quinta-feira, março 30, 2017

da católica que sou e da fé que tenho

Li este artigo de opinião na Revista Sábado e fiquei a pensar no pedir a Deus. 

Eu como boa católica que sou, embora não pratique assim tanto, sei que não se pode pedir a Deus para nos curar de alguma doença. Não espero isso de Deus, sei que todos temos a nossa hora e que quando ela chega o que podemos pedir a Deus é que nos guie no caminho, que nos faça ver o lado menos mau, que nos ajude a aguentar os dias e a aliviar as dores. As dores são o que mais me custa, não é o cancro, são as dores e a demência. A pouco dignidade com que se morre deixa-me triste e angustiada. Assusta-me. Não se pede a Deus que nos salve do cancro mas pede-se a Deus ajuda para aceitar e partir em paz. 
Não vou a Fátima cumprir promessas, não prometo nada a Deus, peço um ombro amigo e não tenho que dar nada em troca. Não se dá nada aos amigos. A amizade é assim: livre de compromissos.
Falo-lhe baixinho e aprendi que ele mostra-me o caminho. Nos dias muito maus não vejo nada à frente, mas nos dias seguintes consigo ver a estrada e escolher caminhos. 

É isto que peço para mim e para todos: orientação e paz!

Bom dia


Maggie

2 comentários:

marina maia disse...

Tudo o que eu também preciso para mim...desejo-te tambem!

Paula Furtado Santos disse...

Muita força e fé. Deus É grande, às vezes nós é que achamos que não.
Bom fim-de-semana!