segunda-feira, abril 17, 2017

e se eu só tivesse uma filha?

Não sou nem vou em modas, já aqui disse várias vezes que gosto pouco de ir atrás dos outros e do que estes fazem. Aqui em casa não se vai atrás de teorias recentes, mal fundamentadas e na realidade apoiadas e validadas por quem? Aqui em casa por exemplo não há o dia do filho único e não há por várias razões. Começa logo porque têm irmãos, os meus filhos não são filhos únicos. Acho importante que aprendam a lidar com isso. Então anda meio mundo a apregoar que o melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos e depois faz-se o dia do filho único? parece estranho, e na realidade é estranho. Até parece mais uma frustração dos pais do que propriamente a necessidade da criança. Ou os pais de hoje foram assim tão infelizes por terem irmãos que tiveram necessidade de promover "estas modernices", de dar atenção a um de cada vez em dias marcados no calendário? e na realidade qual é a grande vantagem do dia do filho único? é a criança perceber que de vez em quando é rei e os pais andam ali a toque de caixa? mas isto não promove antes a arrogância e o egoísmo da própria criança?
Estou curiosa para perceber daqui por uns anos que adultos vêm daqui, que tipo de pessoas saíram deste tipo de mimo individualizado. Desejo muito que seja uma geração extraordinária.
Eu gosto da ideia do ter muitos filhos, claro que cada uma é que sabe até onde é que pode e deve ir, mas acredito em famílias que funcionam como são, sem grandes dramas à volta disso. Famílias grandes que se organizam sozinhas sem necessidade de separações, essas sim têm a minha admiração. As outras, as famílias grandes mas que passam o tempo separadas, um neto numa avó, o outro neto na outra chegarão a ser família? Família é outra coisa.


Boa noite


Maggie

2 comentários:

Vidas da Nossa Vida disse...

Eu também adoro famílias grandes e em pequena sonhava muitos filhos, tive três, estou feliz e realizada... E gosto do rebuliço da nossa vida, de andarmos sempre em modo mãe pata com os filhos todos atrás, somos muito intensos e costumo dizer que tenho filhos para estar com eles, para usufruir da companhia deles, para estarmos todos ao molho e fé em Deus, como se diz... Mas gosto de, quando é possível, quando faz sentido, dar alguma exclusividade no chamado dia do filho único... Nunca é um dia, são momentos, geralmente com o filho mais velho, que é que tem menos exclusividade de mimo... E não é ele que se queixa, não é ele que pede... Sou eu que também gosto de alguns momentos mais tranquilos com ele... um lanche para fazer os TPC com calma, uma ida às compras para ele ajudar a escolher os ténis que precisa, um almoço... Outras vezes esses momentos são com os dois rapazes, como uma ida ao cinema sem a mana... Não há obrigatoriedades, não há dias marcados, há vontade de às vezes ouvir com calma, conversar, dar abraços exclusivos... Mas é giro que já aconteceu passado poucos minutos perguntarem pela mana ou mano... é como se lhes faltasse uma parte! Penso que o importante é fazermos o que nos faz sentido para nós e para a nossa família...

Mamã Petra disse...

Tenho 4 filhos e estou á espera do quinto, os meus filhos tem grandes diferenças de idades, 7 entre cada um dos 4, e o mais novo vai ter 4 da mais nova. Portanto são idades todas diferentes, não tenho o dia do filho único, mas tenho momentos de cada um deles, porque ir ás compras com a de 18 faz sentido irmos apenas as 2, muitas vezes os momentos únicos são de compras especificas para cada um deles, para poder dar atenção mais individualizada. Ir ao cinema com os dois mais novos faz sentido, já os mais velhos seria uma seca. No entanto a vida em comum, todos juntos não á filhos em avós, nem em tias, estamos todos juntos e as férias são todos juntos, mesmo o de 24 alinha nas férias em família e adora. Quando acontece a mais nova ficar sozinha em casa sem nenhum deles, sinto-a perdida, a nossa casa é vida, barulho, agitação, brincadeiras no jardim, não imagino um dia completo só com um deles, somos uma família de 6 a caminho de 7 todos os dias.