terça-feira, março 07, 2017

educamos os filhos da mesma maneira?

Não,  não educamos. Ou melhor, educar educamos mas a fase da vida em que os filhos chegam à vida dos pais, (as circunstancias da vida dos pais que vão mudando), a atenção que dispensamos, a paciência que temos, obviamente fruto das mesmas circunstancias não é a mesma, nem pode ser. Nós pais também não somos os mesmos ao fim de 4, 5 ou mais anos. Quando se tem filhos seguidos, filhos únicos ou filhos com grandes diferenças de idade dos irmãos, não são criados da mesma maneira. E isso importa? não, não importa. É a vida e os acontecimentos da nossa vida não dependem todos de nós nem das nossas vontades, por isso não há culpados. Nem dedos a apontar. 
Fica mal esta conversa, para os pais os filhos são todos iguais, (dizem eles), só que não são, não podem ser. E não tem mal nehum, para os filhos nós também não somos iguais, um dia a mãe é fantástica e no dia seguinte já é má, uma seca, …
Vejo este pequeno que chegou cá a casa há pouco mais de 1 ano e que goza de uma vida mais folgada, de uma atenção e disponibilidade maior de nós pais. Tem a sorte de ainda ter duas irmãs mais velhas que andam sempre de volta dele e por isso sozinho é coisa que raramente está. Vendo assim à distancia, a Maria Clementina foi a mais prejudicada, a que caiu menos em graça, talvez por ser uma segunda rapariga, talvez por ter vindo logo atrás da Madalena e por isso mesmo duas bebés foi complicado gerir, dar colo a duas numa fase da vida mais agitada, … falhei muitas vezes mas tenho consciência de que não podia fazer melhor e isso basta. É aceitar que faço sempre o melhor que posso ainda que nem sempre faça o que seria o ideal. Isto do ideal também é muito discutível.
A Maria Clementina foi a que gozou de menos atenção, ou a que teve menos atenção exclusiva, ainda assim é a mais simpática, a mais preocupada com os outros, a mais doce. Ter ficado em segundo lugar não lhe tirou o brilho: é a mais bem disposta, a mais alegre, a mais popular, a mais bom feitio …
Não, não tratamos os filhos da mesma maneira e isso nota-se, e é preciso assumir isto sem culpas e sem preconceitos.
Na vida nem sempre há culpados e na maternidade muito menos (embora os próprios pais e os outros vejam culpados em todo o lado, apontar o dedo é tão fácil, fazer melhor é que eu gostava de ver)!

Boa noite



Maggie


1 comentário:

Cátia Martins disse...

Muito bem falado! Gostei!beijinho