quarta-feira, fevereiro 15, 2017

o dia dos namorados, quase 22 anos depois

Gosto de atenções, de receber mimos. Gosto de gentileza e de educação. Gosto de ser bem tratada e de ser cuidada. Gosto, mas gosto todos os dias e por isso o dia dos namorados não me diz grande coisa. Aqui em casa namora-se quando dá, passeia-se quando é possivel e presenteia-se muitas e muitas vezes, felizmente que não precisamos de dia dos namorados para isso. Lembro-me que a ultima carta de amor que lhe escrevi foi na véspera de viajar para Bruxelas, vai para 3 semanas, não era dia dos namorados, nem aniversário de namoro, nem de casamento, por acaso coincidiu com o aniversário da mais velha, mas foi um acaso. O ultimo presente que me ofereceu comprou-o no domingo passado <porque eu gostei. Aqui em casa e passados 22 anos de começarmos a namorar não comemoramos propriamente o dia. Nunca o fizemos. Comemoramos as nossas datas, diferentes das datas dos outros. Aqui em casa não gostamos dos ramos de rosas ou das caixas de bombons em dias fixos, as caixas de chocolates costumam vir das viagens á Europa. Aqui em casa mora uma pessoa bastante anti social que gosta de passar despercebida, queria lá o marido a enviar-me rosas para o trabalho, nem pensar. Para mim a intimidade também é isto: as nossas histórias, as nossas datas, os nossos locais de eleição são só nossos, nos nossos dias. Este folclore que se faz com filas nas floristas e nos supermercados neste dia tocam o deprimente. É o dia dos namorados e o dia da mãe.
Não gosto do espectáculo, o amor é para viver todos os dias, de preferencia dentro de casa.


Bom dia



Maggie

1 comentário:

Vidas da Nossa Vida disse...

Claro que o amor é para viver todos os dias, e há dias que são só nossos, mas eu gosto do dia dos namorados... Fazer o quê???