quarta-feira, fevereiro 21, 2018

2 anos e 5 meses sem a minha mãe


Foi duro. Na verdade ainda é duro mas começo a sentir-me melhor em relação a este assunto. Sinto que a distancia do tempo vai suavizando a dor e eu começo a viver novamente a minha vida sem "um peso" ou uma nuvem negra como lhe queiram chamar.
Ás vezes fico para aqui a pensar que nunca pensei que me custasse tanto perder a minha mãe. Era  minha mãe claro e foi a melhor mãe que pode dentro das circunstancias que teve, tal como eu, fez sempre o que pode para que nunca nos faltasse nada a todos os níveis. Faltaram coisas sim, como sei que um dia as minhas filhas vão ver que lhes faltei com algumas coisas também. Acredito pouco no endeusamento das relações, sou assim mais terra a terra desculpem lá, sei que não é o comum mas gosto pouco de expressões vazias, como: "tinha a melhor mãe do mundo", ou "sou a melhor mãe do mundo". Nunca gostei destas frases demasiado exageradas, adiante.
Nunca fui a preferida da minha mãe, esse lugar era ocupado pela minha irmã, eu era mais pai. 
A minha mãe "não vivia na minha casa" a dar palpites, nem dependia dela para tomar conta das crianças ou para ajudar com a vida domestica, como tantas mães fazem. Na verdade entendiam-nos bem a passear, a ver as montras, eu era boa a ouvi-la, ela péssima a aceitar as minha opiniões mas na verdade era a minha mãe e faz-me falta.  Apesar de não contar com ela para nada da minha vida diária ela faz-me uma falta imensa todos os dias.

Estou melhor, sinto que sim mas continua a custar. 

Bons dias 


Maggie

2 comentários:

marta henriques disse...

Sinto muito que assim seja... acho que todos precisamos de apoio da nossa mãe <3

pimentamaisdoce.blogspot.pt

marina maia disse...

Depois do dia de hoje e dos 74 anos que a minha mãe faz amanhã, doeu-me este texto...Um beijinho