quinta-feira, julho 13, 2017

a nossa vida não está toda no blog (nenhuma vida está, não acreditem nisso)

Às vezes lá vem um comentário ou outro a dizer que tenho falado pouco das minhas filhas mais velhas, e é verdade. Não é por uma nenhuma razão em particular mas porque o que há a dizer é a vida delas e agora que estão mais crescidas os desafios são outros. Mais complexos, talvez. Continuo interessada na maternidade de filhos mais velhos mas nem todas as situações são bem aceites ou compreendidas por outros por isso partilho apenas ideias, opções de educação mas não falo directamente do dia a dia delas. Falo com quem conheço e com quem nos conhece, e isso faz toda a diferença. Aqui há uns tempos um ex colega de trabalho dizia-me que compreende agora algumas opções que fiz na minha vida minha tendo em conta a relação que tenho com o meu marido e o casamento que temos os dois. Ele que me questionava alguma vezes, deixou de o fazer a partir do momento em que nos conheceu, aos dois. Sim ás vezes é preciso conhecer para opinar e compreender. Olhar a vida dos outros com os nossos olhos não é a realidade, é preciso olharmos com os olhos dos próprios. O que se vê para fora nem sempre é o que acontece do lado de dentro, por isso é preciso cautela nas avaliações que fazemos às outras vidas. E fazemos tantas vezes, ... (Atenção que já deixei de me justificar ou de tentar agradar ou até de fazer os outros compreenderem o que não podem, a idade traz destas coisas).Também quero referir que nunca fui daquelas mães que vem para o blog fazer uma descrição exaustiva dos dias para mais tarde recordar. Nunca releio o blog, não é para isso que ele me serve. Gosto da partilha de ideias, compras, eventos, e opiniões mas falta-me a paciência para relatos fidedignos. Acho um massacre com pouco interesse para quem lê. Também não me angustia aquela conversa de que depois de certa idade é melhor não escrever sobre os filhos mais velhos porque eles um dia mais tarde podem ler e não gostar. Ora, elas também podem um dia mais velhas ter um blog onde partilharão a forma como foram educadas e eu também posso não gostar. Acredito que com respeito tudo se pode fazer e aceitar. Longe da perfeição, as minhas serão livres de acharem o que quiserem de mim, de nós família, e terão a liberdade de partilhar isso com o mundo. Não me oponho e não é por isso que não escrevo tanto hoje sobre elas. Na verdade também não escrevo assim tanto sobre o Manuel. Interessam-me mais as fotos, as partilhas de opinião, os desejos de consumo e os pontos de vista das outras mamãs do que propriamente os relatos chatos do que aconteceu ou deixou de acontecer na nossa vida.

Bom dia



Maggie

3 comentários:

Anónimo disse...

Mas alguém acredita em blogs?
O que cativa nos blogs e nas redes sociais não é o conteúdo, se falam mais destes ou daqueles, que trapos vestem ou as viagens q fazem..mas sim toda a necessidade doentia q os autores têm de mostrar uma vida endinheirada ou miserável, conforme os casos.
Acho q os autores dos blogs etc.. salvo a excepçao de quem é bloguer por profissao.. são pessoas q têm mta necessidade de atenção, acho q são aqueles casos de solidão mto complicados

Maggie F. disse...

Curioso não concordo consigo, tenho até uma opinião contrária á sua. Para mim blogs profissionais são dois ou três, os outros que gostavam de ser profissionais esforçam-se muito mas nunca chegarão lá, esses sim é que são mais tristes. Quanto aos blogs sem pretensões são os mais verdadeiros. Seguindo a sua lógica de pensamento, o que pensar então de quem vem apenas espiar as vidas endinheiradas ou miseráveis? Não acha que é também doentio?

um beijinho e boas férias


Maggie

Anónimo disse...

Concordo.... blogs profissionais são muito poucos e é doentio ver os mais ou menos conhecidos a tentar a custo chegar lá....
O teu apesar de blog é um bocadinho de ar fresco..... continua que gosto de te ir lendo

Tânia