quarta-feira, março 29, 2017

10 anos depois …

É tudo igual, está quase tudo na mesma, tirando um ou outro brinquedo que a Chicco lá vai lançando e uma ou outra alteração no plano nacional de vacinas, não há grande diferença. Nós mães é que parece que nunca fizemos outra coisa, é tudo natural, não há grandes duvidas nem grandes stresses. Estamos umas profissionais da maternidade, parece que nunca parei de mudar fraldas, dar sopas e banhos. Não se perde a prática. Tudo igual. Até a sensação que tive quando olhei para este bebé pela primeira vez, tal como tinha tido das irmãs, não me reconheci nem ao meu marido logo ali naquele bebé. Não, não senti logo que aquele era o meu bebé, isso veio com o passar dos dias. Lamento mas o meu lado romântico não chega a tanto. Este nasceu mais o género da Maria da Graça , branco e aloirado com pouco cabelinho mas mais bonito. Não vinha com o raio da pele atópica a reboque e não berrava desalmadamente, era um sossego este bebé. Depois em casa foram as cólicas, que já se sabe como é. Foram as noites muito inconstantes que também já se espera, foram os horários dos biberões a ajustar a toda a hora. É tudo muito igual, não há o que enganar, não há razão para receios. Ao terceiro já fazemos tudo com uma perna ás costas, já abrimos e fechamos carrinhos de bebé com uma destreza incrível, já os sentamos na cadeira do carro mesmo que se esteja a esticar todo com uma grande birra, já lhes cantamos musicas e sabemos quais preferem. Ao terceiro filho mudamos de táctica, a vida mudou. Este ainda está em casa, não sei ainda quando irá para a escola. Gosto de o ter comigo, apesar de me limitar os dias. Não posso fazer tudo o que quero, há a hora de almoço dele e a hora do lanche que respeito, as sestas vai fazendo conforme pode coitado. Não fico em casa porque é hora da sesta, ele vai dormindo entre o andar no carro, o ir ao Continente ou ao Cascaishopping, o passeio no parque e o buscar as irmãs à escola. Ao terceiro filho já não há conversas das outras mães que nos maçam, não há. Não estamos nem aí para comparações, já sabemos que vai acabar por andar, por comer bem, por dormir melhor … Ao terceiro filho queremos aproveitar tudo, acompanhar o mais possível, estar lá sempre. O terceiro filho é o melhor, é o que aproveitamos mais, o que acompanhamos com mais calma, o que vive e aprende tudo sem ser preciso explicar-lhe grande coisa. O terceiro filho é o mais livre, não andamos sempre em cima dele a ver se já faz isto ou aquilo, a ver se já dorme, a ver se não se magoa. Ao terceiro filho mantenho a casa arrumada, só coloquei uns protetores nas tomadas e uns protetores nos cantos das mesas que me pareceram mais perigosos e deixo-o andar. O terceiro filho é o mais mimado, há mais gente para o mimar e nós estamos mais calmos, somos mais velhos, com o que isso tem de positivo.

Ser o terceiro filho nesta família é ter a maior sorte, a mais velha sai a perder. 
(Força linda Micas do meu coração!)



Maggie

1 comentário:

Maria do Mundo disse...

Amei! Concordo plenamente...