terça-feira, maio 08, 2018

uma mãe pouco dada ao Dia da Mãe



Devo ser das poucas mães que não acham graça nenhuma aos dias da mãe/ do pai/ da criança na escola. Não acho pronto. Não fico a babar porque os meus filhos pintaram uma caixinha de madeira, ou porque escreveram um poema (por norma ditado pelo professor). Não gosto, que hei de fazer?! 
Acho que o que sentimos pelos nossos filhos, pelos nossos maridos, pais e outras pessoas que trazemos dentro do peito não é fácil de dizer, de explicar. Sente-se e pronto, a modos que tudo o que sejam trabalhinhos manuais feitos sob orientação da escola soa-me sempre a coisa forçada. Na verdade, principalmente com os mais pequenos, são mesmo as educadoras que o fazem ... É simpático da parte delas claro mas sinto-o pouco. Não acho que o amor seja isto, o amor está dentro de cada um de nós, ou não, e não há nada que o mostre mais do que as ações que temos para quem amamos. Na realidade fala-se muito, é fácil claro, mas mostra-se pouco em gestos e delicadezas. Não sou de andar de volta dos meus filhos a aperta-los e a dizer que os adoro. Eles sabem, não preciso de dizer. De qualquer forma tento sempre estar presente mas não valorizo muito, nem fico encantada com o presente do dia da mãe. Lembro-me que também os fiz na infantil e na primária, e lembro-me de copiar do quadro o poema a escrever à mãe, e lembro-me que já na altura achava aquilo um esforço. A minha mãe não precisava daquilo para saber que a filha gostava muito dela ! (lembro-me de oferecer uma colher de pau pintada para colocar panos de cozinha, (devia andar na 1ª ou 2ª classe, e de uma almofada muito pirosa em forma de coração que a professora Lucinda fez para todos os meninos da 4ª classe). Como mãe não preciso de provas destas, mas aceito-as com um sorriso, só porque é isso que os meus filhos esperam ver: o meu sorriso!

Boa tarde


Maggie

Sem comentários: