quinta-feira, julho 06, 2017

dos amigos que vamos semeando po aí ...



Ontem fomos à festa da aldeia aqui ao lado de casa. Noite, carroceis e carros de choque. Muita musica altíssima, algodão doce e waffles. Luzinhas a piscar, um palco principal com um artista nacional, um zona de bailarico de província mais ao lado. Ginja de Óbidos em copinhos de chocolate, cavacas e mais doces regionais. Os elásticos onde miúdas fazem cambalhotas e dão piruetas no ar. Elas encontram uma amiga daquelas que vão deixar de ver porque a 4ª classe da Maria acabou e cada uma vai para uma escola diferente. Percebe-se que serão daquelas miúdas que podem deixar de se ver durante meses mas que quando se encontrarem vai haver sempre pirosice, danças e uma alegria genuína. A mim parte-me o coração chegar ao fim dos ciclos, perder amigos, vidas que acompanhámos que deixamos de seguir. Miúdas tão giras que me doí perde-las de vista. São ingénuas, não percebem bem que vão perder-se umas das outras, não percebem porque são crianças e no mundo das crianças o sempre e o nunca não têm o valor que têm para qualquer adulto. Muitos dos amigos da Maria vêm da sala dos 4 anos, separam-se agora aos 10. Custa-me agora a mim que gosto de quase quase todos, e gosto muito. Vai custar-lhes a elas, um dia que percebam bem o rumo que as vidas de cada um podem levar. 
Desejo a todos umas férias muito felizes, um recomeço fácil e os anos doces. Acredito que mais tarde voltaremos a encontar-nos e voltaremos a rir juntos. Da turma da Maria levo muito meninos no coração mas a Madalena, o outra Madalena, a Beatriz, o Francisco, o Dinis e o Pedo têm um lugar especial. 
Um beijinho e até um dia. 




Maggie

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