreendo quem não goste (seja qual for o motivo) pois também passei por essa fase.
A dias de ter o segundo filho, vamos ver o que me calha na rifa. Amamentando ou não, tentarei ser a melhor mãe possível.
Beijinhos!

IzZie disse...

Petra, houvesse mais padrinhos como o seu, especialmente dentro da área, e penso que grande parte dos dramas, de futuras mamãs como eu, desaparecia!
A minha decisão está tomada, e sei que será o melhor para mim e para a minha filha!
Obrigada pela força,
Beijinho
Marta