quarta-feira, maio 16, 2018

das coisas que eu não gosto

Não gosto que se metam na minha vida. 
Não gosto de palpites e não gosto de bisbilhotice.
 Não gosto de dar explicações e não gosto que me tentem tirar alguma informação, sobre algum assunto. Não gosto de me sentir obrigada a falar e não gosto de ser pressionada. 
(sobre o meu pai) Aqui há uns tempos, quando o meu pai esteve internado, fartava-me de receber telefonemas de pessoas amigas dele a querer saber como estava. Normal, até certo ponto. Normal desde que não interfira com a minha vida, com o sitio onde estou e se posso ou não falar. Muitas vezes nem me apetece falar. Muitas vezes nem me apetece ser simpática. Felizmente há pessoas mais respeitadoras que vão ligando umas ás outras para evitar ligar para mim e incomodar, mas nem sempre. Houve uma pessoa que veio com uma conversa muito estranha, queria falar comigo porque o meu pai estava muito doente e, ... Não gostei. Não há intimidade para esse tipo de conversa com gente que mal conheço e que está do outro lado da linha. Por outro lado, sei muito bem que o meu pai está doente, não preciso que venham outros dizer-me isso. Não gosto de ser confrontada assim. Sou informada e quando quero e preciso procuro mais ajuda e informação, como fiz há uns tempos quando precisei de saber mais sobre a doença. Infelizmente tenho duas pessoas próximas que já lidaram com esta doença e que já me explicaram o máximo possível e continuam dispostas a apoiar-me e a guiar-me. Não preciso de mais nada. Quero estar quieta e não ser incomodada. Quero que o meu pai esteja o melhor possível e que viva o melhor possível mas dispenso palpites e "sermões". Sou sossegada, não gosto de balbúrdia e perder tempo ao telefone a explicar não sei o quê a não sei quem, não é para mim. Não tenho a menor paciência. Regra geral segue sms a agradecer a preocupação e pouco mais. Será que as pessoas não percebem que se tornam chatas? 

Bom dia


Maggie

3 comentários:

Anónimo disse...

como compreendo o que escreve..., pelo que tenho lido no seu blog(adoro ler porque me identifico consigo, mas não comento), a minha mãe tem o mesmo tipo de doença que o seu pai (pulmão, estou certa?). Também estou saturada de dar "informações" a pessoas "curiosas". Estou cansada de tanta pena..., de tanto querer saber para ajudar....
Sinto-me no entanto um pouco á deriva pois não me é fácil lidar com esta doença terminal da minha querida mãe,ás vezes sou "dura" com ela, na tentativa de a puxar para cima, para enfrentar, não sei se faço bem. Entretanto vai fazer imunoterapia paliativa, estou receosa. A Maggie sabe algo sobre o assunto? Sou filha única, vivo este problema todos os dias..., vale-me o meu querido marido que acompanha a minha mão ao hospital. Se lhe for possível, agradeço que partilhe comigo alguma experiência sobre o assunto, o que esperar; como lidar;... emfim, peço desculpa se incomodo. Dulce. Sou do norte, a minha mãe está ser seguida no hospital Braga.

Anónimo disse...

olá Maggie, como posso comentar?

Xica Maria disse...

Sou exactamente como tu e já passei pelo mesmo.... ter que lidar com perguntas que não apetece minimamente responder.