quarta-feira, fevereiro 21, 2018

e só mais duas questões ...


(só para eu tentar perceber se houve alguma evolução desde que eu própria andei na escola)

Os bons alunos continuam a ficar sentados ou lado de outros bons alunos, e consequentemente os menos bons também ficam agrupados com os menos bons, ou não?
 isso já não existe ou continua?

E aquela conversa de que a avaliação é continua e por isso tudo conta para a nota? passa-se mesmo ou na verdade as notas refletem apenas e só o somatório dos dois testes do período a dividir por dois?


(está a ver-se a quem sai a miúda que questionou a nota, não é)?

Bons dias



Maggie

5 comentários:

Pipa disse...

Ai... este tema...
Também eu me sinto revoltada com tudo isso...
Tenho visto coisas inexplicáveis para que alguns alunos integrem o quadro de excelência...
Também eu disse muitas vezes ao meu filho para falar, respeitosamente, quando se sentisse injustiçado, mas a realidade é que de nada serviu e só "ficou mal visto" perante o professor...
Hoje acabo por dizer resignada, "deixa lá, tenta tu fazer melhor, esforça-te...", "um dia tudo isso vai vir ao de cima"...
Preferia tanto as notas de 0-20. Muito mais justas na minha maneira de ver...

marta henriques disse...

Acho tudo isso uma grande parvoíce.
Não pode haver exclusão das pessoas que não conseguem ter notas tão altas como alguns!

pimentamaisdoce.blogspot.pt <3

Maggie F. disse...

Sim Marta é uma grande parvoíce mas, ... continua a passar-se?
Pipa, ás vezes também já lhes ensino que a resignação pode ser valorizada, enfim ...

Beijinhos

ana disse...

Nas escolas onde as minhas filhas têm andado (todas públicas), são os professores que decidem onde é que os alunos se sentam na sala, dependendo do comportamento e das necessidades de cada um. Ao longo do ano vão fazendo ajustes baseando-se no conhecimento que têm das crianças/adolescentes.
Quanto à avaliação contínua, na escola das minhas filhas é uma realidade, as ponderações de cada item (testes, participação, comportamento, tpc) estão disponíveis desde o início do ano para que os encarregados de educação as consultem, se assim desejarem. A classificação final nunca é a média aritmética dos testes, nem pode ser.
Suponho que nas escolas privadas (ou em algumas delas, pelo menos) haja mais pressão para sobrevalorizar o desempenho académico e descurar a parte das atitudes e dos comportamentos.

Susana Nunes disse...

Hoje em dia os pais têm, se assim o entenderem acesso, através do Diretor de Turma, aos Dispositivos de Avaliação de todas as disciplinas. Neste documento consta a percentagem que é atribuída aos testes, aos trabalhos e à sala de aula ( comportamento, realização das tarefas, participação, pontualidade,...). Tudo está discriminado aí. No final de cada período há uma grelha em excel, onde são introduzidos os dados recolhidos ao longo do período. Depois de preenchida dá um total, que indica ao professor o nível a atribuir. É claro que os alunos não são só números e portanto esse total que a grelha indica é apenas uma ponderação, e o professor decide perante isso que nota atribuir, mas não pode fugir muito ao que está na grelha. Portanto há muito que a nota que o aluno têm no final do período não é, nem nunca pode ser, a soma de dois testes. Os pais podem, e devem saber como são avaliados os seus filhos, devem questionar que percentagem é atribuída aos vários elementos de avaliação. Por exemplo se numa escola a percentagem que se decide atribuir aos testes for 60%, tem que ficar claro como são distribuídos os restantes 40% da nota final. No caso de um recurso de uma avaliação têm mesmo que se basear nos dispositivos de avaliação para fundamentarem a reclamação.