domingo, novembro 12, 2017

na minha carta para o Pai Natal



Talvez para Sempre é uma porta entreaberta que nos permite ver o amor por dentro.
Conta-nos histórias, muitas delas baseadas em situações reais, sobre a procura da felicidade a dois, os sentimentos vividos em silêncio, a esperança da paixão, a inevitabilidade do quotidiano e da rotina. O autor fala-nos sobre o amor e o desamor, o casamento e a traição, a luta para manter a paixão num dia-a-dia feito de contas da luz e de listas de supermercado. Este é um livro de segredos, de emoções que não partilhamos, do irresistível e tortuoso caminho até ao amor feliz.


«Quando somos persistentemente tristes, podemos ser assaltados pela euforia de um novo amor e tomá-la por paixão. Mas a nossa infelicidade voltará sempre se não a resolvermos. Nenhuma relação trata uma pessoa. Continuaremos à procura do amor ideal, eterno, indestrutível, que aguente tudo com um sorriso rasgado. (...)
A felicidade não passa por nada disto. Se não formos capazes de juntar tudo o que de bom sentimos e fazer disso um escudo protector para o que não controlamos, bem podemos ficar sentados à espera que nos façam felizes.
Amor e felicidade tocam-se, cruzam-se, lutam, podem mesmo ser amigos, mas têm vidas separadas. A felicidade é estarmos à altura do que nos acontece, ninguém o pode fazer por nós.»

«Gameiro não tem um receituário para a felicidade. Fala-nos de situações que nos podem ensinar a viver - ou a morrer, como aquela em que o marido deixa escrito, depois de muitos anos a acarinhar a mulher, vítima de AVC: "Agora decidi pelos dois, logo vou despir-te, vou embrulhar-me no teu corpo e vamos adormecer. Não te preocupes com o frio, já isolei as janelas e as portas, nem o ar gélido da noite entre, nem o gás sai.»

João Garcia in Prefácio



Bom resto de domingo

Maggie

Sem comentários: